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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/05/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

 

“Não vamos incluir nada novo”

Relator do projeto da desoneração da folha de pagamento, Leonardo Picciani (PMDB)

 

Governo retoma o controle dos bilhões da Vale

Sem alarde e utilizando de artifícios marotos, o governo retomou o controle da Cia Vale do Rio Doce, privatizada em 1997. Os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras), além do BNDESpar, controlados pelo Planalto, somam agora 52,5% da mineradora. Isso garante à “cumpanherada” proximidade dos negócios bilionários da Vale. Sem licitações, sem TCU e sem MPF por perto.

 

Empresa laranja

Para disfarçar os investimentos na Vale, os fundos criaram uma empresa, Litel, da qual a Previ tem 78,4% das ações.

 

Pés frios

Após retomada da empresa, uma das mais rentáveis do mundo, a Vale viu agravada a crise da desvalorização do minério de ferro.

 

Disfarça, disfarça

Para assumir o controle da Vale, os fundos investiram mais do que a lei autoriza, e agora tentam “desenquadramento” para fugir da ilegalidade.

 

Fechando os olhos

O ministro Carlos Gabas (Previdência) pressiona a Previc, que fiscaliza fundos de pensão, a “buscar uma solução” para não puni-los.

 

Reforma política libera troca-troca de partidos

Além de impedir que partidos nanicos tenham acesso aos R$ 868 milhões do fundo partidário, o projeto da reforma política libera políticos eleitos a mudar de partido sem risco de perder o mandato, mas só pelos dois meses após a promulgação da lei. Hoje e após a janela de sessenta dias, político que se desligar do partido pelo qual foi eleito perde o mandato, salvo em casos como a criação de nova legenda.

 

Corrida pela grana

A mudança na partilha do fundo partidário deve levar deputados de 16 pequenos partidos a usar a brecha para trocar de legenda.

 

Furada

Partidos em vias de criação como o Rede, de Marina Silva, e o PL de Gilberto Kassab (Cidades) vão nascer sem dinheiro e sem deputados.

 

Senado jovem

Ao contrário de senatus, que vem de “ancião” em latim, a idade mínima de nossos senadores será reduzida para 30 anos na reforma política. 

 

Contrabando questionado

O PPS entrou com mandado de segurança no Supremo contra o “contrabando” na MP 668 que libera construção do “Parlashopping” no novo anexo da Câmara. O “jabuti” foi aprovado na MP no último dia 20.

 

O que é pior

Com Delcídio Amaral (PT-MS) como líder do governo no Senado, Dilma não precisa de oposição. Ele agora diz que é preciso “diferenciar partido e governo”. Sem explicar o que é pior, na opinião dele.

 

Grande resistência

Deputados federais do PMDB-RJ cobram de Michel Temer a nomeação dos indicados na Cia. Docas. Para votar o ajuste fiscal, Temer prometeu nomeações, mas a resistência na Casa Civil é implacável.

 

Fusão fria

A fusão PTB-DEM passa por dificuldades. Reunidos ontem, dirigentes dos dois partidos se desentenderam sobre partilhas dos diretórios estaduais no novo partido e as conversas voltaram à estaca zero.

 

Desoneração da folha

A Receita Federal demorou duas semanas para encaminhar a tabela da análise de desoneração da folha de pagamento ao relator, Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Com relatório atrasado, votação só no dia 10/jun.

 

Reeleição na Câmara, não

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) criticou a intenção do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de aprovar PEC que permite a reeleição no atual cargo: “É um casuísmo grave que altera a Constituição para atender interesses circunstanciais”. Atualmente a reeleição é proibida.

 

Vergonha

O deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) aplaudiu a rejeição ao diplomata Guilherme Patriota para a OEA: “O Senado não é obrigado a referendar. E a OEA não é hoje um foro multilateral relevante".

 

Apertando o PT

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deseja pôr em votação a reforma política para desgastar o PT. O objetivo do presidente da Câmara é destacar as incoerências petistas, que pregam uma coisa e aprovam outra.

 

Pensando bem...

... “corte adequado”, como quer Dilma, só se for na própria carne.

PODER SEM PUDOR

Lição de política

Candidato em oposição a Jânio Quadros, Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra de Juscelino Kubitschek, visitou o ex-presidente Eurico Dutra, marechal como ele. Conversa vai, conversa vem, Dutra advertiu:

- Você não vai ganhar.

- Por que não?

- Ora, você não sabe falar...

- O senhor também não sabia falar e foi presidente... – lembrou Lott.

- É, mas eu não falava...