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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 17/05/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

 

“Não há apelo político que resolva”

Carlos Zarattini (SP), ex-vice-líder do PT, sobre derrubada do veto ao fim do fator previdenciário

 

MPF pressiona por lei antiterrorismo no Brasil

Faltando apenas 446 dias para os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil ainda não tem uma lei que criminaliza o terrorismo e o financiamento de terroristas. Há anos países na vanguarda desses cuidados, como Estados Unidos, fazem gestões junto ao governo Dilma, sem êxito. Esta semana, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ofícios à Presidência da República e às presidências da Câmara e do Senado alertando para a necessidade da legislação antiterror.

 

Documento oficial

O Brasil aderiu há 14 anos à Convenção Internacional para Supressão do Financiamento do Terrorismo, mas jamais honrou o compromisso.

 

Para os EUA

Para os EUA, em documento vazado pelo WikiLeaks, o governo Dilma reluta porque teme que o MST seja enquadrado como grupo terrorista.

 

Dilma não quer

Em relatório a Washington, o ex-embaixador americano em Brasília Clifford Sobel diz que a então ministra Dilma sepultou o projeto.

 

Sanções

O órgão internacional Grupo de Ação Financeira, avisou: o Brasil está sujeito a sanções financeiras se não aprovar a lei antiterrorismo.

 

Futebol demite 20 mil por ano e o governo nada faz

Uma crise política sempre acontece quando montadoras de automóveis ameaçam demitir funcionários, mas o governo está pouco ligando para o drama dos mais de 20 mil demitidos anuais pelos clubes de futebol do Brasil, entre jogadores, técnicos, preparadores físicos, massagistas, etc. Levantamento de entidades de atletas mostra que, dos 684 clubes, apenas uma centena deles mantêm contratados durante o ano inteiro.

 

Só a 1ª parte

Manter o emprego não põe fim ao problema e o Ministério Público do Trabalho já registrou mil ações por falta de pagamento desde 2002.

 

Sempre pode piorar

Se o acesso ao seguro-desemprego já era difícil para jogadores, a MP 665 tornou impossível ao exigir um ano de contrato para ter o benefício.

 

Ignorados de fato

Não há uma só linha na MP do Futebol (nº 671) sobre demissões em massa, mas vários artigos sobre o parcelamento de dívidas dos clubes.

 

Empurrando com a barriga

Renan Calheiros empurra com a barriga o debate sobre terceirização, irritando Eduardo Cunha. Ele explicou a Lula que cinco comissões vão examinar o tema antes de chegar ao plenário. No segundo semestre.

 

Mensaleiro na ativa

Delúbio Soares continua se cacifando entre sindicalistas. Esta semana, foi palestrante em evento da Fetracom/DF. Para ele, a roubalheira do mensalão saiu barato e, como previu, virou piada de salão.

 

Oposição, só que não

Eles se colocam como “opositores”, mas ganharam cargos no governo Dilma: o deputado Paulo Foletto (PSB) mantém a mulher Rose Duarte na Cia Docas do Espírito Santo e o senador Magno Malta (PR), o irmão Maurício na Valec, a estatal de construção de ferrovias.

 

Fala, Bendine

A Câmara convocou audiência pública com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, dia 22, sobre o balanço da Petrobras. “É preciso discutir o desenvolvimento da empresa”, diz Laércio Oliveira (SD-SE).

 

Prioridade

O secretário-geral do Itamaraty, embaixador Sergio Danese, tem priorizado questões administrativas. Houve semana em que teve três reuniões no Ministério do Planejamento negociando o fim da pindaíba.

 

Muita calma

O deputado Paulinho da Força (SD-SP) avisou que segurará a emenda que impede a reeleição do procurador-geral da República. Paulinho acredita que a proposta já fez “o barulho necessário”.

 

Nomeações travadas

Os parlamentares governistas continuam assanhados com as nomeações para cargos de segundo e terceiro escalões, mas, até agora, nada. Michel Temer acerta, promete, mas Dilma não autoriza.

 

Matemática do governo

A Petrobras divulgou na última sexta balanço onde registra lucro de R$ 5,3 bilhões em 2015. Subtraídos os prejuízos oriundos da corrupção e do último balanço, faltam “apenas” R$ 16,3 bilhões para atingir o azul.

 

Pensando bem...

... a delação premiada de Ricardo Pessoa, o “chefe do cartel das empreiteiras” na Lava Jato, deixou insones até chefes de outros cartéis.

PODER SEM PUDOR

Doador solícito

Juarez Távora era candidato a presidente e foi a São Luís (MA) com o governador de São Paulo, Jânio Quadros, que o apoiava. Momentos antes, Adhemar de Barros, adversário de Jânio, deixava o mesmo hotel que receberia a dupla, quando o abordaram pedindo dinheiro para “entidades beneficentes”. Solícito, Adhemar prometeu uma doação generosa, mas o pedido deveria ser feito à “pessoa certa”, prestes a chegar: “É o dr. Jânio Quadros”. Os pedintes ficaram animados e Adhemar deu mais uma dica:

- Se ele não quiser dar, insistam. O homem é um tremendo pão-duro.