Busque em todas as seções:
EDIÇÕES ANTERIORES: anteriores

Cláudio Humberto

ACESSIBILIDADE: A A A A
Claúdio Humberto 29/09/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Cláudio Humberto

“Se manter no cargo mais uma semana”

Senador Aécio Neves (PSDB-MG) sobre o “projeto de governo” da presidente Dilma

 

Dilma: reforma sairá se os vetos forem mantidos

Deputados do PMDB ameaçam recuar na negociação – para indicar dois ministros – indignados com a atitude da presidente Dilma. Após “bater o martelo”, ela decidiu adiar a reforma para depois de retorno dos Estados Unidos, mas isso nada teve com eventuais dificuldades de negociação. É que ela decidiu condicionar a reforma ao comportamento do PMDB nos vetos presidenciais, ainda pendentes de votação.

 

Gastos

Os vetos de Dilma evitam aumentos de diversas categorias aprovados pelo Congresso que acarretariam em bilhões a mais no Orçamento.

 

Não vai dar certo

“Isso que ela [Dilma] está fazendo com PMDB não vai dar certo”, diz Jarbas Vasconcelos (PE), que considerou a viagem dela dispensável.

 

Insegurança

Para Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), “a emenda será pior que o soneto: o adiamento só reforça a insegurança como característica do governo”.

 

Pegadinha?

O PMDB indicou o deputado Manoel Jr (PB), crítico do “Mais Médicos” para ministro da Saúde. Ele também pregava a renúncia de Dilma.

 

Líder do PR na Câmara é campeão em viagens

O líder do PR na Câmara, Maurício Quintella Lessa (AL), tomou gosto por viagens internacionais bancadas pelo contribuinte. Sob o pretexto de presidir a União Interparlamentar, consumiu mais de R$ 24 mil só em diárias viajando por países como Estados Unidos, Suíça, Vietnã, Israel e Rússia. O único mês que Lessa não realizou viagem ao exterior foi julho. É quando, sob recesso, a Câmara não banca a gastança.

 

Férias agitadas

Mesmo no recesso, Maurício Quintella Lessa usou o cotão parlamentar para ser ressarcido por oito passagens aéreas entre Maceió e Brasília.

 

Crédito ou débito?

O deputado também não economiza nos gastos para os quais pediu ressarcimento. Só em setembro, foram R$ 43.364,13.

 

União viajante

Por sua assessoria, o deputado Quintella Lessa diz que preside a União Interparlamentar e precisa representar o Brasil nas reuniões.

 

Compensação

Petistas querem indicar um novo ministro da Educação, agora que o partido deve perder a pasta da Saúde para o PMDB. Renato Janine Ribeiro, da cota pessoal de Dilma, não empolga nem o PT.

 

Outras boquinhas

Para minimizar a decisão de Eduardo Cunha de restringir a farra de horas extras de servidores da Câmara, um grupo de deputados quer estender de 2 para 3 os assessores que recebem adicional noturno.

 

Candidatura própria

Ao contrário de parlamentares do partido, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, nega com veemência um acordo com o PSDB, para as próximas eleições presidenciais. Siqueira diz que a polarização PT/PSDB envelheceu e que o PSB terá candidatura própria.

 

Milhão pelo impeachment

O abaixo-assinado que pede o impeachment da presidente Dilma no www.proimpeachment.com.br já acumulou mais de 1,03 milhão de assinaturas em apenas vinte dias.

 

Fogo mui amigo

O documento da Fundação Perseu Abramo, do PT, atacando as medidas do governo contra a crise econômica, não é para ser chamado assim. Seus autores juram que querem “apenas ajudar”. Ah, bom.

 

Acorda, Alice

Não é tucano o padrinho do documento da Fundação Perseu Abramo, mas Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central no primeiro governo Lula, quando, segundo ele, começou a gestação da crise.

 

Direito eleitoral

O presidente OAB nacional, Marcus Vinícius Furtado Coelho, designou o advogado Erick Wilson Pereira para presidir a comissão especial de Direito Eleitoral do conselho federal Conselho Federal da OAB. Erick é parceiro de escritório de Cezar Peluso, ministro aposentado do STF.

 

Governista radical

Cresce no governo o cartaz de Eliseu Padilha, que o PT chamava de “Eliseu Quadrilha”, nos anos FHC. Mesmo deixando a secretaria da Aviação Civil, ele continuará dando cartas no jogo do poder palaciano.

 

Pergunta na praça

Dizendo na ONU que “o Brasil não tolera mais corrupção”, Dilma sinalizou que vai mesmo renunciar ao mandato?

PODER SEM PUDOR

Tucanos são como irmãos

Fernando Henrique conhece bem José Serra. Por isso Itamar Franco, então presidente, chamou-o no Ministério das Relações Exteriores para opinar sobre a nomeação de Serra como ministro da Fazenda.

- O sr. pretende renunciar? – perguntou FHC.

- Não estou entendendo, ministro – respondeu Itamar, intrigado.

- É que, ao nomear Serra, o sr. vai abdicar do poder. Conheço bem o Serra, ele é da turma do “eu sozinho”, tome muito cuidado...

Assim Serra acabou queimado, e FHC virou ministro da Fazenda.