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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 25/09/2015
Claúdio Humberto
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Claudio Humberto

“Havia uma certa naturalização da propina””

Sérgio Moro, encarregado de investigar a roubalheira à Petrobras, sobre a Lava Jato

 

Eduardo Cunha abre caminho para impeachment

Novamente citado na Operação Lava Jato, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), voltou a se afastar do governo. Convocou para uma reunião o líder do DEM, Mendonça Filho (PE), nesta quinta, sobre procedimento que abre caminho para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Irritado, antecipou uma questão de ordem da oposição e depois celebrou em particular: “O governo caiu”.

 

Mexendo as peças

Conhecedor do regimento da Câmara, Eduardo Cunha aproveitou nova questão de ordem, apresentada pelo PT, e consolidou sua decisão.

 

Soltando os cachorros

Reunido com líderes governistas, o ministro Ricardo Berzoini viu o PT apresentar questão de ordem pela televisão. Ficou furioso.

 

Para quê oposição?

O recurso foi do líder do governo, José Guimarães, e de Orlando Silva (PCdoB). Ao desabafar, Berzoini não elogiou a inteligência da dupla.

 

Denunciado

Cunha foi citado pelo delator Eduardo Vaz Musa, que o acusa de ter a “palavra final” nas indicações da Área Internacional da Petrobras.

 

Ligação de Mercadante a Abin preocupa aliados

Deputados governistas andam preocupados com o súbito entusiasmo do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) pelos serviços da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), onde se concentram os espiões do governo. Mercadante se aproximou da Abin durante os preparativos para a Copa do Mundo, quando conheceu as “virtudes” da Agência, em relação à qual tinha preconceitos, e desde então é quem dá as ordens.

 

General bypassado

A Abin é subordinada ao general José Elito, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), mas Mercadante não está nem aí.

 

Tiro de misericórdia

O temor dos aliados é de algum escândalo decorrente da curiosa ascendência de Mercadante sobre a Abin venha a prejudicar Dilma.

 

Onde mora o perigo

Os aliados receiam que os pedidos habituais de investigação da Abin dos indicados para cargos de ministro incluam “outras demandas”.

 

Troca de comando

Incomodados com o presidente da CPI do BNDES, Marco Rotta (PMDB-AM), tucanos pedem sua substituição por Hugo Motta (PMDB-PB), que comanda a agonizante CPI da Petrobras.

 

Pescando do muro

O senador Benedito de Lira (PP-AL) recolhia assinaturas para moção de apoio à manutenção do Ministério da Pesca. O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) subiu no muro: “Não posso. Sou líder do governo”.

 

Galhofa à brasileira

Durante o discurso do Papa, ontem, parlamentares fizeram um “bolão”, no plenário, sobre quando o presidente da Câmara dos EUA, John Boehner, católico e chorão convicto, se derramaria em lágrimas.

 

Namoro

O PSDB assedia o deputado Índio da Costa (PSD) para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro, em 2016. Quem não gostou foi o tucano Otávio Leite, que sonha em suceder ao prefeito Eduardo Paes.

 

Chá de camomila

Deputados ligaram ao ministro Henrique Alves (Turismo) para tranquilizá-lo. A bancada, que ele já liderou, até acha seu desempenho sofrível, mas vai pedir a Dilma que o mantenha no emprego.

 

Matou no peito

Presidente da Comissão de Justiça da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) identificou intensa disputa para a relatoria da CPMF: oito deputados já se candidataram. A maioria, segundo ele, é da oposição.

 

Bombeiro

O ex-presidente Lula precisou ser acionado para controlar a fúria de petistas que não se conformam em ter perdido o Ministério da Saúde para o PMDB. O ministro Arthur Chioro já esvaziou as gavetas.

 

Ministro vapt-vupt

Ocupada há dois anos por Guilherme Afif (PSD), que quer ser prefeito paulistano, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa vai ser absorvida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

 

Pensando bem...

... em tempos de crise, “manual do impeachment” na Câmara, reforma atrasada e dólar a R$ 4, a melhor notícia do dia é uma tragédia.

PODER SEM PUDOR

Entrevista de emprego

Após o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, o vice Café Filho assumiu o cargo e logo nos primeiros dias chamou o amigo Rubem Braga:

- Preciso de você!

- Café, você virou presidente, está bem empregado, a vida arrumada. Quem precisa sou eu. Estou duro, desempregado, precisando trabalhar.

Ganhou o emprego de adido cultural junto à embaixada do Brasil em Santiago.