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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 20/05/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“O governo atual desmoralizou o ‘bilhão’”

Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), sobre o volume dos escândalos do governo Dilma

 

Caso BNDES tem cinco juízes federais atuando

O Ministério Público Federal (MPF) adotou uma estratégia diferente, nas investigações que realiza há meses nos negócios do BNDES. Em vez de concentrar todas as iniciativas em um único magistrado, como na Operação Lava Jato (coordenada pelo juiz Sérgio Moro, titular da Vara Federal de Curitiba), desta vez o MPF diluiu os seus mais de 60 pedidos de prisão, no caso do BNDES, entre cinco juízes federais.

 

Pente fino no BNDES

Os negócios do BNDES passaram por pente fino: o MPF examinou cada contrato, os detalhes e a procedência de dezenas de denúncias.

 

Escondendo o jogo

O Tribunal de Contas da União não consegue examinar os contratos do BNDES. Alegam “sigilo bancário” para mantê-los secretos.

 

Lula ainda não

Ainda não é investigada a denúncia de que Lula teria obtido obras para a Odebrecht no exterior oferecendo financiamento barato do BNDES.

 

Caixa preta

A oposição já tentou este ano abrir a “caixa preta” do BNDES propondo CPI no Senado, mas a maioria governista inviabilizou a investigação.

 

Reforma política tira nanicos do fundo partidário

O texto do relator da reforma política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), propõe impedir acesso de metade dos partidos aos R$ 868 milhões anuais do fundo partidário. Pela proposta, os partidos devem obter, no mínimo, 2% dos votos válidos do País, para deputado federal, e 1% em 9 dos 27 Estados. Se a proposta já estivesse em vigor, partidos como PCdoB, PSOL e PRTB não teriam acesso ao butim do fundo, este ano.

 

Nanicos e lisos

Seriam excluídos do fundo partidário, na reforma política, PHS, PTdoB, PSL, PTN, PRP, PEN, PSDC, PMN, PTC, PSTU, PPL, PCB e PCO.

 

Sem visibilidade

Além de ficar de fora da partilha do fundo, o texto prevê que os partidos com menos de 2% não têm direito à propaganda gratuita no rádio e TV.

 

Água no chope

A mudança acaba o lucrativo negócio de políticos como Gilberto Kassab (Cidades), que cresceu ao inventar o PSD e agora recria o PL.

 

Oito na fila

Após a Serpros, fundo de pensão do Serpro, na semana passada, oito fundos de pensão estão na fila de intervenções da Previc, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar.

 

Senado mandou bem

A rejeição do bolivariano Guilherme Patriota, ontem, no Senado, livrou o Brasil da presença de um adorador do aspone Marco Aurélio Top-Top Garcia na OEA, a Organização dos Estados Americanos. Xô.

 

República das montadoras

Provocou comoção no governo a demissão anunciada de 500 pessoas na Mercedes Benz. Em Brasília, com a economia paralisada, o setor de construção civil demitiu 5 mil, entre janeiro e abril, e ninguém protestou.

 

Vida difícil

Foi bem mais fácil para Joaquim Levy negociar com os invasores pela manhã, para conseguir entrar no prédio do Ministério da Fazenda, do que convencer parlamentares, à tarde, a apoiar seu ajuste fiscal.

 

Primeira derrota?

Deputados federais que têm medo do “distritão” se articulam para tentar impor ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sua primeira derrota, rejeitando essa proposta. E encalacrando a reforma política.

 

Estelionato e falsidade

Não passam de um punhado de sindicalistas e algumas dezenas de pobres diabos (que recebem uns trocados, camiseta e boné da CUT) para posar de “manifestante” os “agricultores familiares” que invadiram o Ministério da Fazenda e na véspera bloquearam rodovias em Brasília.

Viúva otária

Enquanto o governo se esquiva do dever de punir os vândalos que promoveram quebra-quebra no Ministério da Fazenda, caberá ao contribuinte otário pagar o prejuízo que eles deixaram, de R$ 15 mil.

 

Tudo dominado

O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), nomeou mais de vinte comissionados na Secretaria de Comunicação (Secom). Incluindo jornalistas da emissora afiliada da Globo e do seu portal de notícias.

 

Pergunta no Itamaraty

Com a rejeição do Senado ao seu protegido Guilherme Patriota, para ser embaixador na OEA, o aspone Marco Aurélio Garcia fez “top-top”?

PODER SEM PUDOR

O pulo do gato

Inimigos, Carlos Lacerda e Juscelino Kubitschek se encontram para articular a Frente Ampla, em oposição ao regime militar. Levaram horas conversando. A certa altura, Lacerda quis saber um velho segredo:

- Como o sr. lembra o nome de todo mundo? Já tentei vários sistemas e nenhum funcionou.

- Eu não lembro – revelou JK – Mas o sujeito não quer que você se lembre, quer pensar que você lembrou. Então, eu abraço a pessoa e pergunto baixinho: “Como é mesmo seu nome completo?” Aí, termino o abraço e digo bem alto: “Como vai, fulano?” E todos ficam satisfeitos.