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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 03/05/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Não usarei o cargo para agredir autoridades de outros Poderes”

Vice Michel Temer, evitando responder a crítica que recebeu de Renan Calheiros

 

Itamaraty fatura alto com visto para americano

O Itamaraty não tem interesse real em fechar a acordo com os Estados Unidos para isenção de vistos de turismo. Alega inúmeras razões para dificultar essa facilitação aos viajantes, mas a verdade é que, mergulhado na pindaíba há anos, o Ministério das Relações Exteriores conta com a receita mensal de quase R$ 40 milhões da cobrança de 100 dólares de cada visto, em consulados brasileiros nos EUA.

 

Dólares na veia

O Brasil expede por mês mais de 120 mil vistos para americanos, e isso rende doze milhões de dólares em território americano. Cash.

 

Aluguéis em dia

Até há poucos anos, a grana dos vistos subsidiava a moradia de chefes de representações diplomáticas. O Itamaraty jura que isso acabou.

 

Fazendo corpo mole

O Brasil faz corpo mole para fechar acordo para acabar a exigência de visto, deixando de atender a alguns cuidados solicitados pelos EUA.

 

Compartilhamento

Os EUA pediram ao Brasil a troca de informações sobre quem deseja viajar e a interação de ambos os sistemas de controle da imigração.

 

Plenário define admissibilidade do impeachment

Animado por pesquisas em que seu nome aparece – espontaneamente – com até 5% de intenções de voto para presidente, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afaga Dilma com uma mão e bate com a outra. Ele sugeriu a deputados da oposição que recorram ao plenário da Câmara em caso de arquivamento do impeachment. A oposição aposta no voto aberto do plenário para aprovar a admissibilidade.

 

Projeto 2018

Para aliados, o objetivo de Eduardo Cunha é a cadeira de Dilma, por isso a agrada em público e conspira contra ela nos bastidores.

 

Pressão popular

Com pesquisas de opinião mostrando que é cada vez maior o apoio ao impeachment, a oposição acha que ganhará votos da base aliada.

 

Batendo cabeça

A oposição encontra dificuldade para afinar o discurso do fato jurídico favorável ao impeachment. Aposta é o parecer de Miguel Reale Júnior.

 

Destruição suspeita

Vice-presidente da CPI da Petrobras, Antonio Imbassahy (PSDB-BA) vai pedir perícia nos equipamentos de gravação do Conselho de Administração da estatal, que convenientemente destruiu gravações de reuniões em que a conselheira Dilma discutiu a compra de Pasadena.

 

A Força de Paulinho

O deputado Paulinho da Força promete levar 30 mil filiados da Força Sindical para a marcha contra Dilma, em 27 de maio. Segundo ele, o evento contará com 100 manifestantes pró-impeachment.

 

Paciência curta – 4 linhas

Renan Calheiros recebeu uma ligação do Planalto perguntando o que achava da indicação de Delcídio do Amaral (PT-MS) para liderança do governo no Senado. Renan devolveu: “minha agência de classificação de risco está temporariamente paralisada”. E desligou o telefone.

 

Nem ar da Graça

Graça Foster sumiu do mapa, após ter sido demitida da Petrobras. Caiu em desgraça não pelo escândalo do petrolão, mas por afirmar que os prejuízos de R$ 88 bilhões na estatal que eram “um valor justo”.

 

Excesso de governismo

Em reunião da Comissão de Constituição e Justiça, o senador Aécio Neves sentou-se ao lado de Eunício Oliveira (PMDB). Antes de deixar o lugar, o mineiro ironizou: “Vou sair porque você está muito governista”.

 

Papo reto

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, se reúne com Henrique Eduardo Alves para definir as nomeações do Ministério do Turismo. Cunha anda aflito com os apadrinhados de Alves na Câmara.

 

Divisão de poder

Na ânsia por eleger-se presidente da Câmara, Eduardo Cunha saiu distribuindo cargos para outros partidos. Agora, não consegue nomear ninguém ligado a ele por causa dos aboletados de Henrique Alves.

 

Fantasma nuclear

Servidores acusam o chefe do escritório da Eletronuclear em Brasília, João Manuel Santos Souza, de não aparecer no serviço. Ele é pastor em São Luís (MA), e o ponto seria assinado por colegas e e-mails enviados do seu computador, para simular presença.

 

Pensando bem...

...Dilma anda dizendo que a Petrobras “virou a página” da Lava Jato, mas o problema é que o Livro da Corrupção é imenso.

PODER SEM PUDOR

Cultura política

A ditadura temia o desempenho das oposições nas urnas, nas capitais, por isso só permitiu eleição para prefeito no interior. O deputado Lino Zardo (MDB-RS) fez um discurso virulento, protestando contra a medida:

- Eles têm medo porque nas capitais o eleitorado é politizado. O governo deixa que se vote no interior porque falta cultura aos colonos.

O deputado Ariosto Jarger (Arena-RS) pediu um aparte imediatamente:

- Qual a sua região eleitoral, nobre deputado?

- O interior – esclareceu Zardo, constrangido.

- Vossa Excelência tem toda razão: falta cultura política aos colonos.