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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 05/04/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Quem dá ultimato aqui sou eu”

Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio, e a chantagem da empreiteira Queiroz Galvão

 

Brasil aplica ‘tombo’ de R$ 813,9 milhões na ONU

O governo Dilma consolida para o Brasil a reputação de mau pagador, após aplicar o “tombo” de US$ 259 milhões (equivalentes a R$ 813,2 milhões) na Organização das Nações Unidas. Só este ano, o Brasil já deveria ter pago US$ 79,6 milhões (ou R$ 249,9 milhões) à entidade. Todos os países-membros assumem o compromisso de manter, além da própria ONU, o tribunal internacional e também as missões de paz.

 

Honra zero

A ONU mantém uma “Lista de Honra” com os nomes dos países em dia com obrigações junto à entidade. Nessa lista, “Brazil” não aparece.

 

Pagando pelos outros

Países como Cuba, Bolívia, Equador e República Dominicana, destinos comuns de investimentos do BNDES, estão em dia junto à ONU.

 

Entre os top

O Brasil é figurinha carimbada na lista de maiores devedores e até já foi citado pelo porta-voz da ONU como “exemplo a não ser seguido”.

 

Chanceler de fato

O Brasil passa vergonha também como “anão diplomático”, com sua política externa subjugada ao aspone Marco Aurélio Top-Top Garcia.

 

Deputado não precisa explicar ‘gastos íntimos’

Decisão da mesa diretora da Câmara autoriza os deputados federais a omitirem comprovantes de despesas que revelam sua “intimidade”. Não está claro o que consideram despesas “íntimas”. Podem ser cirurgias plásticas, estoque de viagra, viagens particulares, compra de vinhos e cachaça, gastos com motel ou com empresa de segurança das quais o parlamentar é dono etc. Para todos esses casos há precedentes.

 

Precedente 1

O “cotão” mensal de R$ 37 mil dos deputados já pagou até contas de motel do deputado e ex-ministro do Turismo Pedro Novais (PMDB-MA).

 

Precedente 2

Francisco Tenório (PMN-AL) fez o contribuinte pagar 4 reais de uma dose de cachaça. O salário do deputado federal é de R$ 33.763,00.

 

Precedente 3

Edmar Moreira (ex-DEM-MG), o “deputado do castelo”, usou verba da Câmara para pagar R$ 15 mil às próprias empresas de segurança.

 

Gastando sem piedade

Em dois meses, a bancada do DEM na Câmara gastou R$ 528 mil com cota parlamentar, a “mesada” para custear a vida das excelências no mandato; combustível, telefonia e divulgação de atividade parlamentar.

 

País rico é isso aí

O recordista em gastos, na bancada do DEM, foi o deputado Marcelo Aguiar (SP): R$ 94 mil, bem mais que o segundo, Onyx Lorenzoni (RS), R$ 63 mil. O líder, Mendonça Filho, foi bem mais comedido: R$ 36 mil. 

 

Ficha por nossa conta

O ex-deputado Camilo Cola (PMDB-ES) chegou a pedir à Câmara o ressarcimento de 62 centavos gastos com telefonia. Certamente por isso é um dos homens mais ricos do Brasil, com fortuna de R$ 1 bilhão.

 

Garantia de qualidade

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) promoveu debate, na Comissão de Assuntos Econômicos, que foi uma delícia: estabelecer teor mínimo de 35% de cacau para que um produto seja considerado chocolate.

 

Falta ação de despejo

O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União, ainda ocupa apartamento do Senado, sem pagar aluguel, enquanto o suplente Raimundo Lira (PMDB-PB) recebe R$ 4,3 mil de auxílio-moradia.

 

Na nossa conta

Em fevereiro, o plenário do TCU aprovou auxílio-moradia de R$ 4,3 mil para ministros e procuradores que atuam no tribunal. Quando o auxílio para o Judiciário começar a valer, a conta será de R$ 1,5 bilhão/mês.

 

Sobrou para nós

Em janeiro, em campanha para a presidência da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) gastou R$ 10,3 mil só com telefonemas. Ele ganhou a eleição e o contribuinte a conta para pagá-los.

 

Trabalho em Minas

O PSDB de Minas marcou para 6 de junho a convenção estadual. Após perder para Dilma Rousseff no Estado, Aécio Neves quer intensificar presença nos 50 maiores municípios mineiros.

 

Pensando bem... 

...se continuar aparecendo um caso de corrupção por mês, Dilma terminará o mandato com número de escândalos maior do que o de ministros.

PODER SEM PUDOR

De cavalo e de sono

Mão Santa (PMDB-PI) fazia mais um longo discurso no Senado, durante uma sessão modorrenta. Até citou Calígula, que indicou o cavalo Incitatus para o antigo Senado romano. Como tinha mania de exclamar o nome dos colegas presentes, como se os chamasse à discussão, ele gritou para um senador meio sonolento. Ao perceber que o homem tomou um susto, Mãe Santa sentenciou:

- Acordou e concordou...