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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 13/08/2015
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“Dialogar não é aderir”

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, após jantar com a presidente Dilma

 

Ex-assessor de Dirceu examina contas de Dilma

Os relatórios sobre as contas da presidente Dilma que serão julgados pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral – e que poderão definir o destino do governo – têm a impressão digital de um velho companheiro do PT, de José Dirceu e do próprio ministro Dias Toffoli, presidente da Corte. O chefe da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais do TSE, Eron Pessoa, foi assessor na Casa Civil dos tempos de José Dirceu.

 

Defesa petista

Eron Pessoa ajudou o então advogado Antônio Dias Toffoli a defender o governo Lula e petistas. Eleito presidente, Toffoli o levou para o TSE.

 

Cargo estratégico

O cargo de Eron Pessoa no TSE é estratégico para a manutenção da lisura da análise das prestações de contas eleitoras.

 

Isenção e distanciamento

A análise das contas eleitorais no TSE requer isenção e distanciamento da vida partidária, entre outros atributos.

 

Surpresa no TSE

Ministros que irão apreciar esses relatórios, escritos sob o crivo e as peneiras de Eron Pessoa, afirmam não saber do seu passado recente.

 

TCU amigo joga água fria nos protestos do dia 16

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de dar uma “extensão amiga” para Dilma apresentar sua defesa no caso das “pedaladas fiscais” jogou um balde de água fria nas manifestações marcadas em todo o País para o próximo dia 16. Causou grande surpresa a rápida decisão do Tribunal de Contas, que, no dia seguinte após receber pedido de uma comissão do Senado, concedeu a “extensão” à Dilma.

 

Tudo a ver

Foi a Comissão de Meio Ambiente e Fiscalização do Senado que pediu ao TCU, órgão subsidiário do Congresso, a extensão para a defesa.

 

Sem comemorar

Apesar de dar tempo a Dilma, a “extensão” foi dada por dois motivos: o pedido do Senado e nova manobra identificada na área técnica do TCU

 

Palavra da oposição

“Os protestos do dia 16 não dependem do julgamento das pedaladas”, diz Álvaro Dias (PSDB). “Não vai ter manobra sorrateira que impeça”.

 

Risco Dilma

Conhecida “raposa” política, o presidente do Senado, Renan Calheiros, preencheu uma lacuna de poder ao se reaproximar do governo. Mas ele não contava a rebordosa: após os acordos com Dilma, Calheiros foi marcado como alvo das manifestações de 16 de agosto próximo.

 

Mata no peito

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha aguarda ansiosamente a decisão do TCU sobre as “pedaladas fiscais” de Dilma. Ele quer articular para que o impeachment seja “filho do Congresso”, não dele.

 

Batendo um bolão

Depois das pedaladas da presidente Dilma, o condicionamento físico virou prioridade máxima no Planalto, que lançou um edital de R$ 49 mil para compra de bolas e halteres, além de kits para avaliação física.

 

Pedido de desculpas

O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), cobrou retratação da presidente da Comissão de Orçamento, Rose de Freitas (PMDB), que foi ao STF tentar impedir votação das contas dos ex-presidentes

 

Lista de presença

Senadores que participaram de jantar com a presidente Dilma saíram cabisbaixos. Ficaram irritados após o governo divulgar que seria um “encontro com aliados”. Eles temem se desgastar nos próprios estados.

 

Batata quente

Relator do processo das “pedaladas” de Dilma no TCU, o ministro Augusto Nardes comparecerá à Câmara dos Deputados no final de agosto para explicar o que são e como ocorrem as “pedaladas fiscais”.

 

Pé de guerra

O ministro Manoel Dias (Trabalho) quer tapar o sol com a peneira e garante que o PDT ainda apoia Dilma. Na Câmara, a história é outra. Deputados estão em guerra contra o líder do governo, José Guimarães.

 

Olho lá e cá

O Planalto vai acompanhar de perto as manifestações contra Dilma, no dia 16. Mas outro protesto interessa, e muito, ao governo: quer ver a repercussão do ‘Fora, Cunha’, marcado para a mesma semana.

 

Pergunta no Alvorada

Foi extraviado o convite do juiz Sérgio Moro para participar do jantar promovido por Dilma a personalidades do Judiciário?

PODER SEM PUDOR

Picolé de brasileiro

Presidente da União Nacional dos Estudantes no início da década de 80, Aldo Rebelo viu-se cercado de convites internacionais. Num belo dia, foi a Moscou, cujo governo, então soviético, não lhe inspirava confiança. Militante do PCdoB, Rebelo via nos funcionários do Kremlin repulsivos revisionistas. Ao desembarcar, um solícito funcionário soviético insistiu para que ele vestisse um casaco térmico. Camarada Aldo recusou, achando-se agasalhado, e ganhou a rua. Não deu um passo depois disso. Repentinamente, perdera todos os movimentos. A temperatura, em Moscou, estava a 39 graus negativos. O brasileiro, sob a insuficiente lã dos velhos agasalhos, parecia congelado. Solícito, o russo jogou sobre ele o feioso, porém eficiente, abrigo térmico; e, aos poucos, o presidente da UNE foi recuperando a mobilidade. Chateado, o revolucionário Aldo ficou devendo esse favor à camarilha revisionista soviética.