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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 18/03/2015
Claúdio Humberto
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“Não nos façam de bobos”

Ministro Gilmar Mendes (STF) sobre a proposta de financiamento eleitoral da OAB

 

Devassa em conselho pode comprometer Dilma

O Tribunal de Contas da União (TCU) está prestes a “abrir as portas do inferno” para Dilma, e deixá-la vulnerável a impeachment. Seu plenário deve aprofundar a investigação do papel do conselho de administração no escândalo de corrupção da Petrobras. O conselho foi presidido por Dilma desde o início do governo Lula, gênesis do assalto à estatal, e todas as decisões, inclusive as que alimentaram o “petrolão”, tiveram sua assinatura, configurando “ato de ofício” que pode incriminá-la.

 

Autor da proposta

O auditor e ministro-substituto André Luís de Carvalho foi quem levou ao plenário do TCU a proposta de investigar o conselho da Petrobras.

 

Dilma deu o mote

A devassa do TCU se baseará na reação da própria Dilma, ao atribuir a compra superfaturada da refinaria de Pasadena a informações falsas.

 

Dados falsos

Dilma disse que o então diretor Nestor Cerveró, hoje preso, enviou ao conselho de administração da Petrobras dados falsos sobre Pasadena.

 

Prática habitual

A suspeita no TCU é que outras decisões tenham sido tomadas, no conselho da Petrobras, com base em informações igualmente falsas.

 

PF acredita que há mais políticos envolvidos

O delegado federal Igor de Paulo, que participa das investigações, afirmou ontem que a Operação Lava Jato trabalha com a expectativa de forte “expansão” da lista de parlamentares envolvidos do assalto à Petrobrás. A força-tarefa acredita esse novos nomes surgirão a partir dos inquéritos determinados pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. A “Lista de Janot”, com 54 nomes, deve crescer.

 

Os intocáveis

A Polícia Federal destacou 40 delegados e agentes para trabalhar na Lava Jato. Sem contar aqueles que atuam nos novos inquéritos.

 

Encenação

PT e PMDB combinaram tratar de “reforma política”, para ocupar as manchetes, mas em particular só falam em petrolão. Estão em pânico.

 

Apocalipse

Os políticos do PT e do PMDB estão à base de tranquilizantes, à espera de notícias sobre o depoimento do lobista Fernando Baiano.

 

Mala pronta

Se é mesmo bem informado, como já demonstrou, o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) já deve ter preparado sua mala de mão, tipo a do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC.

 

Caixa preta

São devastadoras as revelações de dirigentes da empreiteira Camargo Corrêa que fizeram acordo de delação premiada. A “caixa preta” do setor elétrico começou pela obra da hidrelétrica de Belo Monte.

 

Novo presidente

José Maranhão (PMDB-PB) assumirá a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado. Será sabatinado na CCJ o substituto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.

 

Disse bem

Com a coragem habitual, o ministro Gilmar Mendes (STF) criticou a proposta da OAB de financiamento eleitoral: o pode da Bolsa Família e o empresário devem contribuir com o mesmo valor. “Isso tem nome. Isso é encomendar lavagem de dinheiro", adverte o magistrado.

 

Pendurado na brocha

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, virou réu por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. É suspeito de roubar em nome da companheirada. Mas todos, como Lula, se fingem de mortos.

 

Mordendo o próprio rabo

Dilma entrega sua sorte a Joaquim Levy (Fazenda), mas o PT não esconde a preferência por Nelson Barbosa (Planejamento), cujas decisões ajudaram em muito a formar a crise que impôs o arrocho.

 

Enfrentamento

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), que está na lista de Janot, tem se colocado à disposição jornalistas para responder a qualquer pergunta sobre o assunto. Quer mostrar que não teme a investigação.

 

Amarelou, oficialmente

Em vez de demitir Cid Gomes (Educação), Dilma concedeu a ele “licença médica”. A manobra livra o ministro de ir ao plenário da Câmara, como foi intimado, e apontar os “deputados achacadores”.

 

Pergunta no plenário

Se Cid Gomes perder o cargo por acusar os deputados federais de “achacadores”, será o primeiro ministro demitido por falar a verdade?

PODER SEM PUDOR

Todo cuidado é pouco

Costa Rego fez fama como jornalista no Rio de Janeiro e, na década de 20, voltou para Alagoas, sua terra natal, para se eleger governador. Fez um governo austero, mas, incorrigível mulherengo, enfrentou problemas. Seu secretário da Fazenda era Epaminondas Gracindo, avô do ator Gracindo Júnior. Certo dia, ele tomava o café da manhã e viu Costa Rego abrindo a porta de sua casa e ir entrando com a maior naturalidade.

- Espere aí, governador! – gritou Epaminondas – Com essa sua fama de garanhão, o senhor não pode entrar na casa de uma família de respeito.

Governador e secretário despacharam na calçada.