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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 22/09/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

[Repasses eram] uma espécie de parcelamento de dívida”

Juiz Sergio Moro, convencido de que a “dívida” era a propina acertada com o PT

 

Prisão de lobista deixa cúpula do PMDB insone

A prisão do lobista João Augusto Rezende Henriques, no Rio, confirma a advertência da 19ª fase da Lava Jato, batizada de “Nessun dorma” (“ninguém durma”, em português). Essa prisão fecha o cerco à direção do PMDB, já atônita com a delação premiada de outro lobista, Fernando Baiano. Ambos têm o poder de implodir a cúpula do PMDB, para a qual trabalhavam, caso confessem tudo o que sabem e fizeram.

 

Implosão

São tão graves as prisões de Henrique e Baiano que a delação dessa dupla pode significar uma implosão no PMDB tal como o é atualmente.

 

Renovação geral

Se a força-tarefa for rápida, o congresso do PMDB, 15 de novembro, poderá ser obrigado a promover renovação em toda a cúpula dirigente.

 

Aflição geral

O PMDB da Câmara está em pânico. A prisão do lobista aflige a cúpula do partido no Legislativo, lideranças, o vice Michel Temer etc. 

 

Todos na alça de mira

Políticos do PMDB são investigados em separado e em grupo, por ordem do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

 

BC vai perder 43% dos servidores até dezembro

Após o anúncio do “pacote de maldades” do governo Dilma, propondo aumentar impostos e promover cortes, como cancelar concursos, o Banco Central (BC) ligou o alarme. Impedido de contratar concursados, o BC deve perder até o final do ano quase 43% dos funcionários, número que deve passar dos 45% até o fim de 2016. Existem 6.470 postos de trabalho no BC, dos quais 2.206 estão atualmente vagos.

 

Número 171

De 2008 a 2015, o BC perdeu 20% dos servidores, por aposentadoria. O Brasil está entre as maiores economias, e o BC é o 171º do mundo.

 

Fraqueza local

O Banco Central brasileiro é proporcionalmente o órgão financeiro estatal com menor número funcionários de toda América Latina.

 

Brics também

Em comparação com outros bancos centrais do Brics (Rússia, Índia China e África do Sul) o BC do Brasil tem 40% da força de trabalho.

 

Até tu, Marco Aurélio?

Falam mal de Dilma até nos corredores do Planalto. Há dias, o aspone para assuntos internacionais aleatórios, Marco Aurélio Top-Top Garcia, chocou um interlocutor com o seguinte veneno: “A Dilma comprou uma Cartilha dos Burros e está lendo e cumprindo todos os preceitos”.

 

Tudo a ver

Kátia Abreu cresceu forte no cenário político, disso não há dúvida. Tudo a ver: saiu da oposição para virar ministra da Agricultura e depois “conselheira” da presidente, cada vez mais confusa. Pudera.

 

Vaia não houve

Eduardo Cunha e a mulher, jornalista Cláudia Cruz, chegaram pelas 22h30 ao Rock in Rio, domingo, no camarote onde havia 4 mil pessoas. Não houve vaia, nem insultos. Pareciam respeitar sua coragem de encarar os bêbados. E admitiu que “dois petistas” o tenham xingado.

 

CPF na nota

Há semanas a Polícia Federal faz cópia, na Câmara, das notas fiscais do deputado Eduardo Cunha. Parece procurar agulha em palheiro. O sistema de digitalização das notas é recente, implantado há dois anos.

 

Nessum Dorma!

Assessores do ministro Henrique Alves (Turismo) acharam que ele ontem parecia “muito apreensivo” com a prisão do lobista João Augusto Rezende Henriques, na 19ª fase da Lava Jato.

 

Funasa em pânico

Antes feudo do PMDB da Câmara de Eduardo Cunha, a Funasa agora é do Senado de Renan Calheiros. Dono da “capitania”, João Alberto (MA), presidente do conselho de ética do Senado, substitui técnicos com 20 anos de experiência em saneamento básico por novatos.

 

Aclamado

O filme “Olhar de Nise”, de Jorge Oliveira e Pedro Zoca, foi aplaudido de pé no 48º Festival de Cinema de Brasília. A história da psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que revolucionou o tratamento da doença mental por meio da arte-terapia, emocionou aos que lotaram o cinema.

 

Lista de prioridade

Chamou atenção uma emenda do deputado Fábio Faria (PSD-RN) que destinou R$ 150 mil para a Saúde em São Paulo. Fábio atendia pedido do ministro Gilberto Kassab, mas enfureceu opositores em seu Estado.

 

Dilma em Nova York

A Crise tem data marcada para viajar: quinta-feira ela vai participar do início da Assembleia Geral das Nações Unidas.

PODER SEM PUDOR

Bom negócio

O ex-ministro Gustavo Krause conta em seu livro “Poder Humor” que Ibrahim Abi-Ackel era ministro da Justiça do general João Figueiredo quando recebeu a atriz Ruth Escobar. Ele tentava fazê-la desistir de montar peças teatrais em presídios e argumentou:

- Penso em sua segurança. Mesmo que agora não haja problema, dentro de dez anos um desses bandidos, já em liberdade, pode até estuprá-la.

Determinada a levar adiante o projeto, Ruth Escobar ironizou a ameaça:

- Pois, ministro, um estupro, se for daqui a dez anos, até que pode ser um bom negócio.