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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 26/09/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“É bom ter vocês [da imprensa] de plantão olhando tudo”

Dilma, em raro elogio à imprensa, revela que não viu as labaredas expelidas do seu helicóptero

 

Reforma ministerial é a ‘última chance’ de Dilma

O governo Dilma não tem ‘plano B’ para o impacto da reforma ministerial e administrativa anunciada esta semana: é a última chance de Dilma causar boa impressão no Mercado, aliados, oposição e até na população em geral, onde tem apenas 7% de aprovação. Em papo com aliados, até o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse: mudar a Esplanada é a “última oportunidade” de Dilma.

 

Estaca zero

Os peemedebistas resolveram cobrar mais ministérios de Dilma, levando a reforma à estaca zero, segundo aliados do governo.

 

Tudo ou nada

Líder do PSD, Rogério Rosso (DF) diz que reaproximação com PMDB é “fundamental para espantar a crise”. Falta combinar com a oposição.

 

Decisivo

Caso a Câmara aprove a admissibilidade do pedido de impeachment de Dilma, o governo calcula que o Senado seguirá o mesmo caminho.

 

Game over

“Se não fizer (a reforma) agora, f****”, revelou uma importante liderança da base aliada do governo no Congresso Nacional.

 

Pólo de Manaus reclama do descaso de Monteiro

Após nove meses no cargo, até hoje o ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento) não dá a mínima para o Pólo Industrial de Manaus, um dos principais centros de desenvolvimento industrial. Nem sequer o visitou. Na reunião do conselho da Suframa, dias atrás, o presidente do Centro da Indústria do Amazonas, Wilson Périco, perdeu a paciência diante do nº 2 do ministério, Fernando Furlan, o secretário-executivo.

 

Descaso e desrespeito

Olho no olho, Wilson Périco reclamou a Fernando Furlan de “descaso e desrespeito” do ministro Armando Monteiro, que ignora a zona franca.

 

Que Suframa?

Armando Monteiro tem tal desprezo pela zona franca que até agora não se interessou em escolher o novo superintendente da Suframa.

 

Só boas notícias

O pólo de Manaus só dá boas notícias ao Brasil. Na reunião do seu conselho, esta semana, foram aprovados 48 novos projetos industriais.

 

Ponto e nó

Após decolar do Palácio Alvorada cuspindo fogo, a presidente Dilma viajou com todas as crises, nenhuma questão resolvida. Sequer encaminhada. E deixando os aliados ainda mais irritados.

 

Não é bem assim

Orlando Silva (PCdoB-SP) garante que foi contra o ingênuo acordo do PT e do líder do governo, José Guimarães (CE), com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, precipitando as tratativas do impeachment. Não é o que dizem petistas presentes à reunião que definiu a proposta.

 

Ministro sinistro

Em Belo Horizonte, um grupo de militares prepara ação na Justiça contra o ministro da Defesa, Jaques Wagner, a quem chamam de “sinistro da Defesa”. Acusam-no de negligenciar assuntos da caserna.

 

Perplexidade

A semana agitada terminou em calmaria. E com uma perplexidade dos assessores: Dilma continuou as insistentes ligações a deputados e senadores de qualquer nível de importância, pedindo para manter vetos

 

Tal e qual

Os que gostam de História, no governo, acham que está a cada dia com cara de Jango que levava o maior jeitão de João Figueiredo. Dilma e Jango têm em comum uma coincidência: a debilidade do governo.

 

Sem surpresa

Nas negociações que comanda, agora que reassumiu a articulação política do Planalto, o ministro Ricardo Berzoini (Comunicações) pede aos partidos garantias de que não haverá traições no Congresso.

 

Abismo

“Com ou sem reforma ministerial, o governo não se sustenta. Agora é a população na rua, cobrando”, afirma o deputado Rubens Bueno (PPS-PR). Segundo ele, a popularidade de Dilma vai cair ainda mais. A zero?

 

Não larga o osso

O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) não quer o primo José Priante (PMDB-PA), no eventual Ministério de Infraestrutura. Ele prefere manter o filho, Helder Barbalho, no primeiro escalão do governo.

 

Evaporou

Alguém aí sabe o paradeiro da ex-presidente da Petrobras Graça Foster, apeada do cargo no escândalo da roubalheira na estatal?

PODER SEM PUDOR

Fagulha no olho

Coronel Toniquinho Pereira era chefe político em Itapetininga (SP), quando se viu obrigado a receber o governador – seu adversário – na estação ferroviária de Iperó. Cheio de má vontade, assim que o trem chegou à estação, Toniquinho foi logo reclamando do chefe da estação:

- Entrou uma fagulha no meu olho...

- O trem é elétrico, coronel. Não solta fagulha.

- Então foi um quilowatt.