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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 26/04/2015
Claúdio Humberto
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“Não vou polemizar com o Presidente da Câmara”

Renan Calheiros, presidente do Senado, recuando do embate com Eduardo Cunha

 

Chega de mico: PT quer Sibá fora da liderança

Correntes internas do PT, ainda minoritárias, se uniram para articular a queda de Sibá Machado (AC) da liderança petista na Câmara. É considerado primário, ingênuo, desinformado, de inteligência limitada e sem a dimensão do cargo que ocupa. Além disso, o deputado tem feito declarações que envergonham os liderados, e não conseguiu se articular para evitar as várias derrotas do governo Dilma na Câmara.

 

Não tem nível

A queixa é que Sibá, como o líder do PT, não tem envergadura nem inteligência política para ajudar o PT a sair do impasse institucional.

 

Exagerou

A defesa que Sibá fez do ex-tesoureiro João Vaccari, após sua prisão, contribuiu para aumentar o desgaste do PT, segundo seus colegas.

 

Sem margem de erro

As facções Democracia Socialista e Movimento PT querem outro líder, assim como antes da prisão defendiam Vaccari fora da tesouraria.

 

Folha corrida

Sibá Machado pertence à facção petista “Construindo um Novo Brasil”, liderada por Lula, que é seu fiador, assim como protege João Vaccari.

 

Por bandeira branca, Renan pode levar Anvisa

O vice Michel Temer foi escalado por Dilma para “acalmar” o senador Renan Calheiros, humilhado com sua decisão de tirar dele o Ministério do Turismo para entregar a Eduardo Cunha. Após recusar a Conab (companhia de abastecimento do Ministério da Agricultura), Renan recebeu a oferta de cargos de menor expressão, de segundo escalão. Não ficou claro se ele reagiu positivamente ou se mostrou ofendido.

 

Anvisa na mesa

Um dos cargos ofertados a Renan foi a direção da Anvisa, a agência de vigilância sanitária, um dos cargos mais ambicionados pelos políticos.

 

O medo de Dilma

Dilma não conhece Renan: já confidenciou o medo de que ele dificulte a sabatina de Luiz Fachin, que ela indicou para o STF. Burro, ele não é.

 

Esnobou

Dilma ofereceu cargos de segundo escalão para o ex-ministro do Turismo Vinicius Lages, mas Renan preferiu nomeá-lo no Senado.

 

Vitória brasileira

A paranaense Renata Bueno, que é deputada no parlamento italiano, comemorou a extradição do mensaleiro Pizzolato, pela qual trabalhou muito. Ela é filha de Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Câmara.

 

Fechado com Dilma

O PCdoB, assim como o PP, prometeu fidelidade ao Planalto para tentar barrar no plenário o projeto do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que limita em vinte o número de ministérios do Executivo.

 

Treinando com Lula

Lula fez pose trotando em uma esteira só para mostrar que está bem disposto. Aparece cercado por quatro personal trainers. O recado não poderia ser mais claro: quer demonstrar que está pronto para 2018.

 

Oposição cautelosa

Apesar da posição firme dos deputados federais tucanos, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), prega “cautela” no pedido de impeachment de Dilma – posição compartilhada por Aécio Neves.

 

Avanço na ignorância

Chama atenção, entre muitos jovens convertidos ao islamismo, o que chega a ser assustador, é que em geral parecem saídos da definição que fez Bertolt Brecht do “analfabeto político”.

 

Para enganar otário

Não durou muito a ideia de trabalho às quintas-feiras na Câmara. Suas excelências aprovaram resolução transferindo as sessões plenárias desse dia para o período da manhã, o que já esvaziou os trabalhos.

 

Espertalhões

Após propor e aprovar o valor triplicado do fundo partidário, provocando indignação em todo o País, o PMDB anunciou que não usará 25%. Ou seja, apenas vai dobrar sua parte nesse afano colossal ao cidadão.

 

Sentiu o golpe

Aliados acham Dilma “muito cabisbaixa” com a prisão de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Ela tem dito que não imaginava a prisão de um dos seus principais arrecadadores de campanha, em 2014.

 

Pergunta na esquina

Dilma demorou uma semana para visitar ao Xanxerê (SC), devastada por um tornado, com medo do ruído surdo das panelas vazias?

PODER SEM PUDOR

Rapadura salgada

Manoel Gomes da Silva, o Gominho, trocou o MDB pela Arena na eleição municipal de 1976, em Princesa Isabel (cidade histórica da Paraíba), e foi candidato a vice na chapa de Sebastião Feliciano dos Santos, o Batinho, mediante a promessa de assumir no meio do mandato. Passaram-se quatro anos e o compromisso não foi cumprido. Na eleição seguinte, já rompido com a Arena e de volta ao MDB, Gominho se queixava no palanque:

- Meus amigos, mais vale uma rapadura salgada do que uma promessa doce!