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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 26/03/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

 

“Quem gera emprego e rendas são as obras [e não empreiteiras]

Julio Marcelo Oliveira, procurador junto ao TCU, criticando os “acordos de leniência”

 

Contas do governo não são julgadas desde 2002

Desde 2002, último ano do governo FHC, o Congresso não cumpre a obrigação constitucional de julgar as contas do governo. O julgamento é feito a partir dos relatórios anuais do Tribunal de Contas da União (TCU), e governante com contas rejeitadas fica inelegível por 8 anos. O tema é tão irrelevante para os presidentes da Câmara e Senado que, confrontados, ontem, ambos não tinham o que dizer a esse respeito.

 

Mensalão impune

Estes 13 anos sem o Congresso julgar as contas dos governos foram marcados por escândalos de corrupção, como o mensalão da era Lula.

 

Ouvidos moucos

Indagado no Salão Verde sobre o julgamento das contas dos governos Lula e Dilma, Renan Calheiros fez que não ouviu e apertou o passo.

 

Sem discussão

Na presidência da Câmara dos Deputados, informa-se que “não há discussão” sobre o exame de contas dos governos petistas.

 

As opções

O Congresso pode aprovar as contas, rejeitá-las ou aprová-las “com ressalvas”, ou seja, desde que sejam feitas correções recomendadas.

 

Relatório mostra que Paim tem as pernas curtas

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou uma cédula de votação fajuta para negar que ajudou a manter o veto de Dilma à redução da contribuição de empregada doméstica ao INSS. Esta coluna noticiou que o “paladino dos oprimidos” saiu do plenário de fininho. Ele negou, mas o relatório oficial de votações do Senado prova que na bancada gaúcha só Paim esteve ausente. O veto foi mantido por três votos.

 

Saiu de fininho

Paim mostrou a cédula de votação para “provar” seu voto contra o veto. Mas a cédula apenas atesta intenção de voto. Na hora agá, ele sumiu.

 

Dois votos gaúchos

Senadores do Rio Grande do Sul, Ana Amélia (PP) e Lasier Martins (PDT) votaram contra do veto de Dilma à redução da contribuição.

 

Foi ‘azar’

Confrontado de novo com sua ausência, Paim finalmente confessou ontem: “Na hora da votação, por azar, eu não estava no plenário”.

 

BNDES terá de se explicar

A Comissão de Infraestrutura do Senado convocou Luciano Coutinho, presidente do BNDES, para explicar negócios do banco com empresas ligadas ao Petrolão – a exemplo dos contratos da Sete Brasil, iniciativa do banco BTG Pactual, de André Esteves, banqueiro ligado a Lula.

 

Quem diria...

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que na Lava Jato é suspeito de ligações ao lobista Fernando Soares, o “Baiano”, resolveu restringir o acesso de lobistas à Casa.

 

Um banco em chamas

Após a instalação da CPI para investigar contas secretas de brasileiros no HSBC, o banco inglês articula na Esplanada e no Congresso apoios em busca de uma “saída honrosa”. Procurado, o banco não comentou.

 

Não era bem isso

Dilma não entendeu o espírito da coisa: o PMDB quer reduzir à metade os ministérios, mas ela reduz ministros. Demitiu Thomas Traumann (Comunicação Social) ontem. Mas como detesta jornalistas, até mesmo aqueles que a bajulam, ela não será veloz na escolha do substituto.

 

Empresa chinfrim

Diplomatas brasileiros que usam voos da Germanwings na Alemanha, muito baratos, afirmam é uma empresa-problema. Não se espantariam com a constatação de problemas na manutenção das aeronaves.

 

Heresia do chanceler

A “diplomacia paralela” do aspone Marco Aurélio Top-Top parece intimidar também o novo chanceler, Mauro Vieira. No Senado, cometeu um erro grosseiro de avaliação ao comparar o papel de Top-Top ao de Augusto Frederico Schmidt, intelectual brilhante, no governo JK.

 

Desratização, já

O Senado vai dedetizar suas dependências desta quinta até sábado, mas, pelo sim, pelo não, utilizará um produto químico inofensivo ao ser humano. A caça será apenas a ratazanas do reino animal.

 

PSB na reforma

Os líderes do PSB na Câmara, Fernando Coelho (PE), e no Senado, João Capiberibe (AP), reúnem suas bancadas nesta quinta, às 9h, na sala da comissão de Educação, para discutir a reforma política.

 

Pensando bem…

…a inacreditável defesa do acordão de leniência com empreiteiras ainda vai levar autoridades do governo a engrossar a Lista do Janot.

PODER SEM PUDOR

Lição fulminante

O atual deputado distrital Agaciel Maia (PTC-DF) era diretor-geral do Senado quando soube da morte súbita do senador Onofre Quinan, de Goiás, e não hesitou: tocou o telefone para o então presidente da Casa, Antônio Carlos Magalhães, às 6h da manhã.

- Estou ligando para comunicar a morte do senador Onofre Quinan.

Na outra ponta da linha, tonto de sono, mas já irritado, ACM devolveu:

- Sim, Agaciel, e o que é que eu posso fazer?!

Só então Agaciel Maia aprendeu que não se deve tirar um baiano da cama tão cedo.