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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 25/03/2015
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ch@claudiohumberto.com.br
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“O ajuste, como está, tende a não ser aceito pelo Congresso”

Renan Calheiros, presidente do Senado, novamente se estranhando com o governo

 

Caso das ‘pedaladas fiscais’ encalacrou no TCU

O processo que apura “pedaladas fiscais” do governo Dilma se arrasta no Tribunal de Contas da União há pelo menos sete meses. Apesar da gravidade das irregularidades apontadas pela área técnica do TCU, o caso ainda não retornou da procuradoria para o ministro relator, José Múcio. A malandragem do governo, considerada crime, consiste em atrasar benefícios sociais para simular “equilíbrio” nas contas públicas.

 

Crueldade

Além de atrasar de propósito o pagamento de aposentadorias, por exemplo, a “pedalada fiscal” do governo retardou até o Bolsa Família.

 

Fingimento

O atraso no repasse dos benefícios sociais foi um artifício criado por tecnocratas, sob aval do Planalto, para “fabricar superávit”. 

 

Processo-crime

Ficam sujeitas a processo por crime de responsabilidade autoridades que comprovadamente avalizem as “pedaladas fiscais” malandras.

 

São Tomé

O ministro Gilberto Occhi (Integração) garante que será entregue em 2016 a obra de transposição do rio São Francisco. Só vendo para crer.

 

Cunha quer aproveitar Chalita para emplacar Alves

Ao defender a redução dos ministérios à metade, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), confirma o velho adágio “quem desdenha quer comprar”: ele deseja condicionar a discussão sobre o futuro ministro da Educação à nomeação do amigo Henrique Alves para o ministério. O ex-deputado Gabriel Chalita (PMDB), secretário municipal de São Paulo, é cotado por Dilma para substituir Cid Gomes.

 

PMDB de fora

O presidente da Câmara já mandou avisar ao Planalto que um eventual convite de Dilma a Chalita terá cunho “pessoal”, sem aval do PMDB.

 

Resistência

A insistência de Eduardo Cunha por Henrique Alves tem tornado Dilma ainda mais resistente. Ela não gosta do ex-presidente da Câmara.

 

Partidão, 93

Completam-se nesta quarta (25) 93 anos de fundação do velho Partidão. A sigla era PCdoB e depois virou Partido Comunista Brasileiro (PCB).

 

PT perde tamanho

Desmoralizado com a ladroagem na Petrobras, o PT terá a bancada do Senado reduzida. Pode perder 4 dos 14 senadores: Delcídio do Amaral (MS), Marta Suplicy (SP), Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA).

 

Raposa no galinheiro

Presidente da Comissão Mista de Orçamento, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) definiu o deputado Ricardo Barros (PP-PR) o novo relator. Ele recebeu R$ 627 mil de empreiteiras enroladas na Lava Jato.

 

Tricotando no Senado

O governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), não deve ter muito o que fazer. Ontem ficou um tempão papeando no cafezinho do Senado. Disse que foi tratar de questões partidárias. No horário do expediente.

 

Volta para casa

Agora que sua pena foi extinta, no mensalão, o ex-tesoureiro do antigo PL Jacinto Lamas volta ao que dá sentido à sua vida há anos: cuidar do filho adolescente que ficou tetraplégico após um acidente de carro.

 

Orelhas ardendo

O ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento) discutiu o ajuste do governo com senadores e empresários, em jantar na casa de Waldemir Moka (PMDB-MS). Concluíram que as empresas correm sérios riscos.

 

Mamãe, estou aqui

Agnaldo Timóteo, que nas últimas eleições tentou voltar à Câmara, onde certa vez discursou da tribuna para a mãe, foi recebido no plenário com longo abraço do amigo e deputado Paulo Maluf (PP-SP).

 

Briga pelo poder

Após a saída do ex-gerente de Comunicação Wilson Santarosa, o circo pegou fogo na Petrobras: seu substituto, Luís Fernando Nery, vive em permanente  guerra com o gerente de imprensa, Lúcio Pimentel.

 

Nome errado

Personagem de história de “Poder sem Pudor”, o suplente de senador Cristophen Goulart (PDT), neto do ex-presidente Jango, garante que jamais manteve diálogo menos amistoso com a prima Juliana.

 

Casinha de sapê

Melhor do dia no Twitter, depois da foto da privada no chão do ex-diretor da Petrobras no presídio do Paraná: “Tiraram o trono do Duque.”

PODER SEM PUDOR

Um mar de leite

A base eleitoral do senador potiguar Agenor Maria era o sertão, município de Currais Novos, onde tinha uma fazenda de gado leiteiro. Certa vez, alugou uma casa à beira-mar, em Natal, e levou com ele um velho empregado da fazenda, seu Chico, que nunca tinha visto o mar.

- Chico, veja só que imensidão. Imagine tudo isso sendo nosso e, em vez de água, leite! – disse Agenor, puxando conversa na varanda.

A resposta do velho vaqueiro foi carregada de significado:

- Prestava não, dr. Agenor. E aonde a gente ia achar tanta água pra misturar nesse leite?