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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 19/08/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Vamos tentar atingir a meta e depois, se possível, a gente dobra”

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ironizando a presidente Dilma, sobre a reforma tributária

 

Reforma ministerial começará por Mercadante

A ideia é do presidente Lula, cujo talento político é reconhecido até pelos inimigos: a reforma ministerial no governo Dilma deve começar pelo ministro mais forte e mais problemático: Aloizio Mercadante (Casa Civil), acusado de sabotar a articulação política do vice Michel Temer. Sua saída significaria abrir as portas ao entendimento com o Congresso. Também é dele a sugestão mais ousada: nomear o senador Romero Jucá (PMDB-RR) para chefiar a Casa Civil de Dilma.

 

O ‘resolvedor-geral’

Romero Jucá foi líder de vários governos, de FHC a Dilma, porque é um aliado leal e capaz de digerir os pratos mais indigestos da política.

 

Pedindo bênção

Alvo de grosserias de Dilma, Romero apoiou Aécio Neves, em 2014. Mas, dias atrás, Dilma fez questão de prestigiá-lo em seu Estado.

 

Com ele, não dá

Lula advertiu a Dilma que, com Mercadante, ela não tem chance de garantir os 200 deputados necessários para barrar o impeachment.

 

Solução consensual

A solução de substituir Mercadante por Romero Jucá saiu durante uma conversa de Lula com Renan Calheiros, na semana passada.

 

Secretário quer denunciar Solidariedade à Justiça

Disposto a contar à Justiça o que viu de muito errado no partido, o secretário-geral do Solidariedade, ex-deputado João Caldas (AL), foi intimado pelo seu presidente, Paulinho da Força (SP), a apresentar provas nesta quarta (19) à comissão executiva, ou será punido. Caldas, que não recebeu a notificação, avisa: “Meu encontro com essa gente será na Justiça”. Ele sublinha cada letra, quando fala “essa gente”.

 

Essa gente (1)

O partido Solidariedade é presidido pelo deputado Paulinho da Força (SP), investigado por desvio de dinheiro do BNDES e outros rolos.

 

Essa gente (2)

Tesoureiro da Solidariedade, Luciano Araújo foi citado na Lava Jato por ser o portador de dinheiro do esquema para o sobrinho, Tiago Cedraz.

 

Essa gente (3)

Filho de Aroldo Cedraz, presidente do TCU, Tiago foi referido várias vezes na Lava Jato e até alvo de mandado de busca e apreensão.

 

Isso não vai dar certo

Será quinta a sabatina no Senado de Antônio Simões, cuja adoração pela baixaria bolivarianista rendeu-lhe o apelido “Simões Bolívar”. Foi indicado à embaixada em Madri. E correrá o risco de ouvir alguns “Por que no te calas?”, desta vez na voz do rei Felipe VI.

 

Reforço de peso

O deputado Nilson Leitão (MT) comemora o ingresso do governador Pedro Taques no PSDB: “Foram dias de intensas conversas”. Segundo ele, Taques fortalece a oposição na disputa pela prefeitura de Cuiabá.

 

Voz da resistência

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) defende o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. “A Câmara representa a voz de mudança da sociedade”, avisou. E o Senado só negocia com o governo.

 

Roendo as unhas

A principal “pauta das ruas” para a presidente Dilma agora é o #ForaCunha, protesto marcado para o dia 20. O governo espera “definir” o futuro do presidente da Câmara esta semana.

 

‘Leniência’

Na CPI do BNDES, a ordem é não avançar sobre as empreiteiras enroladas na Operação Lava Jato e beneficiadas por bilhões públicos. Mas o presidente, senador Ricardo Ferraço, não vai deixar barato.

 

Surpresa nordestina

Reunida com ministros, a presidente Dilma contava da sua insatisfação com o tamanho das manifestações no Nordeste. Ela acredita que atos contra seu governo na região mais pobre do país é “um desastre”.

 

Frisson no Exército

O Alto Comando do Exército vai tratar dos recentes cortes no orçamento da Força Armada, cujo valor ainda é segredo. Devem ser profundos e afetar até projetos estratégicos do Exército. E mimos de alguns milicos.

 

História repetida

Líderes da base aliada não estão confiantes que os encontros com Dilma vão resolver a crise. Dizem que a presidente já ensaiou tais encontros antes, também em momento de crise, mas sempre em vão.

 

Pensando bem...

... a Marcha das Margaridas conquistou um milhão... de reais. E pior: tudo dinheiro dos contribuintes.

PODER SEM PUDOR

Protesto com prejuízo

Quando a ditadura fechou o Congresso, em 1966, determinou que os parlamentares se identificassem para entrar no prédio. O conservador Amaral Neto se revoltou e, numa cena teatral, rasgou a carteirinha de deputado, diante do diretor da Câmara, Luciano Brandão, encarregado de identificar os deputados. Logo depois ele se lembrou que precisava do documento para viajar de graça (na época era assim) de avião.

- Providencie a segunda via, preciso viajar ao Rio - segredou a Brandão. E passou o resto da vida citando o gesto como sinal de sua "resistência".