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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 13/09/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Procure o [ex-tesoureiro do PT João] Vaccari para acertar”

Ricardo Pessoa (UTC), sobre a orientação que recebeu de Renato Duque, da Petrobras

 

Executivos da Andrade Gutierrez implicam PSDB

Acordo de delação premiada firmado por dois executivos da construtora mineira Andrade Gutierrez, uma das integrantes do cartel de empreiteiras responsável pela roubalheira à Petrobras, envolve no esquema do Petrolão as principais lideranças do PSDB, maior partido de oposição ao governo Dilma. São citados na delação os senadores José Serra (SP), Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP).

 

Acusação oficial

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) já foi indicado pelo Procurador-Geral, Rodrigo Janot, como um dos alvos da investigação da Lava Jato.

 

Doação tucana

A Andrade Gutierrez contribuiu com R$ 19 milhões para a campanha a presidente da República do senador tucano Aécio Neves.

 

Doação petista

A Andrade Gutierrez também é a empreiteira que mais contribuiu com a campanha de reeleição da presidente Dilma (PT): R$ 21 milhões.

 

Empreiteiras generosas

Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Odebrecht e OAS doaram R$ 64 milhões para Dilma e R$34 milhões para Aécio.

 

Sem ‘boquinhas’ governo pouparia R$ 2 bilhões

Se o governo Dilma extinguisse os quase 24 mil cargos comissionados DAS (Direção e Assessoramento Superiores) distribuídos a aliados, apenas da administração federal direta, com fundações e autarquias, seria possível poupar mais de R$ 1,9 bilhão por ano. Desses 23.941 cargos quase 25% são de livre nomeação, para qualquer cumpanhêro. Cargos de livre nomeação custam ao contribuinte R$ 344 milhões/ano.

 

100 mil garantidos

O governo Dilma possui 99,5 mil cargos e funções de confiança, segundo Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento.

 

Curso Dilma

A atual “comandante da nação” foi responsável pela criação de mais de nove mil cargos. A maior parte de Função de Coordenação de Cursos.

 

Voz solitária

O senador Reguffe (PDT-DF) vê um excesso revoltante. “Alguns cargos devem ser de confiança, mas não esse excesso revoltante que temos”.

 

Estrategista

Eduardo Cunha avisou que esta semana terá pauta única: o projeto da reforma política, que volta do Senado. Ele acredita que a Câmara precisa superar o tema, até para se “distrair” da Lava Jato.

 

Efeito alucinógeno

Com o plenário do Senado reformado, o cheiro de cola exalava. Senadores não perderam a piada. Diziam que o governo não queria quórum na terça, “para evitar o impeachment!”, provocou um senador.

 

Luz de velas

No Rio de Janeiro, a falta de recursos faz quartéis das Forças Armadas ficarem sem luz à noite, para economizar. No calor escaldante do Estado, a tropa da Marinha vive sem ventilador ou ar-condicionado.

 

Assessor predestinado

Durou apenas vinte dias no cargo o novo assessor de imprensa do Palácio do Planalto, Nelson Breve, o predestinado. Em plena crise, não há porta voz nem assessor de imprensa. Quem cuida de tudo é o ex-prefeito de Araraquara e ministro Edinho Silva, inexperiente na área. 

 

Cem milhões!

Uma babel de pessoas fala em nome do governo, cada uma na sua língua. É a receita do caos. E o governo paga R$ 100 milhões anuais às melhores (e piores) empresas de assessoria de imprensa do Brasil.

 

Point de Aécio

Após se mudar para Brasília com a família, Aécio Neves (PSDB-MG) adotou o “Dudu Bar” como seu favorito. Sempre que aparece em restaurantes da cidade, Aécio é muito tietado por clientes e garçons.

 

Não teve posse

Há 31 anos, em Goiânia, foi realizado o primeiro comício da campanha de Tancredo Neves, reunindo cerca de 300 mil pessoas. Tancredo viria a ser eleito o primeiro presidente civil após 21 anos de ditadura militar.

 

Mãos à obra

Quem pavimenta a ponte entre PMDB e PSDB é o presidente do SD e escudeiro de Eduardo Cunha, Paulinho da Força (SP), que virou réu no Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro e corrupção.

 

Pergunta no plenário

Viagem internacional do vice com todos os ministros peemedebistas é visita, fuga ou transição?

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

Tancredo Neves, recém-formado, foi para São João Del Rey exercer a promotoria. Com aquela conversa que o levaria ao poder anos mais tarde, foi chegando e arranjando namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade. A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo.Tancredo se preparava para protestar contra a violência quando foi notado pelo delegado. Rápido no gatilho, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a Tancredo:

- Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...