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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 01/05/2013
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ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Separou, separou. Cada um vai para seu lado cuidar da vida”
José Guimarães (PT-CE) sobre a demissão dos indicados de Eduardo Campos (PSB)

Dilma diz estar ‘engessada’ sobre terras indígenas 
Vaiada ontem por produtores rurais na entrega de ônibus escolares em Campo Grande (MS), a presidenta Dilma pediu aos senadores Delcídio Amaral (PT) e Waldemir Moka (PMDB) para monitorar a demarcação de terras indígenas no Estado, que motivou o protesto. Em conversa reservada, Dilma disse estar “engessada” até que o STF decida sobre o caso Raposa Serra do Sol para balizar critério único às demarcações. 

Só após o mensalão
Em 2009, o STF decidiu manter demarcação contínua da terra indígena Raposa Serra do Sol (RR), mas até hoje não julgou os recursos. 

Impasse jurídico
Com a indefinição, a Funai se recusa a obedecer as determinações da Suprema Corte enquanto o processo não transitar em julgado.

Fogo amigo
O PMDB-MS vê no PT a origem das denúncias que revelaram a troca de adesivos dos ônibus escolares para deixar só a marca estadual.  

Estados rivais
Para piorar o clima após as vaias, Dilma cometeu gafe imperdoável aos sul-mato-grossenses. Chamou o Estado de Mato Grosso.  

PF: R$ 400 mil para buscar presos em Portugal
Habitué dos jatinhos da Policia Federal, o traficante Fernandinho Beira-Mar vai morrer de inveja: a volta ao País de 14 brasileiros presos em Portugal custou quase R$ 400 mil aos cofres públicos, em recente operação da PF no jato ERJ-145 até Lisboa. Foram 25 horas de voo ida e volta – cerca de US$ 7 mil a hora voada – fora as diárias dos sete tripulantes e da escolta de 28 policiais, num total de US$ 200 mil. 

Saudades do Brasil
Os presos sentenciados em tribunais portugueses apelaram à Convenção de Viena, que permite cumprir pena no país de origem. 

No atacado
Policiais receberam US$  700 de diárias, totalizando cerca de US$24,5 mil. A passagem SP-Lisboa-SP custa em média R$ 3,5 mil pela TAP.

Folgados
A estimativa é que apenas metade dos parlamentares deverá dar as caras hoje no Congresso. Votação, só onde houver consenso. 

Amnésia
O tresloucado deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), que só disputa derrota, está pendurado no site do Tribunal Superior Eleitoral com a prestação de contas da campanha ao governo, em 1994. Derrotado. 

Trâmite foi ‘legal’
Em parecer técnico que será entregue nesta terça ao STF, o Congresso alegará que a tramitação da proposta que tenta subjugar o STF “seguiu o rito determinado pelo regimento interno”. 

Escolha de Sofia
Após meses de disputa com o senador Randolfe Rodrigues (AP) pela candidatura do PSOL ao Planalto, a ex-deputada Luciana Genro (RS) desistiu e se indicou para vice. Randolfe torce o nariz para ela e ainda não decidiu se será derrotado para presidente ou para governador.

Assalto nos céus
Quem viajou ontem pela GOL do Rio para Porto Seguro (BA), percurso de mil quilômetros, pagou R$ 4 mil de ida e volta. A Anac autoriza as empresas a explorar à vontade, em nome de “liberdade tarifária”.

Risoto de caroço
O governador Tarso Genro (PT-RS) doou em Jerusalém 11, 4 mil toneladas de arroz a refugiados palestinos, um dia antes da prisão de seu secretário do Meio Ambiente, Carlos Niedersberg, por corrupção. 

Abobrinha à italiana
Em entrevista ao jornal comunista italiano L’Unità, o terrorista italiano Cesare Battisti acusou o grupo Abril de “boicotar” a distribuição de seus livros e estranhou ainda não ter o documento de imigrante no Brasil.

Cópia do caxixi...
Além de cópia deslavada do chocalho africano caxixi da capoeira, a caxirola de Carlinhos Brown custa R$29. ONGs africanas vendem o caxixi original por US$9,95 na Amazon.

...produz ruído ruim
A imprensa europeia ironizou a caxirola, transformada em artefato pela torcida baiana: “fez barulho pelas razões erradas”. E pediu que seus ouvidos sejam poupados de ruído tão desagradável, na Copa. 

Pensando bem...
...o primeiro artigo de Lula no New York Times deveria ser “O mensalão de Lincoln”.

PODER SEM PUDOR
Cheiro de vitória

Orestes Quércia (PMDB) contava que só 45 dias antes teve certeza de que venceria a eleição do governo de São Paulo, em 1986. Eram 5h da manhã e, de megafone em punho, ele pedia votos na porta de uma fábrica. De repente, aproximou-se um Opala Diplomata branco (o carro mais chique da época) e dele desceu um homem elegante, de sorriso confiante. Era Fernando Henrique Cardoso, candidato ao Senado pelo PMDB, que ainda não havia comparecido a um só comício dele. Quércia foi à forra, aos gritos:
- Vencemos! Vencemos! Isso é uma prova que vamos vencer! – disse, apontando em direção a FHC. Atônito diante do deboche geral, ele voltou ao Opala branco e sumiu. E jamais perdoou a desfeita de Quércia.
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        Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
www.claudiohumberto.com.br