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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 12/08/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“É uma sinalização negativa, mas ainda não é problema ”

Ministro Joaquim Levy (Fazenda) sobre o rebaixamento do ‘rating’ econômico do Brasil

 

PT acusa Temer de conspirar pelo impeachment

Enciumado com a participação de Michel Temer na articulação política, o PT espalha no Congresso e na Esplanada que o vice “conspira pelo impeachment de Dilma”. A situação se agravou após Temer declarar, na semana passada, sobre a necessidade de surgir “alguém” para unir os diversos atores políticos em meio à crise. O principal porta-voz da intriga é o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), opositor nº 1 de Temer.

 

Boateiro

Mercadante teria dito até a aliados não-petistas que o vice-presidente se agarrou à linha do impeachment, “conspirando contra o governo”.

 

Panos quentes

O ex-presidente Lula, que defende a saída de Mercadante da Casa Civil, se reúne, nesta quarta, com Michel Temer no Palácio do Jaburu.

 

Mercadante é o nome

Lula é um dos maiores críticos do ministro da Casa Civil no PT. Para o ex-presidente, a crise política tem um só nome: Aloizio Mercadante.

 

Entregando os pontos

Temer anda cansado da intriga petista. Prometeu a Dilma que deixará a articulação política em, no máximo, dois meses.

 

STF omite gastos com viagens internacionais

Foram retiradas do site do Supremo Tribunal Federal as despesas de viagens (passagens e hospedagem), que, pela resolução 102/2009 do Conselho Nacional de Justiça, devem ser públicas e estar disponíveis online. No site do STF, o contribuinte lê num texto, de 27 de maio de 2013 (Joaquim Barbosa era presidente), que “inconsistências” levaram à exclusão dos gastos para “revisão”. A “revisão” já dura dois anos.

 

Transparência

Barbosa e Ricardo Lewandowski têm isso em comum: na gestão do primeiro, os gastos sumiram e o sucessor as mantém inacessíveis.

 

Ninguém sabe

Com as despesas omitidas, não se sabe quanto custam as viagens de servidores do STF pelo Brasil e ao exterior, incluindo magistrados.

 

Mistério permanece

Este ano, Ricardo Lewandowski (que preside o STF e CNJ), fez duas viagens internacionais (Rússia e Portugal), de custos ainda ignorados.

 

Fiel da balança

As manifestações tiram o sono do governo. O Planalto acredita que a alta adesão, sobretudo em regiões mais pobres, abrirá o caminho para o impeachment. Já a baixa adesão é vista como porta de saída da crise.

 

Já foi tarde

Em vez de homenagear os policiais que encararam à bala o bandido “Playboy”, há cariocas – até na mídia – especulando que o traficante foi “executado”. As famílias do Rio de Janeiro ficam mais seguras sem ele.

 

Eduardo não merecia

Sem obra para batizar de “Eduardo Campos”, seu padrinho político, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), propôs à Câmara do Recife dar o nome dele a um centro comunitário no Alto de Santa Terezinha. Com obras paralisadas, levou a viúva, d. Renata, para inaugurar a maquete.

 

Sorriso em dia

Como os sorrisos são cada vez mais raros em tempos de Lava Jato, a Presidência da República resolveu dar um banho de loja na arcada e abriu licitação de R$ 190 mil para comprar equipamentos odontológicos

 

Fundos de pensão

O provável relator da CPI dos Fundos de Pensão, Sérgio Souza (PMDB-PR), irá apresentar seu plano de trabalho na próxima terça-feira. O relator anunciou que pretende contratar empresa de auditoria externa.

 

Pires na mão

O governador José Ivo Sartori (PMDB-RS) cumpre hoje (12) agenda em Brasília. Sartori, que anunciou calote de R$ 280 milhões na união, quer renegociar as dívidas do estado com o Tesouro Nacional.

 

Replay

As reuniões entre Dilma Rousseff e Renan Calheiros têm gerado ciumeira na tropa “cunhista” dentro do partido. Peemedebistas dizem que ou o senador vai voltar a ser ‘capacho’ do Planalto ou o novo chefe.

 

Que Henrique?

O governo ironiza o ministro Henrique Alves, que tenta isentar de vistos americanos que desembarcarem no Brasil de janeiro de 2016 até a Olimpíada. O Planalto diz que Henrique sequer é lembrado por Dilma. 

 

Pergunta no Aurélio

Na gestão Dilma, “pedaladas” ganharam conotação de malandragem. Será que “governo”, “ética” e “competência” vão pelo mesmo caminho?

PODER SEM PUDOR

O olhinho do governador

Costa Rêgo governou Alagoas, nos anos 50, e não dava confiança a ninguém, exceto ao garotinho Renato, filho do amigo e senador Fernandes Lima, que ganhou um olho de vidro após um acidente doméstico. Um dia passou a morar em Maceió uma bela francesinha, por quem Costa Rêgo se apaixonou, exercitando seu francês. As visitas a ela eram freqüentes e o falatório ganhava as ruas. Fernandes Lima decidiu advertir o amigo:

- O povo já está falando e isso não fica bem para o senhor.

- Ora, senador, o Renatinho não tem um olho de vidro?...

- Tem...

- Ele tem um olho de vidro porque gosta ou por necessidade?

- Por necessidade, é claro – respondeu Fernandes Lima.

O governador olhou o amigo fixamente e sentenciou:

- Deixe a francesa em paz. Ela é o meu olho de vidro.