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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 02/08/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Nunca pedi propina”

Othon Pereira da Silva, presidente da Eletronuclear, preso pela Polícia Federal

 

Deputados gastam R$1 milhão em restaurantes

A crise na economia não afetou a dieta de engorda, na Câmara dos Deputados. De fevereiro a junho deste ano, o 513 deputados federais gastaram quase R$ 1 milhão em restaurantes ou exatos R$ 968,5 mil. Toda essa dinheirama foi ressarcida pela Cota de Auxílio de Atividade Parlamentar (Ceap). Para efeito de comparação, o valor gasto por suas excelências seria suficiente para comprar 2,46 mil cestas básicas.

 

Custo da família

Tamanho é o apetite dos deputados que uma cesta básica em São Paulo, a mais cara do Brasil, custava, em junho, R$ 392,77.

 

Aumento

Numa comparação com igual período do ano passado, quando suas excelências gastaram R$ 813,8 mil, o aumento foi de 19%.

 

Supervisionando

Os dados foram compilados pelo ativista Lúcio Batista, o Lúcio Big, da Operação Política Supervisionada (OPS).

 

Conta pode ser maior

Os valores levantados não levam em consideração os gastos dos senadores. “O Senado dificulta o acesso aos dados”, diz Lúcio Big.

 

Renan e Michel viram delação ‘destruir’ Cunha

Os caciques Michel Temer (SP) e Renan Calheiros (AL), do PMDB, sabem exatamente como afetaram Eduardo Cunha as acusações do delator Júlio Camargo. Eles conversavam na Base Aérea de Brasília quando Cunha recebeu por telefone a notícia do depoimento do lobista da Toyo-Setal. Explodiu numa revolta que deixou tanto o vice Temer quanto o senador Calheiros impressionados. No mesmo dia, o presidente da Câmara anunciaria rompimento com o governo Dilma.

 

Dedo do Planalto

Eduardo Cunha está convencido do “dedo do Planalto” na mudança do depoimento de Camargo, que agora diz ter pago a ele US$ 5 milhões.

 

Solidariedade

Enquanto fazia declarações indignadas contra o governo, ainda na Base Aérea, Cunha recebia a solidariedade de Renan e Michel.

 

Incontinência

O advogado de Eduardo Cunha, Antonio Fernando Souza, tem insistido para que ele evite declarações sobre a Lava Jato. Mas não consegue.

 

Lei do desarmamento

Com o aumento da criminalidade, a Câmara vai movimentar o segundo semestre com a revisão da Lei do Desarmamento. A alegação é que a lei tirou as armas de cidadãos de bem e não desarmou a bandidagem.

 

Fim de papo

Circula entre estrelados peemedebistas que o presidente do Senado, Renan Calheiros, deve sair ileso da Operação Lava Jato, ao contrário de Eduardo Cunha. Ainda assim, ele não quer mais papo com Dilma.

 

Promessas

As promessas de Dilma viram pó a cada dia. A Agência Nacional de Energia Elétrica avisa que as contas de energia vão permanecer mais caras em agosto, o contrário do prometido na campanha de 2014.

 

Clima de guerra

O termo “Eduardo Cunha” aparece nos assuntos mais comentados do Twitter, principalmente após seu rompimento com o governo Dilma. Mas rivaliza na rede social com a hashtag CunhaNaCadeia.

 

Bico calado é melhor

Após elogiar a mandioca e etc, Dilma tem sido aconselhada a observar a lição de Abraham Lincoln: “É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensam que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida”.

 

O excluído

Dilma chamou os ministros do PMDB para a reunião desta semana, mas vetou Henrique Alves. O ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) também não esteve na reunião, mas porque estava fora.

 

MPF como aliado

Petistas próximos a Lula, como o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), acham desperdício de munição centrar fogo no deputado Eduardo Cunha. Acham que dele cuida o Ministério Público Federal.

 

Frente de pressão

O Congresso lança esta semana a Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas, com a presença dos ministros Gilberto Occhi (Integração), Armando Monteiro (Desenvolvimeto) e Eliseu Padilha (Aviação Civil).

 

Pensando bem...

...pelo ritmo na queda de Dilma nas pesquisas, antes do fim do ano a popularidade dela encontrará o PIB negativo do País.

PODER SEM PUDOR

Um burro na plateia

Contam na Bahia que foi animada a eleição para presidente da Câmara Municipal de Bom Jesus da Lapa, em janeiro de 2001. Indicado pelo prefeito, o vereador Valdivino Borges fazia seu discurso quando alguém o interrompeu para se referir à sua condição de semianalfabeto:

- Sai daí, seu burro!

Valdivino olhou para o agressor e respondeu na lata:

- Eu sou burro e sou o presidente da Câmara, e você, que não é, está aí me dando coice!...