Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 27/05/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

 

“Mais que arrependimento, tenho profunda frustração profissional”

Eduardo Leite, ex-Camargo Corrêa, ao confessar pagamento de propina a políticos

 

‘Sócios’, corruptos tinham 2% da Queiroz Galvão

Em depoimento à Polícia Federal, ao qual esta coluna teve acesso, um diretor do grupo Queiroz Galvão, Othon Zanoide de Moraes, revelou que o grupo pagou 2% do seu faturamento (bruto) anual a título de propina aos enrolados na Lava Jato. Ele disse ser responsável apenas pelas “doações” ao PP, mas destacou que o presidente da empreiteira, Ildefonso Collares, tinha a decisão final sobre o esquema de propina.

 

Metodologia da propina

Todas as empresas do grupo Queiroz Galvão, segundo Othon Moraes, reservavam até 2% do faturamento para “doar” a partidos e a políticos.

 

Ponte com doleiro

Othon disse à PF que o ex-deputado José Janene apresentou-o ao doleiro Alberto Youssef, responsável pelo propinoduto do PP.

 

Propina em lista

O diretor da Quiroz Galvão contou à PF que recebeu em 2010 uma lista de Youssef com políticos destinatários de “doações” da empreiteira.

 

PMDB dentro

Othon Moraes confirmou o pagamento de R$ 500 mil ao PMDB-RO, a pedido de Youssef, mas negou conhecer o senador Valdir Raupp (RO).

 

Senado pode rejeitar outro diplomata bolivariano

Após a rejeição de Guilherme Patriota para a OEA, há a expectativa no Itamaraty de que outro bolivariano pode vir a ser o próximo rejeitado no Senado: Antônio Simões, indicado embaixador em Madri. A Espanha levou uma eternidade para dar agrément (o “aceito”), sinal eloquente do desagrado com a indicação, em linguagem diplomática. É conhecido o zelo chavista do indicado, que colegas chamam de “Simões Bolívar”.

 

Interesse econômico

Espanha deu agrément a Simões de olho na boa relação com o Brasil, que é essencial à saúde de empresas como o Santander e Telefónica.

 

Ninguém esquece

Simões é acusado por colegas de ajudar a crucificar Eduardo Saboia, que salvou a vida de um senador perseguido pelo governo da Bolívia.

 

Zeloso chavista

Simões também teve papel instrumental na suspensão do Paraguai para forçar a entrada da Venezuela ao Mercosul, vetada por Assunção.

 

Falta ‘pulso firme’

O ministro Joaquim Levy (Fazenda) pratica o esporte nacional de falar mal do governo. Diz aos mais próximos que a falta de “pulso firme” do governo com o Congresso compromete suas tesouradas.

 

Regabofe

O deputado Heráclito Fortes (PI), ex-DEM e agora no PSB, cuja carreira o ex-presidente Lula tentou acabar nas urnas, participou ontem de animado almoço com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

 

Gleisi dá a mão a Richa

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), tomava chá de cadeira de Renan Calheiros, quarta, quando a conterrânea Gleisi Hoffmann (PT) lhe fez uma gentileza: pegou-o pelo braço e o introduziu no gabinete do presidente do Senado, sem necessidade de pedir licença.

 

Sem resistências

A rebeldia do senador Lindbergh Farias (RJ) não resistiu a uma ligação de Dilma, antes de viajar para o México. Rapidamente ele prometeu apoiar o ajuste. Já Paulo Paim (RS), nem precisou de telefonema.

 

Conveniente

A CUT voltou a fazer baderna no Congresso. Desta vez, protestaram contra o distritão. A central sumiu de Brasília desde a aprovação, com votos do PT, das MPs que retiraram direitos trabalhistas.

 

O mandachuva

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quer isolar o PT e fazer um agrado aos opositores, inclusive no Rio de Janeiro, ao designar Rodrigo Maia (DEM-RJ) como relator da reforma política, no plenário.

 

Primeiro a máquina

O senador Antonio Reguffe (PDT-DF) votou contra o ajuste. Para ele, primeiro o governo federal deve cortar na máquina administrativa, obesa e corrupta, para só depois cortar programas e investimentos.

 

Mercadante entregou

Dilma ficou estarrecida com a atitude nos bastidores do ex-presidente Lula, relatada pelo ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), insuflando senadores do PT a votar contra o pacote fiscal do governo.

 

Aparências

A alegria de Aloizio Mercadante ao lado de Joaquim Levy, durante coletiva nesta semana, é tão verdadeira quanto uma nota de R$ 3,00.

PODER SEM PUDOR

Definição de governo

Dias antes do suicídio que o fez entrar para a História, Getúlio Vargas teve uma conversa com o seu ministro da Viação, José Américo de Almeida:

- Impossível governar este país. Os homens de verdadeiro espírito público vão escasseando cada vez mais – desabafou Getúlio.

- E o que é que o senhor acha dos homens de seu governo? – perguntou José Américo.

O ex-ditador observou, desolado:

- A metade não é capaz de nada e a outra metade é capaz de tudo.