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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 24/06/2015
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“Eu não vou servir pizza”

Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) reclamando do ritmo lento da CPI do HSBC

 

Odebrecht e Petrobras são antigos ‘parceiros’

Presidente do Grupo Odebrecht preso na sexta, Marcelo Odebrecht se associou à Petrobras em 2010 para adquirir o controle da petroquímica Quattor, criada em 2008 pela Unipar e a própria estatal – operação que já foi alvo de delação do doleiro Alberto Youssef, na Lava Jato. Para comprar a Quattor, foi criada uma holding (ou empresa-mãe) chamada BRK, onde Odebrecht presidiu o conselho de administração. Foi a BRK que, por R$ 870 milhões, comprou o controle da Quattor.

 

Estranho

A Petrobras aplicou R$ 2,5 bilhões para criar a BRK, enquanto coube à Odebrecht R$ 1 bilhão. Apesar disso, o controle é da Odebrecht.

 

Mesmo saco

A BRK assumiu também o controle da Braskem, empresa do grupo Odebrecht, fazendo dela a oitava maior petroquímica do mundo.

 

Denúncia

A criação da Quattor pela Unipar e a Petrobras é investigada pelo Ministério Público Federal e já foi mencionada da Operação Lava Jato.

 

Madame no comando

Durante toda operação da Quattor (a Pasadena do setor petroquímico), Dilma era presidente do conselho de administração da Petrobrás.

 

Medalhas: Exército ignora Lei e a PGR, de novo

O Comando do Exército ignorou, novamente, a solicitação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR) de explicações pela decisão de não cassar condecorações de condenados por corrupção em sentença transitada em julgado, como manda a legislação. Estão enquadrados nesse caso mensaleiros como os petistas José Genoino e João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto (PR) e Roberto Jefferson (PTB).

 

Desrespeito

A procuradora Eliana Pires Rocha cobra explicações desde outubro de 2014. Seu ofício foi reenviado em abril, com endosso da PGR.

 

O prazo é meu

Para a PGR, os 60 dias para resposta do Exército acabou na segunda (22), mas o calendário da caserna é diferente: o prazo seria dia 26.

 

Afronta

José Genoino já era réu no processo do mensalão quando recebeu a Medalha do Pacificador pelos relevantes serviços prestados ao Exército

 

Parceria no lobby

Faz sentido o medo de Lula. Preso na sexta, Alexandrino Alencar, da Odebrecht, acompanhava o ex-presidente ao exterior para ser apresentado em países onde a empreiteira prospectava “negócios”.

 

Sobre extradição

No caso do doleiro Bernardo Freiburghaus, carioca que tem cidadania suíça, jornalistas  brasileiros têm citado como se fosse uma exceção à regra a “dificuldade” da Suíça de extraditar seus cidadãos. Anote aí, colegada: nenhum país extradita seus nacionais, inclusive o Brasil.

 

Marta socialista

A senadora Marta Suplicy, que deixou o PT há menos de um mês, estava com as malas prontas para se filiar ao PSB de Marina Silva. Mas o PPS corre por fora e tenta articular sua filiação ainda em julho.

 

O pai da matéria

O que Lula só admite agora já era apregoado pelo ex-governador do Rio Anthony Garotinho em 1999, quando ele disse que o PT, ávido por cargos em seu governo, deveria mudar para PB, “Partido da Boquinha”.

 

Nossa Maria Antonieta

Na reunião a portas fechadas sobre reforma política no Senado, ontem, Jáder Barbalho (PMDB-PA) advertiu: “Nas ruas, as pessoas perguntam à Maria Antonieta do Palácio de Versalhes por que o povo não come brioches”. Maria Antonieta, como se sabe, acabou decapitada.

 

Teatro em Caracas

Senadores governistas armaram às pressas uma visita a Caracas, combinada com o governo venezuelano, para afrontar os colegas hostilizados por militares à paisana, há dias. O grupo chapa-branca, é claro, será recebido com tapete vermelho pelo regime autoritário.

 

Romero, o relator-geral

Ao defender a indicação do amigo Romero Jucá (PMDB-RR) para relatar também a reforma política, o presidente do Senado, Renan Calheiros, arrancou risadas ao chamá-lo de “relator-geral da República”

 

Recondução no TCU

A presidente Dilma reconduziu Paulo Bugarin ao cargo de procurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. A recondução foi bem recebida por ministros e servidores do TCU.

 

Pensando bem...

...até por dever de gratidão, o Corinthians deveria rebatizar seu estádio em Itaquera de “Arena Brahma”.

DIÁRIO DO PODER

Pimenta na cabeça

Se a política fosse a arte da memória, Paulo Maluf seria campeão e

André Franco Montoro lanterninha. Ao contrário do líder do PPB, capaz de recordar nomes e datas com impressionante precisão, Franco Montoro, fundador do PSDB, sempre errava datas, trocava as bolas, misturava nomes e colecionava antipatias. Uma delas foi a do ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga, no governo FHC. Ele ficou uma arara quando, certa vez, Montoro o saudou:

- Meu caro deputado Pimenta do Reino...