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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 01/04/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Ela [Odebrecht] me entregava em dinheiro vivo”

Alberto Youssef, doleiro, sobre propinas que recebia da empreiteira em seu escritório

 

Denúncia de Demóstenes emperra fusão DEM-PTB

O chumbo grosso trocado entre o ex-senador Demóstenes Torres e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) empacou as negociações de fusão do DEM com o PTB. Demóstenes – que acusou o senador de receber dinheiro do bicheiro Carlos Cachoeira – mostrou ainda desfrutar de credibilidade no DEM: integrantes do seu antigo partido temem que as acusações inviabilizem o projeto presidencial de Caiado em 2018.

 

Vínculo ameaçado

As negociações da fusão PTB-DEM estão vinculadas à candidatura de Ronaldo Caiado à sucessão de Dilma.

 

Quem manda

A fusão DEM-PTB é estimulada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, e por Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson.

  

É o bicho!

Demóstenes também acusou Ronaldo Caiado de ter sido bancado pela OAS, empreiteira enrolada no Petrolão. O senador negou indignado.

 

Vídeo-selfie

Enquanto o pau come solto no plenário, vários deputados se dedicam agora à nova mania na Câmara: vídeo-selfie. Falta do que fazer.

 

Governo ‘esqueceu’ de investir bilhões do FGTS

O bilionário Fundo de Infraestrutura (FI) do FGTS, que acumula R$ 35 bilhões em caixa, passou meio ano sem se reunir nem avaliar projetos de investimento que poderiam ter gerado empregos e renda. Em quinze meses, apenas um projeto foi aprovado no fundo FI: da CCR Rodovias, controlada pelas notórias Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, no valor de R$ 600 milhões. Os recursos do FI são privados (das contas do FGTS dos trabalhadores), mas a gestão é pública, da Caixa.

 

Motivos da paralisia

Empresas interessadas no FI se enrolaram da Lava Jato. E outras, grandes, como JBS, desistiram dos projetos, inseguras com o governo

 

Mosca-morta

Dyogo Oliveira saiu sob críticas e ironias da presidência do fundo FI, segunda-feira (30), após inacreditáveis cinco meses (!) sem se reunir.

 

Quem manda?

Vice-ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira confessou a um vice-presidente da Caixa, certa vez, não saber “quem manda” no governo.

 

Na fila da Lava Jato

Impressiona que a cúpula da Odebrecht continue praticamente a salvo das operações da Lava Jato, apesar das inúmeras referências do seu envolvimento no escândalo de corrupção na Petrobras. Mas fontes ligadas à força-tarefa sugerem que a vez da empreiteira vai chegar.

 

Borocoxô

O abatimento de Dilma, realçada pela súbita perda de peso, chamou atenção na posse do ministro da secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva. E também o fato de o empossado não haver discursado.

 

Cabeça baixa

O ministro Joaquim Levy (Fazenda) saiu de cabeça baixa do Senado, onde defendeu o arrocho. Solidariedade só de um único integrante de sua claque: “Vai que é tua, Levy!”, bradava o crente solitário.

 

Medo das ruas

O PT reagiu à decisão de Antonio Imbassahy, vice-presidente da CPI, que agendou o depoimento de João Vaccari Neto para 9 de abril, dias antes da manifestação do dia 12 contra a corrupção no governo Dilma.

 

Samba da minha terra

Na reunião de líderes, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) usou uma música de Dorival Caymmi para ironizar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha: “Quem não gosta de samba, bom sujeito não é”.

 

Script mal ensaiado

A oposição viu sinais de combinação no depoimento de Glauco Legatti, ex-gerente da refinaria Abreu e Lima, à CPI da Petrobras. O relator, Luiz Sérgio (PT-RJ), parecia estar lendo as perguntas pela primeira vez, enquanto Legatti trazia as respostas na ponta da língua.

 

Terceiro mundo

Milhares de clientes da Embratel estão sem telefone e internet desde o dia 25, causando grandes prejuízos, inclusive com empresas impedidas de emitir boletos e notas fiscais. E sem previsão de voltar ao normal.

 

João sem-braço

O sindicato das empresas de turismo do DF (Sindetur) envia cobrança de “contribuição obrigatória” a empresas sem funcionários, mas é esperteza: estão isentas, por decisão do Tribunal Superior do Trabalho.

 

Fundo do poço

Mesmo atolada na lama moral e financeira, a Petrobras propôs 13% de aumento para seus diretores. Excesso de lucro na produção de óleo de peroba.

PODER SEM PUDOR

O pistolão certo

O talentoso jornalista Mauro Santayana acabara de ser nomeado adido cultural à embaixada do Brasil em Roma, nos anos 80. Um belo cargo no Palácio Doria Pamphilij, sede da nossa embaixada na Piazza Navona. Um amigo encontrou Santayana e foi logo gozando:

- Puxa, esse é o emprego que pedi a Deus!...

O jornalista respondeu na bucha:

- Acho que você pediu ao cara errado. Quem me nomeou foi o presidente José Sarney.