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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 27/02/2015
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“É inaceitável. É um contrassenso”

Carlos Sampaio (PSDB-SP) sobre passagens aéreas pagas para mulher de deputado

 

Empreiteiros queriam Joaquim como advogado

A ousadia dos empreiteiros envolvidos na Operação Lava Jato chegou ao ponto de pretenderem contratar para sua defesa o ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Agora advogado atuante e palestrante, Barbosa no entanto reagiu à consulta prévia com um indignado “não!”, muito embora reconheça que quaisquer acusados têm direito pleno de defesa.

 

O céu era o limite

Os empreiteiros pagariam a Joaquim Barbosa o que ele pedisse, para vê-lo atuando em sua defesa, mas o ministro aposentado recusou.

 

Mercado aquecido

O falecido ex-ministro e criminalista Márcio Thomaz Bastou cobrou R$ 18 milhões na defesa do bicheiro Cachoeira, na operação Monte Carlo.

 

Reservado

Quando conversa com amigos sobre essa sondagem dos empreiteiros, Joaquim Barbosa não menciona as empresas, nem valores oferecidos.

 

Grife valiosa

A “grife” de Joaquim Barbosa, mais que o saber jurídico, consolidou-se na relatoria do mensalão, primeiro caso de corrupção do governo Lula.

 

Janot tira o sono dos enrolados na Lava Jato

Perde o sono quem recebe pedidos de reunião do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. É que ele decidiu comunicar pessoalmente a algumas autoridades que elas estão na lista de indiciados da Operação Lava Jato. “Não quero que o senhor(a) saiba pela imprensa ou por qualquer outro meio”, diz ele, ao iniciar a difícil conversa. A denúncia será enviada na próxima terça-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal.

 

Flagrante

Janot foi visto ontem saindo do Alvorada, onde Dilma mora, no banco dianteiro, ao lado do motorista. Ele jura que só foi no Palácio Jaburu.

 

A versão

O Jaburu é a residência do vice-presidente Michel Temer. Mas, e o que Janot foi fazer lá? “Discutir orçamento”, disse ele. Ninguém acreditou.

 

Inside information

O encontro – igualmente secreto – de Janot com o ministro da Justiça terá sido para informar José Eduardo Cardozo sobre os indiciamentos.

 

Perdendo o encanto

A cada balanço, o BTG perde o encanto. Analistas notaram dois fatos negativos em seu balanço, ontem: retorno abaixo da concorrência e a qualidade duvidosa do crédito. Reservas contra calotes subiram 307%, para R$ 907 milhões, pela recuperação judicial da Eneva, ex-Eike.

 

Pepe sobe no telhado

No café da manhã de ontem com Lula, a cúpula do PMDB fez o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) subir no telhado: os caciques reclamaram muito da articulação política do governo Dilma.

 

Rebimboca da parafuseta

Dilma não recebe políticos e os presidente da Câmara e do Senado não recebem o ministro Pepe Vargas. Lula prometeu se empenhar na “reengenharia do funcionamento” dessa, seja lá o que isso signifique.

 

Esquema cancelado

O velho esquema na Câmara melou. Eduardo Cunha garantiu ontem que não adianta os partidos entrarem em obstrução toda quinta-feira: vai registrar falta de deputado que se mandar para o aeroporto.

 

Prioridade

Eduardo Cunha ouvia o chororô de um ex-deputado, batalhando por boquinha no governo Dilma, quando presidente da Câmara foi direto: sua prioridade é acomodar o ex-deputado Henrique Eduardo Alves.

 

‘Bancada’ do Rio

Políticos do Rio querem um carioca na vaga de Joaquim Barbosa. Não deveriam se preocupar: a “bancada” carioca no STF tem o presidente, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Luiz Fux e Luis Roberto Barroso.

 

Apêndices, não

O PSB e o PV, que adotaram independência em relação ao governo Dilma, pressionam pela saída do PSDB do bloco na Câmara. Os dois partidos temem virar apêndice do tucanato, que lidera a oposição.

 

Rei da Inglaterra

Empresários reclamam ao PMDB de falta de comando do ministro Edinho Araújo (Portos). Ele tem sido “atropelado” pelo secretário-executivo Guilherme Penin, que é ligado a Aloizio Mercadante (PT).

 

Dois pesos e duas medidas?

Após ameaçar caminhoneiros com multas de R$ 10 mil por hora de bloqueio nas estradas, o ministro da Justiça deveria informar o valor da multa a ser aplicada nos porraloucas do MST, pela mesma razão.

PODER SEM PUDOR

O lobby dos enforcados

Em 1988, uma comitiva do Ministério da Indústria e Comércio tentava com o governo Saddam Hussein quitar dívidas de US$ 2 bilhões com empresas brasileiras, entre elas a Mendes Júnior. Ressabiado, o deputado Israel Pinheiro, da extinta Arena, avisou ao ministro Roberto Cardoso Alves, o “Robertão”:

- O pessoal do Saddam que saber mais do “contrato dos enforcados”.

Pergunta daqui, pergunta dali, “Robertão” matou a charada: Saddam mandou enforcar funcionários iraquianos subornados pelos brasileiros.