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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 29/04/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
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“O PT acabou (…) se contaminando com o poder”

Senadora Marta Suplicy (SP), abandonando o partido que ajudou a fundar e a crescer

 

Lula ainda atribui a Mercadante erros do governo

Conversa vai, conversa vem, e Lula continua atribuindo ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) as trapalhadas do governo Dilma. Em conversa com líderes aliados, há dias, ele reafirmou a crítica. Disse – referindo-se a Mercadante – que Dilma é cercada de “gente desastrada para quem não dei a menor bola em oito anos como presidente”. Lula acha que os erros de Dilma decorrem de “conselhos” do ministro.

 

O maior erro

Trombar com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha foi, para Lula, o maior erro político de Dilma, por influência do chefe da Casa Civil.

 

Grosserias inúteis

Lula acha que Dilma errou ao hostilizar Barack Obama, no caso da espionagem, e a Indonésia, pela execução do traficante Marco Archer.

 

Respeito é bom

Segundo Lula, Dilma deveria ter feito a visita de Estado a Washington, que ela cancelou, e respeitado as leis internas da Indonésia.

 

Sem ‘mea culpa’

Ao criticar Dilma, Lula esquece um detalhe: a culpe é dele, por dar cartaz ao aspone Marco Aurélio Top-Top, que define a política externa.

 

Cunha sinaliza aceitar pedido de impeachment

O Planalto acendeu a luz amarela após reunião de última hora entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e líderes aliados, na noite desta segunda. Deputados saíram com a certeza que o impeachment de Dilma não está sepultado, como Cunha tem dito à imprensa. Nenhuma decisão sobre o assunto deve ser tomada antes de 27 de maio, quando é esperada marcha contra Dilma em Brasília.

 

Muy amigos

Depois de Eduardo Cunha, os “aliados” se reuniram com a oposição. E Carlos Sampaio (PSDB-SP) deve aumentar a pressão sobre Cunha.

 

Começo modesto

A oposição já chama de “Marcha dos 100 mil” a caminhada entre São Paulo e Brasília de defensores do impeachment.

 

De onde vem

A marcha é liderada pelo Movimento Brasil Livre, que também tem organizado protestos contra Dilma, e inspirada em Luiz Carlos Prestes.

 

Ganhando tempo

O dono do PDT, ex-ministro Carlos Lupi, prometeu a senadores indóceis que em junho o partido sai da base de apoio ao governo. Os senadores fingiram acreditar. Sabem que ele tenta ganhar tempo.

 

Renan encolheu

O presidente do Senado, Renan Calheiros, anda amuado com o poder de Eduardo Cunha. Ele se irritou ao ser questionado sobre o tema: “Eu não vou rebaixar a discussão”. Mas sabe que foi rebaixado de patamar.

 

Boquinha amiga

O PP se reuniu com Michel Temer para definir cargos no segundo escalão. Mais da metade dos parlamentares do PP está atolada no assalto à Petrobras, mas nenhum deles abre mão das boquinhas.

 

Calma lá

A filiação da senadora Marta Suplicy (SP) será definida nesta quarta no PSB, em Brasília, partido pelo qual ela pretende disputar a prefeitura paulistana. Mas PV, PPS, PDT e SD também querem o passe dela.

                            

Saboia no Senado

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), assinou finalmente a nomeação do diplomata Eduardo Saboia, punido por Dilma após salvar a vida do ex-senador Roger Pinto Molina, perseguido pelo cocaleiro boliviano Evo Morales.

 

De olho em 2022

Após o alvoroço com Aécio Neves (PSDB-MG), há dias, ontem Jair Bolsonaro (PTB-RJ) também foi cercado por crianças, na Câmara. Ele caprichou na simpatia com os eleitores do futuro.

 

Só podia dar nisso

A prefeita de Baltimore, uma banana, parece tão brasileira quanto sua cidade rebelada: jovens sem oportunidades, educação que não educa e políticos conhecidos pelas promessas não cumpridas. Só em 2014 a violência da polícia resultou em indenizações de US$ 7 milhões.

 

77 anos

Comemora-se nesta quarta o 77º aniversário do Conselho Nacional do Petróleo, de onde saíram os brasileiros que transformaram a Petrobras numa grande empresa... até ser assaltada pela “cumpanherada”.

 

Cadê o governo?

Senadores fazem graça com a vacância, por cem dias, do cargo de Líder do Governo no Congresso. Se não há governo, líder para quê?

PODER SEM PUDOR

Raposas mineiras

Uma roda especulava sobre a iminente escolha do interventor de Minas Gerais, em 1934, quando Benedito Valadares mencionou a possibilidade de José Maria Alkmin vir a ser o escolhido. Ele fingiu estupefação:

- Você está ficando louco, Benedito?!...

Poucos dias depois, Getúlio Vargas anunciaria a escolha de Valadares, que logo receberia um primeiro telegrama de cumprimentos:

- Parabéns pela nomeação. Retiro a expressão. Ass., Zé Maria.

José Maria Alkmin ganharia o cargo de secretário do Interior.