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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 19/04/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“O PT é mais forte do que alguns palhaços”

Ex-secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, sobre a cassação do registro do PT

 

Quarenta funcionários da Petrobras sob suspeita

Aos menos quarenta funcionários da Petrobras podem ter participado do esquema de corrupção desmantelado pela Operação Lava Jato, segundo fontes policiais. Experientes investigadores acreditam que os ex-diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento), corrupto confesso, e Renato Duque (Serviços), presos pela Justiça, não comandariam o fabuloso esquema de corrupção sem o auxílio de um “staff” corrupto.

 

Staff da corrupção

O “staff” dos ex-diretores teria atuado não apenas na própria sede da Petrobras como também em obras como a refinaria de Abreu e Lima.

 

A hora vai chegar

Nesta fase, a Operação Lava Jato se empenha em definir o papel dos líderes do esquema, para depois identificar seus cúmplices.

 

Muito trabalho

As diretorias de Abastecimento e de Serviço da Petrobras coordenam outras dez subdiretorias. A Polícia Federal investiga todas.

 

PEC da Maioridade

Rubens Júnior (PCdoB-MA) protocolou no STF mandado de segurança para barrar o andamento da PEC 171, que reduz a maioridade penal. 

 

Cunha exige que PT controle CUT e ONGs gay

A nomeação de Henrique Alves no Ministério do Turismo foi quase um gesto de rendição de Dilma, mas o deputado Eduardo Cunha continua insatisfeito. Ele exige, por exemplo, que o PT e o governo controlem a CUT e entidades sob sua influência, como ONGs gay, que o hostilizam por onde ele passa, Brasil afora. A irritação do presidente da Câmara pode dificultar a aprovação das medidas de ajuste fiscal do governo.

 

‘No pau’, não

Eduardo Cunha também põe na conta do Planalto o fato de a militância da CUT constranger deputados favoráveis ao projeto da terceirização.

 

Ameaças

Fiador do projeto de lei da terceirização, Eduardo Cunha está disposto  a ir à forra, caso a proposta não avance.

 

O PT irrita

Cerebral, de inteligência privilegiada para o bem e para o mal, Eduardo Cunha tem um ponto fraco: o PT costuma mexer nos seus nervos.

 

Boca livre na Casa Branca

Dilma fará apenas uma visita de trabalho a Washington, em junho, mas  vai ficar hospedada na Blair House, honraria reservada a poucos, e ainda terá direito a jantarzinho na Casa Branca. Mas se fosse aquela visita de Estado cancelada, seria jantarzão, no mínimo 600 convidados.

 

Caiu o ritmo

Pode não parecer, mas o ritmo de prisões pela Polícia Federal em 2015 é menor que em 2014. No ano passado foram 2.441 prisões, no total. Desde o início do ano, operações da PF já prenderam 16 servidores.

 

Só falta apoio

Em tempo de redução de gastos, o senador Alvaro Dias é autor de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o número de senadores de 3 para 2, por estado, e de deputados federais em 20%.

 

Bolsa bilionária

O governo Dilma já destinou R$ 4,7 bilhões ao programa Bolsa Família em 2015: a Bahia é o que mais recebe (R$ 610 milhões), seguida por São Paulo (R$ 404 milhões) e Maranhão (R$ 380 milhões).

 

Importante é a pose

Henrique Alves rastejou em Brasília para ser ministro só para dizer em seu Estado que desfruta de “prestígio”, apesar de Lula e Dilma lhe terem negado apoio em sua derrotada campanha ao governo potiguar.

 

Não passa

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) não acredita que o ajuste fiscal de Dilma passe no Congresso, sem alterações. Diz que o governo quer que o trabalhador pague o fruto da irresponsabilidade da presidente.

 

Ahn?

Luciano Coutinho deixou os oposicionistas de orelha em pé em audiência, na CPI da Câmara. Havia suspeita de que o presidente do BNDES estava usando ponto eletrônico, mas era um aparelho auditivo.

 

Pelo impeachment

A oposição aguarda o Dia do Trabalho (1º de maio) para realizar manifestação pelo impeachment de Dilma. Paulinho da Força (SD) afirma que a ideia é “deixar o governo sangrando no feriado”.

 

Pior fica
O deputado Tiririca (PR-SP) tem sério concorrente na Câmara: o líder do PT, Sibá Machado (AC), depois da atabalhoada defesa de Vaccari.

PODER SEM PUDOR

Sentença de morte

Papel em branco aceita tudo. Em Vajota (CE), o candidato a prefeito Gentil Pires (PSB) convenceu um adversário a ser seu vice prometendo renunciar em dois anos. E entregou a ele um papel em branco com sua assinatura. Eleito, Gentil não cumpriu o trato. E a vingança foi cruel: a Câmara Municipal recebeu uma carta-renúncia, onde ele confessava bater na mulher, beber muito e não se sentir “em condições morais” para o cargo. Destituído, ele reconheceu a sua assinatura, mas não a carta.

Moral da história: assinar em branco é a sentença de morte amanhã.