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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 19/09/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Exemplo claro de cleptocracia”

Ministro Gilmar Mendes (STF) usando a expressão que significa “governo de ladrões”

 

PT discute neutralizar (ou desmoralizar) Dirceu

A cúpula do PT continua atônita com relatos de Curitiba sobre supostas pressões psicológicas, de investigadores da Lava Jato, para levar José Dirceu a negociar redução de pena por meio de delação. Até familiares que o visitam estariam sendo usados na pressão. O PT discute como abordá-lo na prisão. Caso isso seja inútil, pretende expulsar o ex-ministro, como forma de desqualificá-lo como testemunha-bomba.

 

Guru petista

Após Lula, Zé Dirceu é o político mais influente no PT e no governo Dilma. Mesmo preso, recebeu mais de R$ 34 milhões em propinas.

 

Língua temida

O medo do PT é o mesmo de Lula: para a cúpula petista, Dirceu seria um dos poucos cuja delação pode “meter o ex-presidente na cadeia”.

 

Um bom motivo

Aos 69 anos, Dirceu anda deprimido. Ele diz que estar junto da filha de 6 anos, seu xodó, é seu derradeiro projeto de vida.

 

Cana dura

Um mês apos sua prisão, José Dirceu e outras 16 pessoas foram denunciadas por corrupção, lavagem e organização criminosa.

 

Michel Temer segue a cartilha de Itamar Franco

Várias são as semelhanças que aproximam o destino do vice-presidente Michel Temer ao de Itamar Franco, alçado à Presidência após o impeachment de Fernando Collor. Como Itamar, Temer convidou os políticos à “união nacional”, em meio ao caos na economia. O PSDB também repete o comportamento que teve à época, tentando influenciar na costura da transição entre os governos.

 

Colhendo os louros

Com apoio a Itamar, o PSDB emplacou Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda e, posteriormente, o elegeu presidente.

 

FHC 2.0

A expectativa no PSDB é fazer do senador José Serra (PSDB-SP) o “FHC de Temer”. Primeiro a Fazenda e depois, quem sabe, o Planalto.

 

Fez escola

Até às vésperas da posse, Itamar Franco negou pretensão de assumir a Presidência. Michel Temer segue os ensinamentos da cartilha.

 

Voo de galinha

Sumiu como apareceu, rapidinho, a idéia de Kátia Abreu (Agricultura) na Casa Civil. O próprio PMDB, seu partido, desaconselhou o governo. A troca de pastas dificilmente melhoraria a relação com o Congresso.

 

Pode piorar mais

O que está ruim, pode piorar: em reunião com aliados, Dilma oficializou o ministro Ricardo Berzoini (Comunicações) como responsável pela articulação política do Planalto. Ele já andou por lá e não deu certo.

 

Fonte secou

O ministro Marco Aurélio Mello resumiu a situação do PT com maestria, durante votação no Supremo Tribunal Federal que proibiu doações de empresas a campanha de candidatos e partidos: esse poço já secou.

 

No paredão

Deputados não gostaram da irritação da ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) com perguntas propostas do Brasil à 21ª Conferência da Convenção do Clima da ONU. Acham que ela cai na reforma.

 

Insistência inexplicável

Ignorada durante três dias por Lula, Dilma temia que ele não comparecesse à reunião, em Brasília. Lula foi ao encontro, mas saiu inconformado com a insistência dela em manter Aloizio Mercadante.

 

Tremendo azar

Colunista do portal diariodopoder.com.br/Alagoas, Juca Carvalho colocou os pingos nos ii, na discussão sobre a legalização dos cassinos: “Jogo de azar é ter o PT no governo”.

 

Café gelado

Após reduzir o pagamento de horas extras aos funcionários da Câmara, Eduardo Cunha diminuiu o número de copeiras em sessão noturna, de duas para uma. Acabou a mordomia de suas excelências.

 

Pobre Viúva

Tem explicação o nervosismo do presidente da CUT, Vagner Freitas, que ameaçou pegar em armas por Dilma: ele é do Conselho de Administração do BNDES. A CPI da Câmara está de olho nele.

 

Apagou geral

O apagão de ontem no DF coincide justamente com o apagão administrativo do governo local.

PODER SEM PUDOR

Cunhado de qualidade

O ex-governador de Alagoas Guilherme Palmeira, ministro do Tribunal de Contas da União, conversava com o deputado Nelson Costa, que entrou para o folclore político ao pedir, como souvenir, a guimba do cigarro que o general João Figueiredo acabara de fumar, durante uma audiência.

- Sinceramente, não sei o que seria de mim sem o meu cunhado – disse Costa a Palmeira – Ele me ajuda muito.

- Desculpe, amigo, mas que cunhado?

- Aquele ali, pendurado no crucifixo.

Era como ele se referia a Jesus Cristo, orgulhoso da irmã, que, freira, casou-se com o filho de Deus.