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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 08/07/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“O esforço impressiona”

Ministro Bruno Dantas sobre a tentativa do BNDES de sonegar financiamentos ao TCU

 

‘Carteirada’ de Dilma no TCU irrita os ministros

Repercutiu mal junto a ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) a atitude da presidente Dilma de convidar deputados para ouvi-la falar mal do processo que responde pelas “pedaladas fiscais”. Os ministros acharam a atitude de Dilma uma patética tentativa de “carteirada”. Um dos mais experientes, irritado, observou: “Dilma não percebeu que, neste momento, ela precisa mais de advogado do que de deputado”.

 

Admissão de derrota

A aposta de Dilma nos parlamentares foi para convencê-los a tentar neutralizar, no Congresso, sua derrota no TCU, que considera certa.

 

A rebordosa

Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, as “pedaladas fiscais” constituem crime. Dilma está sujeita até a cassação do mandato.

 

Velha tática

O PT recorreu à velha prática de desqualificar quem o ameaça. Saiu da reunião com Dilma atacando o critério de escolha de ministros do TCU.

 

Velha crítica

Orientado por Dilma, o deputado José Guimarães (PT-CE) disse que o TCU “não pode continuar sendo um prêmio de políticos aposentados”.

 

Zavascki culpa MPF de Janot pelos vazamentos

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, está convencido de que foi o Ministério Público Federal, do procurador-geral Rodrigo Janot, que vazou as assombrosas revelações de Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC. O depoimento do ex-chefe do “clube de empreiteiras” que roubou a Petrobras desestabilizou o governo Dilma, cuja campanha em 2014, teria recebido dinheiro sujo. 

 

Indignação

O desconforto com o MPF e Janot não é segredo para interlocutores mais próximos de Teori Zavascki. O ministro teria ficado indignado.

 

Vazamento

O teor do acordo de delação celebrado entre Ricardo Pessoa e o Ministério Público Federal vazou simultaneamente a seu envio ao STF.

 

Quem selecionou?

A irritação do ministro Teori Zavascki tem a ver com a caracterização dos “vazamentos” seletivos aos quais se referem políticos citados.

 

À beira de um ataque

Dilma já não reconhece os que restam à sua volta. Na reunião do Alvorada, segunda (6) à noite, foi grosseira com o ministro Luiz Adams (AGU), que gentilmente operava os slides, e com um pobre garçom, gritando que ambos estavam “demorando demais” em suas tarefas.

 

MP da Homologação da Crise

A MP do Emprego foi detalhada por Dilma aos parlamentares, na reunião do Alvorada, sem saber que vários dos presentes, seus “aliados”, já a haviam apelidado de “MP da Homologação da Crise”.

 

A crise era gravíssima

Dilma diz que a MP do Emprego foi “inspirada na Alemanha” para dar a impressão de coisa do primeiro mundo. Lorota. Lá, isso ocorreu numa situação de crise aguda na economia da Alemanha Ocidental agravada pela anexação da antiga Alemanha Oriental, que estava falida.

 

Pedido suspeitíssimo

Membros da CPI da Petrobras desconfiam do pedido do ex-gerente Pedro Barusco para cancelar acareação com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Podem até submetê-lo a junta médica.

 

Tamos aí

Aécio Neves chegou à reunião da comissão de reforma política, no Senado, no exato momento em que se discutia a sucessão em caso de perda de mandato. Ele pegou o microfone e, em tom de brincadeira, não perdeu a deixa, provocando risos: “Sou a favor de novas eleições!”

 

Há ministro?

O ministro Henrique Alves (Turismo), que 90 dias após a posse ainda não conseguiu ser recebido por Dilma, anda tão por baixo que nem foi incluído na foto oficial da posse, ontem, do novo secretário Nacional de Políticas do Turismo, Junior Coimbra.

 

7x1, ano 1

Crise econômica, política, institucional, ética, partidária, Lava Jato e Eletrolão... Nesta quarta-feira (8), aniversário dos 7x1, o governo Dilma, seis meses após sua posse, já parece estar perdendo de 7x0.

 

A indústria sofre

Desde 2011, durante o governo Dilma, a produção industrial brasileira tem perdido força: em 2010, a indústria subiu 10,5%, em 2011 recuou 0,3%, em 2012, 2,7%, em 2013 cresceu 1,2% e em 2014, caiu 3,2%.

 

TCU ou UTC, eis a questão

Dilma sabe que cairá – diz o leitor Glauco Fonseca, de Porto Alegre – Só não sabe se por força do TCU ou da UTC...

PODER SEM PUDOR

Culpa é de JK

A vidente mineira Leila Alckmin ficou famosa, em 1989, quando previu a vitória do candidato do PL à Presidência da República, Guilherme Afif Domingos. Detalhe: quem teria relatado a ela como seria o desfecho da eleição foi o espírito do falecido presidente Juscelino Kubistchek. Afif não venceu, sequer foi para o segundo turno, mas a vidente carregava na ponta da língua a explicação para o fiasco:

- Eu nunca disse que Afif seria o presidente. Quem garantiu isso foi JK.

Ah, bom.