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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 23/09/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“É zero.”

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha define a chance de votar a nova CPMF em 2015

 

‘Cide do pecado’ é o plano B de Dilma à CPMF

Apesar de garantir o contrário, o governo tem mesmo um “plano B” para o caso de o Congresso rejeitar a nova CPMF: a criação da “Cide do Pecado”, isto é, a taxação adicional de produtos ligados a lazer e prazeres, de “segunda necessidade”, como refrigerantes, bebidas alcoólicas como cerveja e vinho, tabaco etc, além dos impostos já embutidos na produção, importação e venda, nesses setores.

 

Taxa da mentira

A Cide é uma taxa criada por FHC sobre cada litro de combustível, a pretexto de financiar a recuperação e e construção de estradas.

 

O rateio da tunga

Hoje a Cide é cobrada exclusivamente sobre combustíveis importados e vendidos em território brasileiros: 71% para união, 29% para estados.

 

De olho no butim

O setor de bebidas fatura cerca de R$ 80 bilhões anuais, e o de cigarro R$ 17 bilhões, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

Punição do êxito

A Cide é cobrada por volume vendido, não por alíquotas. Ou seja, é o imposto do sucesso: quanto mais uma empresa vender, mais vai pagar.

 

Reforma do governo não afastará impeachment

A reforma ministerial não afasta o risco de impeachment da presidente Dilma. A situação é cada vez mais delicada, e o quadro se agravou com a recusa dos caciques do PMDB de indicar ministros, o que pode sinalizar a intenção de rompimento. Para o experiente deputado Jarbas Vasconcelos (PE), um dos independentes do PMDB, a queda de Dilma é apenas uma questão de tempo, “por impeachment ou por renúncia”.

 

Filme antigo

Para o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), a história se repete: seu partido faz com Dilma “o que o PFL fez com Fernando Collor”.

 

Sem representatividade

Dilma tenta obter do líder Leonardo Picciani (RJ) e da ministra Kátia Abreu, que não falam pelo PMDB, nomes para “definir as indicações”.

 

Outra trapalhada

Foi o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) quem propôs aliança com Kátia Abreu e Picciani, sem consultar a cúpula do PMDB.

 

Sai pra lá

A presidente Dilma Rousseff foi varrida das propagandas do PT que vão ao ar na próxima semana. Quem vai estrelar os comerciais é o ex-presidente Lula, que passa esta quarta (23) gravando os programas.

 

Má ideia

Na reforma ministerial, Dilma ouviu Leonardo Picciani (RJ) para tentar intrigá-lo com seu guru, Eduardo Cunha. Tiro n’água: o jovem deputado não esquece que o presidente da Câmara o retirou do baixo clero.

 

Faz-de-conta

Dilma “ouviu” Kátia Abreu (Agricultura), como “representante do PMDB do Senado”, para definir cargos. Mas até as pedras da Praça dos Três Poderes sabem que a ministra não está autorizada a falar pelo partido.

 

Parlamentarismo com Dilma

Prefeito de Jaboatão dos Guararapes (PE), Elias Gomes defendeu corajosamente, ontem, em Brasília, uma proposta incômoda em seu partido (PSDB) contra crise: parlamentarismo com Dilma, sem ruptura.

 

Me engana que eu gosto

O ministro Gilberto Kassab (Cidades) jurou a Dilma que o PSD rejeita o impeachment. Mas a conversa dos deputados do seu PSD não é bem essa. O ânimo da bancada contra Dilma é de beligerância.

 

Marta é vip

A senadora Marta Suplicy (SP) oficializa filiação no PMDB neste sábado (26). O partido não quer saber de discrição. Cobrou a presença de toda a alta cúpula. A lista inclui até o vice-presidente Michel Temer.

 

Desceu do muro

O PSB se reúne na próxima semana para referendar a decisão de assumir oposição ao governo Dilma. A bancada na Câmara já defende o impeachment da presidente e anunciou que vota contra a CPMF.

 

Protesto gourmet

Servidores do Judiciário seguem à risca o ditado “saco vazio não para em pé”. Acompanha os protestos por aumento salarial uma frota de food-trucks e churrasquinhos. Nesta terça (22), não foi diferente.

 

Pensando bem...

...o PT vai precisar criar adicional de periculosidade não só para seus tesoureiros, mas também para ex-deputados, ex-diretor de marketing, ex-ministro da Casa Civil...

PODER SEM PUDOR

Bombinha de nada

Corria o sombrio 1º de abril de 1964 quando um homem simples, carregando uma caixa, dirigia-se à rua do Príncipe, onde ficava o então IV Exército, no Recife. Um soldado armado de fuzil gritou “alto!”. Assustado, o homem passou a gritar, enquanto era preso:

- É uma d’água! É uma d’água! 

O engano seria desfeito horas depois, quando um capitão o interrogou:

- Afinal, o que é “uma d’água”?

- Meu capitão, eu sou encanador e estou levando uma bomba d’água na caixa. Se eu dissesse que era uma bomba d’água, os seus soldados iam me trazer aqui vivo para conversar com o senhor?