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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 31/03/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Pegaram um trecho da minha fala para criar um banzé”

Ministro Joaquim Levy (Fazenda) sobre a falsa crise de uma frase “mal interpretada”

 

Dilma condiciona ministério a apoio ao ajuste

Para confirmar a nomeação do ex-deputado Henrique Alves (PMDB) ao cargo de ministro do Turismo, Dilma Rousseff impôs a condição de obter apoio dos deputados federais do PMDB ao pacote fiscal do governo e à política de reajuste de aposentadorias. Alves chegou a ser confirmado na sexta-feira (27), mas depois o Planalto o colocou em “banho maria”. Agora, pode até ficar para depois da Semana Santa.

 

Impasse

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, só aceita discutir apoio a projetos do governo após a nomeação do seu amigo Henrique Alves.

 

Toma lá, dá cá

Dilma ainda terá de acalmar o presidente do Senado, Renan Calheiros, que só aceita perder o Turismo ganhando o Ministério de Cidades.

 

Nem pensar

Dilma enfureceu Renan oferecendo-lhe a presidência da Conab, empresa pública de abastecimento do Ministério da Agricultura.

 

Sapato velho

Sempre de terno e gravata, o deputado Alfredo Nascimento (PR-AM) não dispensa o tênis. Usa um diferente a cada dia. Deve achar fashion.

 

CNMP quer barrar indicado de Eduardo Cunha

Membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), presidido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estão incomodados com a possibilidade de o advogado Gustavo do Vale Rocha integrar o colegiado. Rocha é advogado do deputado Eduardo Cunha, fiador da indicação, e do PMDB, o que, segundo o parlamentar, legitima sua indicação para o colegiado. Cunha está na Lista de Janot.

 

Bom precedente

Como na indicação de Gim Argello no TCU, conselheiros articulam a rejeição a Gustavo Rocha no CNMP. Mas lhes falta força política.

 

Retaliação

Dos 14 conselheiros do CNMP, um é indicado pela Câmara. Membros avaliam que Eduardo Cunha indicou Rocha para “afrontar” Janot.

 

Roletando

O carro oficial placa nº 32, do gabinete do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), circulava domingo na cidade do Núcleo Bandeirante (DF).

 

Pegou mal, Michel

O vice-presidente Michel Temer poderia ter mantido fora da sua biografia a defesa que fez, no programa “Roda Viva”, do indecoroso “acordo de leniência” com as empreiteiras que roubaram a Petrobras.

 

Alegação cínica

É falsa a alegação de que “acordos de leniência” protegem empregos. Obras geram empregos e não empreiteiras, como lembrou o procurador do ministério público junto ao TCU, Júlio Marcelo Oliveira.

 

Onde está o dinheiro

A Justiça americana realiza audiência em 3 de abril com os bancos e a Petrobras. Quer entender se a Petrobras é tão amadora a ponto de não perceber a roubalheira que se passava a um palmo do nariz.

 

Ninguém merece

O PT insiste em Benedita da Silva para o cargo de secretária de Cultura do governo Pezão. O problema é que a relação mais próxima de Benedita com o setor foi seu casamento com o ator Antônio Pitanga.

 

Maus tradutores

Em vez de provocar “crise” no governo, o que é falso, a frase de Joaquim Levy (Fazenda) sobre Dilma, em inglês, apenas revelou que a imprensa brasileira precisa melhorar a qualidade dos seus tradutores.

 

Saindo do foco

O sucesso dos protestos de 15 de março subiu à cabeça de Rogério Chequer, do “Vem Pra Rua”. Para o dia 12, ele planeja ampliar as bandeiras, atacando, por exemplo, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Dilma e o PT vão adorar a manobra diversionista.

 

 

Crucificado

Na discussão sobre a redução da maioridade penal, Orlando Silva (PCdoB-SP) lembrou que a maioria mandou crucificar Jesus Cristo. O deputado é aquele que pagou uma tapioca com cartão corporativo.

 

Mais uma crise

Azedou a relação entre a Juventude do PMDB e a Secretaria Nacional da Juventude, do governo Dilma. O rompimento foi atribuído à ingerência do secretário de Juventude Gabriel Medina.

 

Na China é mais seguro

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-R), aceitou convite para uma visita oficial à China. Lá, ele não será vaiado.

PODER SEM PUDOR

Longe é melhor

Jânio Quadros só perdeu no Maranhão, na disputa presidencial de 1960 com Henrique Teixeira Lott, graças ao apoio que o pesadíssimo marechal recebeu do cacique Vitorino Freire. Um pouco antes da eleição, um repórter perguntou a Vitorino:

- Há perigo de o Jânio ganhar no Maranhão?

Ele não precisou pensar muito para responder, convicto:

- Perigo existe. Basta que o Lott volte duas vezes ao Maranhão.

Não voltou e venceu.