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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 28/05/2015
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ch@claudiohumberto.com.br
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“Parabéns ao FBI. Infelizmente não foi a gente quem prendeu”

Senador Romário (PSB-RJ) sobre a prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin

 

Aditivos podem ter rendido R$3 bi em refinarias

No depoimento à Polícia Federal, Othon Moraes Filho, do grupo Queiroz Galvão, listou quem na empresa participava da distribuição de “doações” a partidos investigados na Lava Jato. Fontes da investigação acreditam que um dos citados, André Gustavo Pereira, vice-presidente da Queiroz Galvão, seria o responsável pelos famosos “aditivos” que teriam acrescentado cerca de R$ 3 bilhões ao valor dos contratos com a Petrobras, nas obras das refinarias Abreu e Lima (PE) e Comperj.

 

No popular

A força-tarefa da Lava Jato consolida o entendimento de que “doações” eleitorais para partidos e políticos não passam de propina.

 

Ah, bom

Em nota, a Queiroz Galvão nega que Othon Moraes tenha confirmado pagamento de propina, mas apenas de “doações”.

 

‘Sem vantagens’

À PF, ressalta a Queiroz Galvão, o diretor não afirmou que a empresa fez pagamento ilícito para obtenção de contratos e vantagens.

 

Limite legal

Em seu depoimento à PF, Othon destacou doações de até 2% do faturamento da empresa, que alega ser o limite fixado na legislação.

 

‘Os Intocáveis’ investigaram corrupção na Fifa

O tamanho do escândalo de corrupção na Fifa pode ser medido pela força-tarefa da investigação, formada pelo poderoso Departamento de Justiça, o temido IRS (Receita Federal dos Estados Unidos) e o FBI, a Polícia Federal de lá. Eles se unem em casos especiais, como quando constituíram o grupo denominado “Os intocáveis” para investigar e prender um dos mais perigosos bandidos de sempre: Al Capone.

 

Contra a Fifa

O Ministério Público de Nova York, o Departamento do Tesouro, e as Receitas estaduais também participam da investigação contra a Fifa.

 

Marin na cadeia

Entre os 14 executivos da Fifa enrolados no escândalo está o ex-presidente da CBF José Maria Marin e os dirigentes da Concacaf.

 

Vizinhos

O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que mora perto do parceiro J. Hawilla, em Boca Raton, Flórida, estava em Mônaco e voltou ontem.

 

Mr. Moura

Vivendo há mais de dez anos na Flórida, o lobista Fernando Moura já obteve cidadania norte-americana. Ele foi o chefe da turma dos irmãos Zeca e Milton Pascowitch, este último preso na Lava Jato.

 

Protagonista

A jornalista Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, foi importante na reaproximação do marido com Dilma. A presidente tem apreço por ela e as duas combinaram aquele jantar no Alvorada que selou a paz.

 

Se queimou

O PT estranhou o PCdoB votar pelo distritão, contrariando interesse dos petistas. Dias atrás, os comunistas chamavam o sistema de retrocesso. Restou ao PT se aliar aos tucanos para barrar a proposta.

 

Sumiço

Vem chamando atenção de deputados enrolados no Petrolão o sumiço da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, na qual ele aponta acusados de receber propina. No arquivo “Miscelânia”, desapareceu o vídeo de Youssef, de posse da Justiça, nominando os acusados.

 

Faca no pescoço

O ministro Joaquim Levy (Fazenda) contou a deputados que não tem medo da frigideira do colega Aloizio Mercadante. O chefe da Casa Civil, que se acha em economia, tem cochichado críticas a Levy.

 

Militância

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, tem sido incansável, percorrendo gabinetes parlamentares para defender o projeto da terceirização. Inclusive colocando-se à disposição para tirar dúvidas sobre o assunto.

 

Marcha para gaveta

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu o pedido de impeachment das mãos dos manifestantes que caminharam de São Paulo à Brasília. A chance do pedido prosperar é quase zero.

 

Porta-recado

O deputado petista Alessandro Molon (RJ) foi portador do recado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) contra o distritão. A mensagem foi fundamental para diluir o voto dos tucanos favoráveis ao sistema.

 

Bola dividida

A prisão de José Maria Marin causou grande alívio entre os envolvidos no petrolão: o escândalo na Fifa vai dividir o noticiário da Lava Lato.

PODER SEM PUDOR

Inimigos são referências

Eleito senador, Tristão da Cunha (avô do governador de Minas, Aécio Neves) foi procurado pelo baiano Luiz Viana Filho para apoiar um candidato dele a um cargo na Mesa Diretora. Tristão concordou imediatamente, prometendo votar no indicado. Luiz Viana Filho se animou:

- Vou apresentar um ao outro, para que você o conheça melhor.

- Não precisa – descartou Tristão – eu já conheço os inimigos dele...