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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 06/03/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

Da terra de onde eu venho, homem não me grita

Deputado Hugo Motta (PMDB-PB), reagindo aos gritos de um deputado do PSOL

 

Atritos e broncas podem tirar Levy do governo

Amigos do ministro Joaquim Levy (Fazenda) não apostam que ele fique no cargo por muito tempo. Isolado no governo, sem apoio do PT e aliados e hostilizado pelos sindicatos, não gostou de ter sido criticado publicamente por Dilma, após chamar de “brincadeira” e “grosseiras” as ações de política fiscal dos antecessores. Levy também ficou sentido com a bronca por não atender prontamente as convocações Dilma.

 

Às vezes não dá

Controladora, Dilma saber de cada passo do ministro, mas às vezes Levy não pode atender a convocação imediatamente, e isso a irrita.

 

Gritos e esculachos

Levy também enfrenta dificuldade, dizem os amigos, de tomar broncas seguidas de esculachos, em meio a palavrões impublicáveis.

 

Mal acostumada

Quando era convocado para despacho com Dilma, o subserviente Guido Mantega chegava a tomar quatro horas de chá-de-cadeira.

 

Ministro é uma ilha

Após classificar Joaquim Levy como “uma ilha no mar de mediocridade do governo”, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga

 

Força-tarefa pode fazer vazamento generalizado

Desapontou integrantes da força-tarefa da Lava Jato a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de pedir apenas “abertura de inquérito”, em lugar de aproveitar as investigações já realizadas para fazer a denúncia do caso ao Supremo Tribunal Federal. Esses membros da força-tarefa defendem o “vazamento generalizado” do caso, para mostrar que há razões sólidas para denunciar os citados.

 

Culpa provada

A força-tarefa está absolutamente convencida de que há razões sólidas para denunciar os 54 nomes, incluindo 45 parlamentares.

 

Precedente exemplar

O caso do mensalão é precedente: o então procurador-geral Antonio Fernando Souza transformou o inquérito em denúncia ao Supremo.

 

Critérios técnicos

Janot afirmou ontem, em mensagem na primeira pessoa, que decidiu apenas pedir abertura de inquérito baseado em “critérios técnicos”.

 

O que ele teme?

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, nem sequer telefonou ao presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), para demonstrar interesse em colaborar com os trabalhos da comissão.

 

Constrangimento

Há relatos de diplomatas brasileiros de cobrança de colegas, mundo afora, sobre a hostilidade de Dilma à Indonésia, recusando-se a receber as credenciais do seu embaixador. O choque aumenta quando eles contam que é tudo por causa de um traficante de drogas.

 

Amigo da Onça

Reunião que definiu o comando das comissões na Câmara acabou em barraco. Jandira Feghali (RJ) disse que o PCdoB não foi consultado e se sentiu traída pelo PT. “Deve estar sobrando aliado”, disparou.

 

Cadê a lista?

O ministro Cid Gomes (Educação) piorou muito a relação entre Câmara e governo ao chamar deputados de “achacadores”, e sem a coragem de listá-los. O oposicionista Bruno Araújo (PE) exige sua demissão.

 

Operação

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) quer passar o pente fino no “Sistema S”. Propôs a criação de subcomissão para fiscalizar grana arrecadada pelo sistema. Em 2014, o Sistema S obteve R$ 31 bilhões.

 

Ruim de conta

O PSDB anda tranquilo com a “lista Janot”, que pede investigação de políticos enrolados no Petrolão. Nas contas de um cacique, somente um tucano aparece: o falecido Sérgio Guerra, ex-presidente do partido.

  

Delator

Eduardo Cunha demitiu o chefe do grupo de segurança da presidência da Câmara, Jasson Rocha. O ex-funcionário seria ligado ao PT e abriu o bico sobre reuniões secretas dele com outros deputados.

 

Traje

A farda do deputado Capitão Augusto (PR-SP) gerou confusão entre os colegas. Silvio Costa (PSC-PE) o acusa de usá-la só para ganhar mídia e invoca regimento interno para exigir do deputado o uso do terno.

 

O atraso do progresso

Inovador, o PT em doze anos não só destruiu os fundamentos da economia como tornou supérfluos ar condicionado, usar carro e comer.

PODER SEM PUDOR

Guia para hipocondríacos

O então senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) jantava no restaurante Alcaparra, no Rio, quando um cidadão, Dr. Tanus Tauk, foi à sua mesa, cumprimentou-o e lhe presenteou com um exemplar de um livreto de sua autoria, “Passaporte da Saúde”. É um guia útil para quem viaja ao exterior. Contém, em seis idiomas, nomes dos principais remédios de que um viajante pode necessitar e pode comprar sem receita. E explica como pedi-los nos seis idiomas. Arthur Virgílio pediu mais dois exemplares, autografados, para oferecer, um ao ex-presidente José Sarney, outro para o governador de São Paulo, José Serra.