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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 14/04/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“É muita gente que está na rua, insatisfeita”

Moreira Franco, ex-ministro, para quem Dilma não deve usar aritmética para avaliar protestos

 

PP apoiará Dilma contra redução de ministérios

O Partido Progressista (PP), presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI), um dos políticos acusados na Operação Lava Jato, deve ficar ao lado do Palácio do Planalto e votar contra a proposta que limita em vinte o número de ministérios do Executivo. A proposta é considerada uma das mais populares, mas a cúpula do PP avalia que o PMDB “joga para a torcida” e que o Legislativo não deve se meter nesse assunto.

 

Quem é o pai

A PEC 299/13, que limita o número de ministérios, é de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

 

Ajuda aí

Com grande parte da executiva nacional enrolada no Petrolão, o PP acha que não é uma boa hora para divergir com o Planalto.

 

Blindagem

Ciro Nogueira será reconduzido à presidência do PP, como forma de deixá-lo mais “blindado” da Lava Jato, como antecipou esta coluna.

 

Surpresa

O PMDB surpreendeu ao propor redução de ministérios, contrariando o conceito de partido “fisiológico” que briga por cargos no governo.

 

Cartões corporativos: R$ 9 milhões em 3 meses

Apenas nos três primeiros meses do ano, o governo Dilma conseguiu gastar R$ 9,12 milhões com os cartões de pagamento federais, os “cartões corporativos”. Como sempre, a conta é nossa. A Presidência da República é quem mais gasta com cartões: R$ 2,8 milhões, dos quais 90% são sigilosos, sob a desculpa de “garantia da segurança da sociedade e do Estado”. A Abin gastou R$ 1,14 milhão em segredo.

 

Cartões à mão

Os ministérios da Justiça (com a Polícia Federal) e do Planejamento (com o IBGE) gastaram R$ 1,9 milhão e 1,3 milhão respectivamente.

 

Gastos modestos

O gabinete do articulador-geral do governo, Michel Temer, gastou modestamente, para os padrões Dilma: R$ 130 mil de janeiro a março.

 

A conta vai crescer

Os mais de R$ 9 milhões gastos pelo governo em 2015 representam despesas de apenas 24 dos 39 ministérios do governo Dilma.

 

TCU empaca pedaladas

O Tribunal de Contas da União abusa das desculpas para não julgar o processo sobre as “pedaladas fiscais” do governo Dilma. O procurador Júlio Marcelo de Oliveira considera crime a manobra com bancos públicos federais, atrasando benefícios para fingir superávit.

 

Enganação

Repórteres flagraram ontem manifestantes de aluguel de uma “Frente Nacional de Lutas”, de inspiração petista. Pobres diabos laçados na periferia de Brasília receberam um trocado, camiseta ou colete e boné.

 

Espelho meu

As relações entre o ex-deputado André Vargas e o publicitário Ricardo Hoffman, da agência Borghi/Lowe, que levaram ambos à prisão, foram reveladas nesta coluna, em primeira mão, no dia 6 de abril de 2014.

 

De Estado, não

Obama se dispôs a receber Dilma em visita de Estado, com pompa e circunstância, mas em 2016. É que os EUA só recebem duas visitas do gênero por ano, e as de 2015 estão reservadas para Japão e China.

 

Fora do rumo

Dilma atrapalha a articulação política de Michel Temer, que tem evitado temas polêmicos, ao criticar a redução da maioridade penal só para dar uma bajulada nos petistas. Ela deveria consultar as pesquisas, antes.

 

Saboia supera o PT

O Itamaraty diminuiu a lambança da punição ao diplomata Eduardo Saboia, acusado de fazer o que tinha de fazer mesmo, salvando um senador boliviano asilado há 455 dias na embaixada do Brasil em La Paz. Vai assessorar a Comissão de Relações Exteriores ao Senado.

 

O caneco é nosso

A campanha “A pegada do carnaval é usar camisinha”, de combate à Aids, que a agência Feeling fez para a secretaria de Saúde de Minas, foi considerada uma das melhores do mundo pela revista Archive.

 

Coxinhas

Pegou mal a aparição do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na sacada de um prédio enquanto a população queimava sob o sol dos protestos. Até parece que o tucano teme o corpo a corpo com o eleitorado.

 

Dilma no Guiness

Em menos de um mês, Dilma foi alvo de uma coisa rara no mundo: duas manifestações com um total de 3,5 milhões de pessoas pedindo sua saída e chamando seu governo de corrupto. Um recorde.

PODER SEMPUDOR

Sem contestações

Filiado à Arena, Horário Vargas quase se deu mal ao apoiar o candidato do MDB à prefeitura de Ponta Grossa (PR), em 1976. O partido se reuniu para expulsá-lo, mas na hora agá ele nem sequer foi admoestado.

- Você tinha muito apoio? – quis saber um repórter, intrigado.

- 38 – respondeu o político, secamente.

- Votos?

- Cano longo, carga dupla...