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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 12/06/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“A marola se acumula e vira uma onda”

Presidente Dilma Rousseff sobre a ‘marolinha’ mencionada pelo antecessor Lula

 

Exército teme cassar medalhas de mensaleiros

Vence no dia 22 o prazo da Procuradoria da República do DF para que o comando do Exército explique por que se recusa a cumprir legislação que determina e cassação de condecorações a agraciados condenados por corrupção, como são os mensaleiros José Genoino, Valdemar da Costa, João Paulo Cunha e Roberto Jefferson. Fontes do Planalto afirmam que a chefia do Exército continua temendo irritar Dilma e o PT.

 

Pacificador

Corruptos transitados em julgado, mensaleiros receberam a Medalha do Pacificador, uma das mais importantes condecorações do Exército.

 

Grande mérito

Outro condenado no mensalão, o ex-ministro José Dirceu mantém a Ordem do Mérito Aeronáutico recebida do ex-presidente Lula, em 2004.

 

Já era réu

O ex-presidente do PT e mensaleiro condenado José Genoino já era réu do mensalão quando recebeu a Ordem do Mérito Aeronáutico.

 

Temor como herança

O general Enzo Peri não cassou as medalhas. Com o general Villas Boas, novo comandante do Exército, a atitude obsequiosa continua.

 

Haddad manobra para escolher quem o julga

O prefeito paulistano Fernando Haddad conhece as artes do capeta. Ele transferiu à secretaria de Infraestrutura Urbana a licitação de R$ 4,2 bilhões dos corredores de transporte. A manobra é para que as denúncias contra a licitação sejam julgadas pelo conselheiro petista João Antônio, do Tribunal de Contas do Município (TCM). Antes de ser premiado com o cargo no TCM, Antônio foi secretário de Haddad.

 

Muito conveniente

João Antônio também julga no TCM ações contra o projeto de R$ 7,3 bilhões de troca de lâmpadas nos postes. Que ele, João Antônio, criou.

 

Este não serve

Se a licitação dos corredores continuasse na secretaria de Transportes, seria julgada no TCM pelo conselheiro não-petista Edson Simões.

 

Pensando bem...

...o jeito petista de governar faz lembrar a sentença do jornalista Claudio Tognolli: “Não se pode escrever corrupto sem ‘P’ e ‘T’”.

 

Visão estreita

Dilma nunca esteve tão fraca e mal avaliada e só teve algumas poucas vitórias no Congresso graças à experiência e à interlocução de Michel Temer (PMDB). Enciumado com o protagonismo do vice-presidente, Aloizio Mercadante (Casa Civil) tenta dinamitar a aliança PT-PMDB.

 

Doença infantil

Na tentativa infantil de dividir o PMDB e enfraquecer Michel Temer, Mercadante quis fazer de Eliseu Padilha, “michelista” desde criancinha, o novo ministro de Relações Institucionais, para tocar a articulação.

 

Muita falsidade

Se todos os senadores que se referiram ao falecido catarinense Luiz Henrique como “querido”, ontem, tivessem votado nele na eleição para presidente do Senado, ele teria derrotado Renan Calheiros com folga.

 

Fonte para discursos

O que mais se viu durante a homenagem ao falecido senador Luiz Henrique (PMDB-SC), ontem, no Senado, foram discursos recheados de trechos extraídos do site de pesquisa Wikipédia.

 

Agora vai

Deputados que levantam a bandeira dos milicos na Câmara estão otimistas com o avanço da PEC 300, que cria o piso salarial nacional para militares. Acreditam em votação da proposta neste semestre.

 

Queixos caídos

Ex-presidente da Embratur e secretária de Turismo de Alagoas, Janine Pires mostrou, em helicóptero, o mais lindo litoral do País a executivos do Vila Galé, grande grupo hoteleiro europeu. Ficaram boquiabertos.

 

Secos & molhados

Mario Maurici Moraes assume em agosto a chefia da estatal EBC, a TV Brasil. Indicado pelo ministro Edinho Silva (Comunicação), Mario tem vasta experiência... na Ceagesp, que comercializa frutas e verduras.

 

Aguardando

O deputado Cabo Daciolo (RJ), que foi expulso do Psol, garante estar sendo procurado por vários partidos, mas nega filiação em qualquer deles. Diz que vai esperar a conclusão da reforma política.

 

Culpa do outros?

Rui Falcão diz que o PT, que se locupletou do assalto à Petrobras, sofre “campanha de aniquilamento”. Não seria de auto-aniquilamento?

PODER SEM PUDOR

Encarando um provocador

Jânio Quadros, que renunciou à presidência da República após sete meses, fazia campanha para o governo paulista, em 1982, quando ouviu gritar um mendigo, com um toco de cigarro pendurado nos lábios: “Fujão! Fujão! Fujão!”.

Jânio tentou ignorar o homem, mas, ao descer do palanque, lá estava o provocador: “Fujaããão!”

Ele olhou o sujeito fixamente e partiu em sua direção, resoluto. Temia-se uma agressão física do ex-presidente. Ele parou diante do mendigo, que se calara de repente, paralisado, com medo. Jânio, num golpe rápido, ao invés de um soco, retirou o toco de cigarro dos lábios provocadores, colocou-o na própria boca e foi embora.