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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 23/06/2015
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“Vão prender o Brahma?”

Senado Aloysio Nunes (PSDB-SP), referindo-se ao apelido de Lula entre empreiteiros

 

Empreiteiras fizeram ricas doações a PT e PSDB

A mais espetacular de todas as fases da Operação Lava Jato, sexta (19), quando os poderosos chefões das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez foram presos, não mereceu da oposição qualquer declaração mais enfática, até pela ligação dos investigados ao ex-presidente Lula. É que, como os petistas, os oposicionistas também receberam generosas doações de ambas as empreiteiras suspeitas.

 

Mesmo barco

Na eleição presidencial de 2014, a Andrade Gutierrez, cujo presidente está preso, deu R$ 19 milhões para Aécio e R$ 21 milhões para Dilma.

 

Apenas

Oficialmente, a Odebrecht, cujo presidente também está preso, doou “só” R$ 6 milhões para Dilma e R$ 2 milhões para o tucano Aécio.

 

Diz que não estou

Carlos Sampaio (SP), Antônio Imbassahy (BA) e Aécio Neves, tucanos, não comentaram a prisão de Marcelo Odebrecht e Otavio Azevedo. 

 

Falta o ‘Brahma’

O tucano Aloysio Nunes (SP) destaca a prisão dos empreiteiros, mas cobra: “É a primeira quadrilha sem um chefe. Será que é o Brahma?”

 

Presidente da Transpetro era ligado a ex-diretor

Ao invés de fazer a faxina ética esperada pelo mercado, o conselho da administração Transpetro, subsidiária da Petrobras, designou Antônio Rubens Silva Silvino para exercer a presidência da companhia. Silvino fazia parte do grupo do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, delator do escândalo de corrupção que tungou bilhões da estatal, desmantelado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

 

Foi até gerente

Silvino, hoje na Transpetro chefiou a Liquigás Distribuidora, ligada à diretoria de Abastecimento da Petrobras, onde foi gerente executivo.

 

Substituição

A Transpetro estava sendo chefiada, interinamente, pelo diretor Cláudio Ribeiro Teixeira Campos, que assumiu em lugar de Sérgio Machado.

 

Suspeita

Machado saiu da presidência da Transpetro em 5 de fevereiro. Acusado de receber propina, ele estava de licença desde novembro

 

Dilma na mira de Lula

Até parecia que Lula falava dele, quando afirmou ontem: “Nós temos que decidir se queremos salvar nossa pele, nossos cargos ou nosso projeto”. Mas era outra estocada em Dilma.

 

As preferidas

Com dedo em riste para o juiz Sérgio Moro, o ministro da Justiça disse que seria “abuso de poder” declarar inidôneas empreiteiras do petrolão. Curioso. A CGU tornou inidôneas empresas enroladas em escândalos, como a Delta de Carlos Cachoeira, e José Eduardo Cardozo silenciou.

 

Olha o grampo

Na loja de conveniência do posto que inspirou a Operação Lava Jato, funcionários desaconselham o uso do sinal de wi-fi: “O sr. vai acabar grampeado pela PF”. Depois explicam: “aqui é o posto da Lava Jato...”.

 

Obtusidade córnea

O fracasso subiu à cabeça do ministro Edinho Silva (Comunicação): ele disse que a repulsa a Dilma por 65% da população, apurada pelo Datafolha, exige “humildade” do governo. O ministro, que não é do ramo, entendeu mal: não é para ter “humildade”, é para ter vergonha.

 

Procon Eleitoral

O deputado Índio da Costa (PSD-RJ) apresenta esta semana o projeto que cria o Código do Eleitor. Na proposta, o candidato que não cumprir o prometido em campanha não poderá concorrer novamente ao cargo.

 

O roto e o esfarrapado

O governo Dilma considera tirar dinheiro dos cidadãos para ajudar a  Venezuela, após a embaixada do Brasil em Caracas informar que a situação financeira do país se decompõe rapidamente. As reservas em dólares estão no fim e o PIB deve despencar 7% este ano, diz o FMI.

 

Luz amarela

Parte do diretório paulistano do PSDB pressiona pela substituição de Andrea Matarazzo para disputar a Prefeitura. Dados do Instituto Paraná preocuparam caciques. O tucano aparece em 5º nas intenções de voto.

 

Baixa prioridade

Apesar do plenário esvaziado pelas festas juninas, a Câmara dos Deputados deve votar esta semana os acordos Brasil-EUA contra lavagem de dinheiro, evasão de divisas e espionagem militar.

 

Agora é oficial

Coube a Lula confirmar que o PT virou o “partido da boquinha” desde o seu governo. Para ele, petistas “só pensam em cargo, em emprego”.

PODER SEM PUDOR

Rádios mentirosos

No Vale do Apodi (RN), Lucas Pinto chefiava a campanha de Eduardo Gomes (UDN) à presidência da República. Mas o brigadeiro perdeu e Pedro Fernandes, líder udenista em Mossoró e exportador do algodão que Pinto produzia, chamou o parceiro para uma conversa.

- O que houve no Apodi? O brigadeiro não podia perder lá. Não gostei. Agora não sei como ficam os nossos negócios.

Lucas Pinto culpou a última palavra da tecnologia, na época:

- Depois que inventaram esses radiozinhos pequenos, que mentem mais do que os grandes, o povo perdeu a cabeça...