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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 03/09/2015
Claúdio Humberto
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Cláudio Humberto

“Acho improvável pelos fatos como estão postos”

Ministro Francisco Falcão (STJ) sobre a possibilidade de a Op. Lava Jato ser anulada

 

Governo federal vai criar ‘mapa do troca-troca’

Em resposta à saída do vice-presidente Michel Temer da articulação política do governo, a presidente Dilma vai instituir um “grupo de trabalho” para acompanhar a distribuição de cargos e a liberação de emendas parlamentares. Em reunião de coordenação política, Dilma reconheceu que os cargos prometidos não chegaram à base de apoio do governo: houve acordo com a cúpula dos partidos aliados, mas os parlamentares não foram contemplados. É o maior motivo da crise.

 

Promessas requentadas

O governo prometeu fazer um levantamento, por parlamentar, para saber o que está emperrado. Mas o ceticismo é grande na base.

 

Conversa comigo

Dilma pretende conter a insatisfação de deputados e senadores da base aliada e retomar o diálogo com o Congresso.

 

Fracasso garantido

Foi motivo de piada o escolhido por Dilma para coordenar a liberação dos cargos: o ministro Aloizio Mercadante fará acompanhamento.

 

Antigo problema

O descumprimento de acordos, como a liberação de cargos, foi um dos motivos pelos quais o vice-presidente abandonou a articulação política.

 

Lula perdeu capital político e não elege ‘postes’

Responsável por forjar a modalidade “político poste”, o ex-presidente Lula se depara com a perda de seu capital político. A declaração, na sexta, de que Lula volta em 2018 “se necessário” não espantou a oposição. No auge da popularidade, em 2010, Lula sacou a então ministra Dilma, que foi eleita e reeleita presidente, mas os postes de Lula, acossado por uma série de escândalos do PT, perderam luz.

Vexame 1

No Recife, em 2012, Lula abandonou o fiel escudeiro Humberto Costa (PT) para não se vincular à derrota certa para Geraldo Júlio (PSB).

 

Vexame 2

Em Minas, Lula engoliu a aliança entre petistas e tucanos que reelegeu Márcio Lacerda (PSB). Foi considerada uma vitória de Aécio Neves.

 

Vexame 3

Em 2014, perderam os candidatos lulistas Alexandre Padilha (SP), Lindbergh Farias (RJ), Gleisi Hoffmann (PR) e Armando Monteiro (PE).

 

Factóide I

O repentino retorno do “fantasma” da CPMF, o imposto sobre cheques, em meio à mais grave crise brasileira do milênio, só serviu para uma coisa: trocar a discussão no Congresso de impeachment para impostos. O governo adorou, mas nem o PT apoia a proposta de Dilma.

 

Factóide II

A vontade expressa de Lula de voltar a ser candidato a presidente, em 2018, a mais de três anos da eleição, também é assunto na Esplanada: muitos estranharam a estranha antecipação e não engoliram a lorota.

 

#ForaCunha

Alas do PT falam línguas diferentes. A facção “Mensagem ao Partido”, do deputado Alessandro Molon (RJ), apoia o movimento “Fora, Cunha”, contra a orientação da facção majoritária de Lula, que prega “cautela”.

 

Amigo do peito

“O governo Dilma quer arrumar um sócio para a crise, quer dividir a responsabilidade”, afirma o deputado Paulinho da Força. Segundo ele, o Solidariedade não desembarcará do apoio a Eduardo Cunha.

 

Panos quentes

Quem segura o PSB com um pé na base de apoio do governo Dilma é o senador Fernando Bezerra (PE). Mas até ele já não tem força para segurar a bancada. As principais vozes da insatisfação são Rodrigo Martins (PI), Tereza Cristina (MS) e Luciano Ducci (PR), na Câmara.

 

À disposição

Aldo Rebelo pode deixar o ministério de Ciência e Tecnologia para abrigar aliados espinhosos do governo. O acerto ainda engatinha, mas vem sendo costurado entre Planalto e a cúpula nacional do partido.

 

Com a sua grana

A Função Comissionada de Coordenação de Curso foi criada por Dilma em 2012 com 4,3 mil cargos, mas, em apenas três anos, já dobrou de tamanho e tem hoje 8,7 mil vagas de confiança.

 

Muro das lamentações

O vice-presidente Michel Temer reclamava com empresários do sectarismo do PT. Segundo ele, o partido de Dilma não admite dividir o protagonismo com aliados. E Aloizio Mercadante adora boicotá-lo.

 

Pensando bem...

... o Brasil vai superar a crise com “amor no coração”, segundo Dilma, mas sem dinheiro, sem emprego e sem estabilidade.

PODER SEM PUDOR

Estranho contato

Era a primeira vez que Leonel Brizola visitava o Congresso após o exílio, quando alguém se aproximou com os braços abertos:

- Que honra encontrá-lo, governador!

- Sinceramente – respondeu Brizola – não sei se o senhor é quem eu estou pensando, por isso não quero dizer um nome que o ofenda...

O homem fingiu não ouvir aquilo e disse que São Paulo está às ordens de Brizola. Era Paulo Maluf, que foi embora cabisbaixo, por não ter sido reconhecido. Brizola se virou para Pedro Simon e Paulo Brossard:

- Barbaridade, quem é esse cara de pau, tchê?