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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 10/06/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“É uma privatização escancarada”

Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), sobre o modelo de concessões do governo

 

Pirotecnia das concessões gera desconfiança

O pacote de “investimentos” anunciado pela presidente Dilma foi recebido com desconfiança por empresários porque parece seguir o modelo chinês: promete investimentos bilionários, ganha manchetes, mas não realiza. Pirotecnia é especialidade da China: em maio, o primeiro-ministro Li Keqiang prometeu investir US$ 53 bilhões no Brasil. Entre 2007 e 2012, seu antecessor havia prometido US$ 68,5 bilhões.

 

Deveres esquecidos

A relutância de promover reformas trabalhista, tributária, política, etc compromete a credibilidade do Brasil e afasta investidores.

 

Números superfaturados

Os números da promessa estão nas entrelinhas do anúncio: o governo Dilma só “garante” R$ 69,2 bi dos R$ 198,4 bilhões prometidos.

 

Chapéu alheio

Dois terços (R$ 129,2 bilhões) dos investimentos anunciados por Dilma só saem a partir de 2019, quando o governo já terá outro presidente.

 

Causa e efeito

Assim como ficou no México apostando nas 11 grandes reformas que o país realiza, o HSBC sai do Brasil reclamando da falta de reformas.

 

PP da Câmara marca reunião para deixar blocão

O PP da Câmara marcou para a próxima terça-feira (16) reunião de bancada que deve referendar o desembarque do partido do blocão, agrupamento composto por PMDB, PP, PTB, PSC, PHS, PEN e liderado pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) . A cúpula do PP considera que o partido deve caminhar com as próprias pernas e buscar “independência” em relação aos projetos do governo federal.

 

Sem voz

O PP reclama que nunca é consultado pelo líder do bloco, Leonardo Picciani, e cansou do papel de referendar as decisões do PMDB.

 

Dores de cabeça

O Palácio do Planalto não quer problemas com o PMDB, mas também os evita com o PP, que tem a quarta maior bancada: 40 deputados.

 

Histórico

O PP deu sinais de independência já na MP 664, derrotou o governo na alteração do prazo de pagamento pela Previdência em auxílio-doença.

 

Senador lembrado

O recém-falecido senador Luíz Henrique (PMDB-SC) foi lembrado pela presidente do Conselho da Federação da Rússia, Valentina Matvienko, durante conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros, em Moscou. Luiz Henrique presidia o Grupo de Amizade Brasil-Rússia.

 

E o arrocho?

A conta do programa Bolsa Família até maio ultrapassou os R$ 9,3 bilhões distribuídos apenas este ano. Se o ritmo de gastança continuar, o governo pode bater o recorde de R$ 27 bilhões distribuídos em 2014.

 

Por falar em medalhas...

A dez dias do final do prazo para explicar ao Ministério Público Federal por que não cassa medalhas dos mensaleiros que roubaram o País, Jaques Wagner (Defesa) condecora hoje o deputado Eduardo Cunha e os ministros Ricardo Lewandowski (STF) e Nancy Andrighi (STJ).

 

Campeão

O campeão de gastos na Câmara Legislativa do DF é o deputado distrital Christiano Araújo (PTB). Seu gabinete pediu ressarcimento de despesas no valor de R$ 90,5 mil, entre janeiro a abril deste ano.

 

Ministro dos banqueiros

Deputados lulistas que se referem a Joaquim Levy (Fazenda) como “ministro dos banqueiros”, não foram tão explícitos quando o então presidente Lula nomeou Henrique Meirelles para o Banco Central.

 

Correios sitiados

A sede dos Correios em Natal, onde há agência do Banco Postal, teve o segundo assalto em 40 dias, e com reféns. O Banco Postal virou alvo de assaltantes, Brasil afora. Afinal, tem pinta e nome de banco e paga e recebe como banco, mas não tem esquema de segurança de banco.

 

BC, 50 years

O Banco Central irritou o PT ao promover nesta quarta (10) um evento no Rio, com título em inglês (“Central Banking - The Next 50 Years”), para celebrar os 50 anos. E ainda convidou celebridades internacionais da área, como Claude Trichet, Axel Weber e Jacob Frenkel.

 

Ninguém merece

A “cumpanherada” do PT preferia que o Banco Central tivesse convidado para seus 50 anos gente do tipo Guido Mantega, Aloysio Mercadante e Luciano Coutinho, que meteram o País na atual crise.

 

Pergunta no Planalto

Haverá interessados em investir no País onde autoridades e funcionários corruptos roubaram R$ 6,1 bilhões da sua maior estatal?

PODER SEM PUDOR

Analfabetos funcionais

Os parlamentares sobrecarregam os redatores particulares ou do próprio Congresso para redigir discursos. O Instituto de Pesquisa e Assessoria dos Congressistas, no final dos anos 80, de tão assoberbado, trocou os textos dos deputados Jerônimo Santana (RO) e Minoro Massuda (SP). O deputado paulista foi o primeiro a usar a tribuna, em tom dramático:

- Senhor Presidente, o problema de conflito de terras em Rondônia...

Interrompeu ao perceber o engano e jogou a toalha:

- Pô, presidente, eu não sou de Rondônia...

E foi embora, praguejando.