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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 16/08/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

 

“Quero dizer ao presidente da CUT: nós não vamos nos entrincheirar”

Aécio Neves (PSDB-MG), ao dizer que vai ‘levar a constituição para a rua’ neste domingo

 

Dilma usou renúncia para ‘sacudir’ os ministros

A presidente Dilma usou a carta-renúncia, preparada dias atrás, para aplicar uma espécie de “choque” no seu entorno mais íntimo, obrigando ministros e o vice-presidente Michel Temer a se empenharem mais no estancamento da crise política. Ela tem dito que “renúncia jamais”, mas a carta está pronta. Foi mesmo minutada com a ajuda dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça).

 

Cobrando lealdade

Os ministros relataram a carta-renúncia a Michel Temer, cobrando dele demonstrações claras e públicas de desinteresse na queda de Dilma.

 

Chamando de volta

Michel Temer se viu guindado novamente à condição de “salvador” do governo Dilma, articulando no Congresso a reaglutinação dos aliados.

 

De novo, ‘salvador’

O vice não virou presidente, mas desistiu de Eduardo Cunha e obteve a maior vitória: recolocou o senador Renan Calheiros no colo de Dilma.

 

Gargalhadas mudas

Hostilizado pelo governo e o PT, que o veem com desconfiança, Michel Temer tem feito o que é muito comum em política: rir por dentro.

 

Pelegada ganha dinheiro para ‘pegar em armas’

A ameaça do presidente da CUT, Vagner Freitas, de “pegar em armas”, não é produto do destempero de uma pessoa desqualificada, mas parte do script para intimidar brasileiros indignados com a corrupção, que saem às ruas neste domingo para protestar. Entidades como a CUT também querem preservar o dinheiroduto que drena recursos públicos aos cofres das centrais sindicais. Em 2014, foram R$ 180,1 milhões.

 

Sai do seu bolso

O governo quebrou o País e corta investimentos, mas acelera repasses às centrais sindicais. Entre janeiro e abril, já foram R$166,6 milhões.

 

Com dinheiro alheio

O repasse de dinheiro para remunerar a solidariedade do movimento sindical foi implantado pelo então presidente Lula em 2008.

 

Gumex bilionário

Somente nos últimos sete anos, as centrais sindicais, como a CUT presidida pelo engomado Vagner Freitas, embolsaram R$ 1 bilhão.

 

Expectativa de confronto

Partidos de oposição acham que a ameaças da CUT de “pegar em armas” foi uma espécie de “senha” para o confronto. Esperam casos de provocações e conflitos entre pelegos e manifestantes, neste domingo.

 

Recessão que piora

O real perdeu 34% frente ao dólar em 2015. As principais ‘commodities’ brasileiras, o açúcar e o café, perderam 34% e 25% respectivamente. E o Bank of America, maior banco americano, prevê retrocesso de 2,3% do PIB brasileiro este ano, além de recessão também em 2016.

 

Amicíssimo

Para oposicionistas da Câmara dos Deputados, a “extensão amiga” que o TCU concedeu à presidente Dilma para sua defesa no caso das “pedaladas fiscais”, foi o primeiro “gesto de lealdade” do Senado.

 

Alívio momentâneo

O ex-presidente Lula agradeceu enfaticamente o apoio de Renan Calheiros (PMDB-AL) a Dilma. Segundo o ex-presidente, foi a primeira vez, desde o início da crise, que o risco de impeachment saiu da pauta.

 

Crise tem nome

A presidente Dilma comemora o apoio de Renan Calheiros (PMDB-AL) ao governo, mas admite que enquanto Eduardo Cunha permanecer na Presidência da Câmara “a crise política não será debelada”.

 

Costura

Vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana estava tricotando na Câmara, esta semana. Por horas, discutiu com o deputado Rogério Rosso (PSD) as inserções do partido em cadeia de rádio e televisão.

 

Fiel, pero no mucho

Parlamentares da base aliada e da oposição dizem que o apoio de Renan Calheiros a Dilma não é incondicional. “Há espaço para novas traições. É que o Renan não pode entregar tudo”, avisa um aliado.

 

Graça Lima

Diplomatas formados no Instituto Rio Branco esta semana escolheram o embaixador José Alfredo Graça Lima como paraninfo. No discurso, Dilma disse que constatou pessoalmente, em reuniões internacionais, sua grande contribuição “à presença soberana do Brasil no mundo.”

 

Pergunta no campo

“Margaridas” iriam ao encontro de Dilma, em Brasília, se não fossem bancadas com dinheiro do BNDES?

PODER SEM PUDOR

O papa-defunto

O deputado estadual paraibano João Gonçalves (PSDB) tem fama de fazer política frequentando velórios. A crônica política local informa que ele acompanha autópsias, ajuda a vestir defuntos e raramente perde um enterro. Se não consegue ir a um velório, morre de desapontamento. O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Artur Cunha Lima, também tucano, recentemente acompanhava um velório, quando de repente percebe a chegada de João Gonçalves. Foi logo avisando:

- Vá embora, João, porque este defunto é meu...