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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 16/04/2015
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“A prisão de Vaccari é a prisão preventiva do PT”

Senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, sobre a prisão do tesoureiro do PT

 

Com PT catatônico, Lula manda afastar Vaccari

O ex-presidente Lula foi quem decidiu afastar “temporariamente” João Vaccari Neto do cargo de tesoureiro do PT. A prisão deixou o partido paralisado, em estado catatônico: ninguém ousava decidir porque Vaccari é amigo pessoal e homem de confiança de Lula. Além disso, afastá-lo atenderia a insistente pedido da facção “Mensagem”, que faz oposição interna no PT à facção lulista “Construindo um Novo Brasil”. Lula então decidiu recusar o “abraço de afogado” com o amigo Vaccari.

 

Arquivo vivo

Réu em ação penal por corrupção, lavagem e formação de quadrilha, Vaccari era protegido por Lula em razão do poder destruidor da língua.

 

Recordar é viver

Para definir o afastamento do amigo Vaccari, Lula lembrou a penosa saída do ex-tesoureiro do mensalão Delúbio Soares.

  

Saíram comigo

A Executiva do PT havia agendado reunião nesta quinta para reafirmar apoio ao tesoureiro, e respeitar sua eventual “saída espontânea”.

 

Em campanha

Durante a discussão da terceirização, ontem, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, percorreu a Câmara pedindo apoio ao projeto de lei.

 

Caixa e BB perderam meio bilhão com fraudes

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil perderam R$ 478,8 milhões com saques fraudulentos, falhas de segurança e outras ilegalidades, só em 2014. De acordo com os relatórios contábeis, a Caixa teve R$ 249,8 milhões de prejuízo apenas com saques ilegais, mas ainda há outros R$ 78,6 milhões perdidos com cartões de crédito. No BB, foram R$ 228,9 milhões em perdas, incluindo cartões clonados.

 

Desleixo total

A área de segurança da Caixa não está fazendo o trabalho direito e os saques fraudulentos aumentaram mais de 83%, em relação a 2013.

 

Prejuízo milionário

As perdas com fraudes é de R$ 1,5 milhão/dia e quem paga é o cliente, vítima de juros e tarifas consideradas indecentes em outros países.

 

Assim é fácil

Sem tantas perdas, Caixa e BB poderiam ter lucrado bem mais que os R$ 4,6 bilhões do ano passado, só com pacotes de serviço.

 

Já chega

O secretário-executivo Márcio Zimmermann (Minas e Energia) tem dito aos mais próximos que vai entregar o cargo. Não aguenta mais o ministro Eduardo Braga, que tem reputação de temperamental.

 

Premonição

A prisão João Vaccari mostrou que eram premonitórias as palavras do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) durante seu depoimento na CPI da Petrobras: “O sr. tem tudo para ser preso e o PT para ser extinto”.

 

Escolha certa

Se Luiz Fachin no Supremo Tribunal Federal provocou polêmica, por suas ligações ao PT, a recondução do ministro Henrique Neves para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu aprovação unânime.

 

Tanto para nada

Durou três anos o processo na CGU que resultou na demissão do ex-diretor do DNIT Hideraldo Luiz Caron, mas nem o impediu de arrumar outro cargo público na Câmara dos Deputados, R$ 16 mil por mês.

 

Ciúmes de você

O governista João Capiberibe (PSB-AP) ironizou o correligionário Beto Albuquerque com Aécio Neves (PSDB-MG) no movimento Vem pra Rua: “Está perto da hora de Aécio abonar a ficha do Beto no PSDB...”

 

Mola do mundo

A fusão PTB-DEM provoca problemas insuperáveis em Estados onde líderes de ambos os partidos são inimigos inconciliáveis. Mas a direção do PTB só pensa naquilo: os milhões do DEM no fundo partidário.

 

Gepeto

Criticado por seu conservadorismo, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) tem seus momentos de glória. Na tribuna da Câmara, disse que se Deus é brasileiro e o Papa carioca, Pinóquio é petista. Foi ovacionado.

 

Reforma tucana

A proposta de reforma do PSDB, já nos finalmentes, inclui voto distrital misto, fim da reeleição, mandato de 5 anos, financiamento eleitoral como está e prevê tempo de TV só para partidos da chapa majoritária.

 

Pensando bem...

...já que discute a redução da maioridade penal, o Congresso poderia aproveitar o embalo e reduzir o número de deputados e senadores.

PODER SEM PUDOR

Rigor conventual

Era um almoço oferecido a empresários de outros Estados, no Palácio das Princesas, pelo então governador Roberto Magalhães. Durante a sobremesa, um dos convidados elogiou a fruta servida.

- É um fruto divino! – brincou Sileno Ribeiro, poderoso secretário do Gabinete Civil de Magalhães.

Brincou com fogo.

D. Jane, a influente primeira-dama, católica fervorosa, achou que o secretário cometera uma blasfêmia. E exigiu sua demissão. Foi atendida.