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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 31/07/2015
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“Não participei, não participo nem participarei”

Eduardo Cunha, presidente da Câmara, sobre sua influência na CPI da Petrobras

 

Advogada Catta Preta abriu empresa em Miami

A CPI da Petrobras alegou dificuldade em notificar a advogada Beatriz Catta Preta para depor. A pretendida convocação é uma retaliação de parlamentares ligados a Eduardo Cunha, que atribui a ela a delação de Júlio Camargo, que o acusa de exigir propina de US$ 5 milhões. Talvez Beatriz pudesse ter sido encontrada em Coral Gables, Miami (EUA), onde, com o marido Carlos, constituiu em outubro de 2014 empresa Catta Preta Consulting LLC, segundo documentos obtidos pela coluna.

 

Convocação inútil

A OAB tem razão, ao protestar contra a convocação de advogados por CPIs. Eles não podem revelar os segredos de clientes e ex-clientes.

 

Confidencialidade

Presidente do STF, Ricardo Lewandowski criticou a CPI e autorizou Catta Preta a preservar, no depoimento à CPI, a relação com clientes.

 

Pragmatismo

Criminalista competente e pragmática, Beatriz Catta Preta defendeu nove réus que mudaram a historia da Lava Jato, com suas delações.

 

Rebate (ainda) falso

Foram fortíssimos os rumores, ontem, em Brasília, da iminente prisão do ex-presidente Lula. Mas foi rebate falso. Ao menos por enquanto.

 

PP se irrita com PT e ameaça deixar base aliada

Parlamentares do PP devem se reunir ainda na primeira quinzena de agosto para reavaliar os laços com Planalto. Eles concluíram que o PT trabalha dobrado para transformar o PP no “boi de piranha” da Lava Jato, contando até com a anuência do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). Deputados se articularam durante o recesso para mandar um “aviso” ao governo que vem sendo chamado de “enfrentamento”.

 

Tiro de aviso

O primeiro aviso do PP deve aparecer na votação do ajuste fiscal. “Que o governo não conte com a nossa fidelidade”, diz um deputado do PP.

 

Fez escola

O PP tem o mesmo entendimento do deputado Eduardo Cunha, que rompeu com o governo acusando-o e ao PT de “armar” contra ele.

 

Briga antiga

O PT não perdoa o fato de o PP ter apoiado Eduardo Cunha, desafeto público do Planalto, para a Presidência da Câmara dos Deputados.

 

Dilma é o nome da crise

É bom lembrar que o País quebrou, e foi obrigado a promover ajuste fiscal duríssimo, porque o governo Dilma gastou mais do que arrecadou. Só nos meses eleitorais de 2014, mais de R$ 20 bilhões.

 

Caldeirão mineiro

O escritório paulista Benício Advogados, contratado para defender em Minas o presidente da Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo (réu na Lava Jato), compartilha endereço e telefone, em BH, com a banca de Renato Azeredo, filho do Eduardo Azeredo, réu no mensalão tucano.

 

Vazamento seletivo

O senador Romário (PSB) acredita que a denúncia de conta na Suíça está ligada à disputa pela Prefeitura do Rio. Irmão de Eduardo Paes, Guilherme Paes é sócio do BTG Pactual, que comprou o banco BSI.

 

Covardia e burrice

Jornalistas que elogiam o aplicativo Uber têm sido ameaçados por uma minoria delinquente de taxistas. Atiram no próprio pé: tanta truculência faz contraponto com a gentileza que caracteriza os motoristas do Uber.

 

Reatamento

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, andou se reunindo com Ciro Gomes oficialmente para discutir a Transnordestina. Mas há rumores de reaproximação da família Gomes Ferreira com o PSB.

 

Beber o morto 

Dono da Itaipava, Walter Faria marcará o primeiro ano da morte de Eduardo Campos com edição especial da cerveja. Terá a imagem do ex-governador, que o persuadiu investir em Pernambuco. Assim, Farias redefine a antiga expressão nordestina “beber o morto”.

 

Tolerância zero

A Marinha silencia sobre a prisão do almirante da Eletronuclear porque militares são intolerantes com corrupção. Não se deve esperar rebelião das Forças Aradas por prisões como a de Othon Pereira da Silva.

 

No mesmo barco

O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) diz que Dilma o autorizou a agendar reunião com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para discutir a falta de recursos do DF. Mas a União também está no buraco.

 

Horas de desespero

Por que Dilma demorou 5 anos para admitir reforma no ICMS e deixou para fazer isso na véspera do julgamento das pedaladas fiscais?

PODER SEM PUDOR

Cinco doses de duração

O falecido senador Fábio Lucena, do Amazonas, tinha o hábito de passar o tempo, nos aviões, com um copo de uísque nas mãos – talvez para disfarçar o medo de voar. Quando Tancredo Neves percorria o País, em 1984, para legitimar sua campanha presidencial, Lucena viajava para um comício em Belém (PA) quando um repórter perguntou:

- Senador, quantas horas são mesmo de avião entre Brasília e Manaus?

- Quantas horas, eu não sei. Só sei que são cinco doses de uísque.