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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 24/03/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Dilma não pode governar para apenas 10,8% da população”

Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), citando o percentual dos que aprovam Dilma

 

Condenação de Vaccari é certa e deve ser dura

São tão robustas as provas contra João Vaccari, tesoureiro do PT, que a força-tarefa da Operação Lava Jato nem sequer manifestou interesse em eventual acordo de delação premiada com ele, segundo segredou um dos seus integrantes. Réu junto a 26 outros denunciados, Vaccari responde por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Pode ser condenado até a 22 anos de cadeia, segundo especialistas.

 

Cana dura

Vaccari será julgado e sentenciado pelo rigoroso juiz federal Sergio Moro, que comanda a Lava Jato. E é rápido nas decisões.

 

Ainda há tempo

Mesmo sem delação premiada, a eventual confissão de Vaccari pode ser considerada uma colaboração à Justiça, e ele ganhar atenuantes.

 

O recordista

O petista condenado a mais tempo de prisão, no mensalão, foi o ex-ministro José Dirceu, braço direito de Lula: 7 anos e 11 meses.

 

Acabou em piada

Delúbio Soares, antecessor de Vaccari no cargo de tesoureiro, pegou 6 anos e 8 meses de cadeia. Pagou um ano e pouco e já está em casa.

 

Projeto nacional do PMDB esbarra na Lava Jato

A proposta de reduzir para vinte os ministérios é uma jogada política do PMDB, na tentativa de agradar o eleitor, e tem o objetivo de viabilizar um projeto nacional, que pode ser até mesmo a candidatura própria à Presidência da República. Mas o problema do PMDB, nesse projeto, é a falta de nomes. Até porque, denunciados na Operação Lava Jato, alguns dos seus principais líderes podem estar a caminho da cadeia.

 

Fama sem proveito

O PMDB cansou de levar fama sem proveito: o partido até indica o ministro, mas quem manda é o secretário-executivo indicado pelo PT.

 

Mesmo modelo

O governo Dilma seguiu o modelo Lula: o ministro é do PMDB, mas ele não manda. Tampouco presidentes de estatais indicados pelo partido.

 

Balaio

O PMDB defende a extinção de parte dos ministérios e a fusão de secretarias como Igualdade Racial, Direitos Humanos, Pesca e Portos.

 

Pior, impossível

A pesquisa CNT/MDA quase fez Dilma cancelar a agenda da tarde de ontem. Ela ficou mais abatida que furiosa, com o levantamento indicando que quase 60% dos brasileiros querem seu impeachment, o que inclui seus eleitores, e que apenas 10,8% aprovam sua gestão.

 

Descontroladoria-geral

A Controladoria-Geral da União flerta com a inutilidade. Agora vai investigar suborno a autoridades brasileiras, pago por empresa alemã na Copa. Se a CGU controlasse alguma coisa, não haveria suborno.

 

Dubeux nega causa técnica

Marcos Roberto Dubeux, da Cone Suape, afirmou que laudos oficiais (e conclusivos) atestam que o incêndio num galpão, em setembro, não foi causado por problemas estruturais. E vai oferecer colaboração técnica aos autores de laudo privado que 6 meses depois atestaram o inverso.

 

Fusão a caminho

As negociações para fusão entre o DEM e o PTB estão avançadas. Seria a forma de os democratas não serem riscados do mapa. Mas o partido é oposição, enquanto PTB está na base governista.

 

Rica boquinha

Presidente Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira vai deixar o cargo após oito anos. Mas Sergio Gabrielli continua agarrado à boquinha de representante da Petrobras no conselho dessa empresa portuguesa.

 

Mão amiga

A jornalista Cláudia Cruz, mulher do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, vai dar uma força ao amigão Henrique Alves, que continua na fila de espera para ministro. Promove jantar em sua homenagem, hoje.

 

Eleições diretas nos tribunais

Entidades de magistrados como AMB, Ajufe, Anamatra e Amagis-DF promovem nesta terça (24), no auditório do bloco A do TJ-DFT, em Brasília, um ato público em defesa das eleições diretas no Tribunais de Justiça. Vários desembargadores confirmaram que vão ao evento.

 

Doutrinação política nas escolas

A Comissão de Educação da Câmara promove audiência inédita sobre doutrinação política nas escolas, hoje,14h30, plenário 10 do Anexo 2. A iniciativa é da ONG Escola Sem Partido e deputado Izalci (PSDB-DF)

 

Pergunta na esquina

Após a pesquisa apontando que 60% querem o impeachment de Dilma, o ministro da Justiça ainda vai insistir na lorota que estão indignados apenas os que não votaram em Dilma?

PODER SEM PUDOR

Índio malandro

O cacique Mário Juruna foi eleito deputado em 1982, pelo PDT carioca, e fez história, de gravador em punho, cobrando promessas e compromissos dos políticos com a causa indígena. Mas, curiosamente, o deputado Mário Juruna não nomeou índios xavantes para a sua assessoria; só escolheu brancos. A um repórter que perguntou o motivo, ele explicou:

- Branco entende malandragem de branco.