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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 11/04/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Igual ao nosso companheiro Tiririca: ‘pior do que está não fica’”

Eduardo Cunha, presidente da Câmara, sobre a necessidade da reforma política

 

André Vargas comandava propaganda da Caixa

O ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR) sempre se comportou como quem manda nos negócios de publicidade da Caixa Econômica Federal. Reunia-se com dirigentes de agências de propaganda até em seu gabinete, na Câmara, e negociava acordos que, segundo denúncia sob investigação, determinavam as quatro empresas que dividiriam a verba de publicidade da Caixa, superior a R$ 400 milhões anuais.

 

As agências

Dividem a milionária verba de propaganda da Caixa as agências Nova SB, Artplan, Borghi/Lowe, e a paranaense Heads.

 

Paranaenses

O mandachuva da área de Marketing da Caixa Econômica Federal, Clauir Santos, é paranaense como o ex-deputado André Vargas.

 

Mala preta

Ricardo Hoffmann, ex-vice-presidente da Borghi/Lowe, foi preso sob a suspeita de pagar propina a Vargas em troca do contrato na Caixa.

 

Batom na cueca

Foi fácil comprovar repasses a Vargas: ele emitia contra a Borhi/Lowe notas das empresas que tem com o irmão, Leon, também preso.

 

Stédile deixa ‘Exército do MST’ de prontidão

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) vem cumprindo à risca o pedido do ex-presidente Lula para colocar o “exército de (João Pedro) Stédile” na rua. Áreas nos arredores de Brasília, São Paulo e Belo Horizonte foram invadidas por centenas de sem-terra nos últimos dias. Eles aguardam desdobramentos dos protestos contra o governo Dilma, neste domingo. Se “necessário”, o MST está pronto para “agir”.

 

Invasões no DF

No Distrito Federal, os sem-terra já ocuparam áreas em Planaltina, Brazlândia e Luziânia. E também na região do Colorado.

 

Recrutamento

Grupo do MST se apropriou de áreas na periferia do DF, enquanto o líder sem-terra regional José Rainha viaja arregimentando milicianos.

 

Suspenda a festa

Ações da Petrobras que valiam R$ 28,05 no centésimo dia do primeiro governo Dilma, atualmente, no “Dilma 2”, chegam apenas a R$ 11,87.

 

Anões diplomáticos

O Ministério das Relações Exteriores escreveu uma das mais tristes páginas de sua história, punindo com suspensão o diplomata Eduardo Saboia, quando na verdade deveria ter a dignidade de condecorá-lo pela coragem de salvar a vida de asilado político sob tutela brasileira.

 

Término de um martírio

Eduardo Saboia salvou o senador Roger Pinto Molina, ajudando-o a fugir para o Brasil. Perseguido covardemente pelo cocaleiro Evo Morales, ele estava asilado na embaixada em La Paz havia 455 dias.

 

Cem dias de inferno

Ao final dos cem primeiros dias do seu segundo governo, Dilma vê o derretimento da popularidade, hoje reduzida a 12%, bem longe dos 56% que acumulava aos cem dias do primeiro governo.

 

A crise viajou

A presença de Dilma para a Cúpula das Américas, no Panamá, fez lembrar a grave crise no governo de José Sarney. Quando certa vez ele foi ao exterior, o então senador FHC foi cruel: “A crise viajou...”.

 

Tribunal político

Dilma definirá o novo desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª região a partir de uma lista tríplice na qual dois candidatos têm ligações políticas. Hércules Fajoses (DF) foi assessor jurídico do PMDB e Gerson Ney (AC) é apadrinhado do governador Jorge Viana.

 

Bilhetinho

A ida de Michel Temer para a articulação política surpreendeu. Reunidos, Leonardo Picciani (RJ) passou um bilhete para Eunício Oliveira (CE) questionando se ele sabia. O cearense foi seco: “Não”. 

 

Vai que cola

Em reunião do PMDB, deputado Osmar Terra (PMDB-RS) sugeriu que Michel Temer proponha a Dilma um amplo acordo, em que todos os partidos, inclusive da oposição, fariam parte do governo. Todos riram.

 

Bem na foto

Durante votação na Câmara, o deputado Tiririca (PR-SP) pediu para um assessor ajustar sua gravata, que tirou em seguida uma foto para postar nas redes sociais. É muita falta de serviço.

 

Conveniência

Deputados brincam chamando o vice Michel Temer de “posto Ipiranga”: “Se quer saber onde tem cargo disponível, pergunte ao Temer”.

 

PODER SEM PUDOR

Não tem perigo

Homem recatado, Djalma Marinho sempre foi respeitado como um político sábio, no Rio Grande do Norte ou em Brasília. Não era para menos. Certa vez, em campanha no interior, o veterano político acabou atraído para dançar com uma eleitora, numa festa. Um amigo resolveu brincar com a situação, mesmo sabendo do comportamento reto de Marinho:

- Dr. Djalma, e se a sua esposa ficar sabendo disso?

- Minha mulher não acredita em ressurreição, meu caro – respondeu.