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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 16/05/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Corrupção não é só questão de caráter, é também de oportunidade”

Valdir Simão, ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU)

 

Crítico de Dilma, Tarso Genro pode deixar o PT

Petistas dão como certa a saída do ex-governador gaúcho Tarso Genro do PT. Reservadamente, Genro acusa o governo Dilma de trair bandeiras históricas da sigla e cita o pacotão de maldades fiscais como exemplo. O PSOL, partido da filha Luciana Genro, pode ser o paradeiro do ex-ministro de Lula. A lista dos insatisfeitos tem ainda o deputado Paulo Teixeira (SP) e o prefeito Fernando Haddad (SP), poste de Lula.

 

Não é o mesmo

Tarso Genro avalia que o PT “abandonou a política de esquerda”. A rendição de Dilma ao PMDB também não é perdoada pelo ex-ministro.

 

O problema

Dilma é alvo constante de Tarso. Publicamente, diz que o ajuste fiscal é “constrangedor”. Em particular, ele chama o ajuste de “traição”.

 

Troca

Petistas ironizam a saída de Tarso propondo troca por Luciana Genro, filha do ex-governador. Alegam que ela tem mais votos que o pai.

 

Salve-se quem puder

A senadora Marta Suplicy (SP) abriu a porta do desembarque. Andam insatisfeitos: os senadores Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA).

 

Desembargadores estão fora da PEC da bengala

É bom ficar claro: os desembargadores dos 27 Tribunais de Justiça não foram beneficiados com a “PEC da Bengala”, que amplia para 75 anos a aposentadoria compulsória na magistratura. Ainda. Por enquanto, os beneficiados são os ministros do Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas da União, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal Militar e Tribunal Superior Eleitoral.

 

Inevitável

Esperam-se medidas como mandados de injunção e de segurança para estender a PEC da Bengala às demais carreiras de Estado.

 

Efeito cascata

Ministérios como das Relações Exteriores já realizam estudos sobre o impacto da PEC da Bengala, inevitável na carreira diplomática.

 

Represamento

A PEC da Bengala, que adia a aposentadoria de 70 para 75 anos, deve “represar” carreiras, na Justiça e no Executivo, congelando promoções.

 

Fator Cunha

O vice Michel Temer pediu a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para não pôr em pauta a mudança no fator previdenciário, em medida provisória sobre o pacote fiscal do governo. Cunha se negou a atendê-lo.

 

Bedelho no Senado

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, está se achando. Resolveu agora interferir na sucessão da presidência do Senado. Diz não aceitar ninguém ligado a Renan Calheiros, como Romero Jucá (RR), ou ao vice Michel Temer. Cunha aposta em Valdir Raupp (PMDB-RO).

 

Mr. Simpatia

Em reunião com líderes partidários, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) tentou ser simpático, mas foi ameaçador até ao brincar com o ministro Carlos Gabas (Previdência): “Teu futuro está em jogo...”

 

Personagem

O deputado Tiririca (PR-SP) adora misturar o mandato com a profissão de palhaço. Esta semana, ele contava piadas no plenário e posava para fotos, afinal publicadas nas redes sociais. Trabalho, que é bom...

 

Papel demais

Uma das primeiras licitações do ano, no Planalto, em meio ao escândalo da Lava Jato, foi para comprar fragmentadoras de papel, aquelas maquininhas que destroem documentos. E até provas.

 

Notívago

Enquanto desagrada Dilma com declarações sobre o modelo de partilha do pré-sal, o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) aprecia  o almoço no Piantella, em Brasília. O problema é acordar a tempo.

 

Dando exemplo

Suspeitando de uso do seu nome pelo PP, Jerônimo Goergen (PP-RS) questiona Aloizio Mercadante, via ofício, se existe nome de indicados dele nomeados no governo. Caso haja, pede a imediata exoneração.

 

Contradição 

Quando o PTB completa 70 anos de existência, o partido convive com a possibilidade de extinção: andam avançadas as negociações de fusão com o DEM. Ambas as siglas devem sumir.

 

Pensando bem...

...Dilma poderia aproveitar a reunião sobre corte nos gastos públicos e reduzir à metade ministérios e as boquinhas distribuídas aos aliados.

PODER SEM PUDOR

Querida Marinha

ACM era governador da Bahia e foi a uma cerimônia, em Salvador, com o comandante do 2º Distrito Naval. Ao final, convidou o almirante ao contato com o povo. Em meio ao corpo-a-corpo, ACM se vangloriou:

- O senhor viu isso, almirante?

O milico reagiu com naturalidade:

- Nunca pensei que a Marinha fosse tão querida por estas bandas!...

O comandante deixou de ser querido naquelas bandas.