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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 02/06/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Isso não é pauta do governo, isso é pauta da sociedade”

Eduardo Cunha, presidente da Câmara, sobre o projeto que reduz a maioridade penal

 

No DF, 84% da população rejeitam governo Dilma

Pesquisa realizada no Distrito Federal mostra que a desaprovação do governo Dilma Rousseff soma 84%, enquanto apenas 12,2% o aprovam. O levantamento surpreende: ela tem a repulsa – mais de 80% – de todos segmentos, independentemente de sexo, idade, faixa etária, classe econômica e local de residência. O pior índice de Dilma está entre adultos de 35 a 44 anos: no DF, 87% do total a desaprovam.

 

Dados técnicos

A pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, conhecido pela elevada margem de acerto, entrevistou 1.280 eleitores entre 25 e 28 de maio.

 

Menor é melhor

Adultos de 45 a 59 anos, residentes no Distrito Federal, pegam mais leve com Dilma: a repulsa por ela é de “apenas” 80,5%.

 

Mulheres contra

Mais mulheres que homens desaprovam o governo Dilma: 85,1% contra 82,8% da população masculina do DF, respectivamente.

 

Decepção é geral

O levantamento mostra que 77,7% dos entrevistados avaliam que Dilma está indo pior do que o esperado. Só 3% acham que melhorou.

 

Planalto agiu para frear fusão entre DEM e PTB

Políticos do DEM atribuem a Michel Temer o fracasso da fusão entre PTB e DEM, suspensa sábado (30). Um dos aliados do vice-presidente na operação foi o ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento) que se uniu aos correligionários Fernando Collor (AL) e Jovair Arantes (GO), líder do PTB na Câmara, contra essa fusão de desiguais, verdadeiro “casamento de jacaré com cobra d’água”, como se diz no Nordeste.

 

Moeda

Temer garantiu ao PTB que, além do Ministério de Monteiro, o partido seguiria no comando da Conab e Susep, pretendidos pelo PMDB.

 

Estelionato

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) também era contra. Chamava a fusão com o PTB de “estelionato eleitoral”.

 

A origem

A fusão era negociada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha de Roberto Jefferson.

 

De olho nas ruas

Eduardo Cunha quis dar uma estocada no PT, ao anunciar a votação do projeto que reduz a maioridade penal, mas isso tem a ver com as pesquisas. Levantamento do Datafolha, de 15 de abril, mostrou que 87% dos brasileiros defendem a medida.

 

Pelas beiradas

O deputado Eduardo Cunha já é citado para suceder Dilma. No DF, ele tem 3,4%, segundo o Instituto Paraná Pesquisas. Nada mal, para quem jamais se declarou candidato a presidente da República.

 

Fator surpresa

A oposição se animou com fortes rumores sobre a delação premiada de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro preso do PT. Se confirmado, é uma bomba. Vaccari é íntimo de Lula e – ainda – não traiu o ex-chefe.

 

PT quer faturar ajuste

O arguto deputado Roberto Freire (PPS-SP) observou no Twitter que Joaquim Levy (Fazenda) sumiu desde o anúncio dos cortes. É que o PT pretende “faturar” o eventual êxito do ajuste, por isso agora só o petista Nelson Barbosa (Planejamento) aparece falando pelo governo.

 

Contra o aborto

Nesta terça-feira (02), haverá em Brasília a 8ª Marcha Nacional da Cidadania pela vida contra o aborto contra o projeto no Senado que  legaliza o aborto até a 12ª Semana de Gestação.

 

Genro de volta

Dirigentes graúdos do PT, selecionados por Lula para preparar seu retorno em 2018, tentam acalmar o ex-governador gaúcho Tarso Genro, que vem ameaçando deixar o partido.

 

Narcio-sio

Nem a psicologia explica o comportamento do deputado Caio Narcio (PSDB-MG). Em uma semana, ele postou mais de quatro vídeos dizendo que estava votando na Câmara.

 

Sem energia

O leilão de energia termelétrica realizado pela Empresa de Pesquisa Energética mostrou-se um fracasso. Marcado para o próximo dia 29, a licitação não provocou interesses de nenhuma empresa.

 

Pensando bem...

...ao defender reeleição de Joseph Blatter em meio ao escândalo na Fifa, Pelé dá razão à velha frase de Romário: “Calado, ele é um poeta”.

PODER SEM PUDOR

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utilizava um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão da Câmara, ele dva “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, um novato, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA):

- Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...