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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 16/10/2015
Claúdio Humberto
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“Ninguém se mantém no cargo com liminar do Supremo”

Ministro Gilmar Mendes (STF) sobre a liminar que ‘blindou’ Dilma de impeachment

 

Exército cassa condecorações de mensaleiros

Finalmente, três anos após serem condenados pelo Supremo Tribunal Federal, os mensaleiros José Genoino (PT), Roberto Jefferson (PTB) e Valdemar Costa Neto (PR) tiveram cassadas a Medalha do Pacificador, a mais alta condecoração do Exército Brasileiro. O ato é do general Vilas Boas, o atual comandante. O ex, general Enzo Peri, teve medo de irritar Dilma e não casou as medalhas, apesar de ser obrigado a isso pela legislação. Os mensaleiros já sumiram do Almanaque do Exército.

 

Exigência legal

O decreto 4.207/02 manda cassar honrarias de condenado por crime contra o erário, em sentença transitada em julgado.

 

Transitado em julgado

Os mensaleiros são corruptos transitados em julgado no STF desde 28 de novembro de 2012. Suas penas somaram 282 anos de cadeia.

 

Debaixo da cama

O general Enzo Peri não apenas deixou de cassar as medalhas dos corruptos do mensalão como se esquivou de explicar sua atitude.

 

Sob pressão

A atitude medrosa do Exército incomodou o Ministério Público Federal, que cobrou o cumprimento da legislação, para cassar as honrarias.

 

Apoio a Cunha no Conselho independe do governo

O governo espalha que está prestes a fechar acordo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, com objetivo de blindar a presidente Dilma de impeachment, em troca do apoio de deputados governistas a ele, no Conselho de Ética, a fim de evitar a cassação do seu mandato. A história não fecha por um detalhe: Eduardo Cunha já conta com 15 dos 21 membros do Conselho de Ética, governistas ou oposicionistas.

 

Fazendo as contas

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) confirma “15 votos fieis” a Cunha no Conselho de Ética. Mas reconhece: as denúncias complicam o quadro.

 

Tudo dominado

Além da corregedoria, outro colegiado importante tem maioria – talvez unanimidade – favorável a Eduardo Cunha: mesa diretora na Câmara.

 

Conchavo

O ministro Jaques Wagner (Casa Civil) foi escalado pelo governo para lidar com o amigo Eduardo Cunha. Tem avançado.

 

Cortina de fumaça

A assessoria de Lula divulgou uma “agenda política” do ex-presidente em Brasília, conversas, tratativas, mas era tudo lorota. Ele viajou à capital para depor no Ministério Público Federal, que o investiga por tráfico internacional de influência em favor da empreiteira Odebrecht.

 

Sem acordo

O senador Blairo Maggi (PR-MT) conversava com Michel Temer sobre sua transferência para o PMDB. Mas recuou após o vice não lhe garantir a candidatura à presidência do Senado pelo PMDB, em 2017.

 

Ombro amigo

O vice-líder tucano na Câmara, Nilson Leitão (MT), avalia que o momento não é para pressionar Eduardo Cunha. “Uma hora os vazamentos seletivos das denúncias vão parar”, espera.

 

Vida dura

Incomodado com a política do toma lá dá cá, Marcos Rogério (PDT-RO) garante que não haverá vida fácil para o governo na votação do veto ao reajuste do Judiciário. “O governo traiu o trabalhador”, diz.

 

Lesa-pátria

O Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Egito, promulgado pelo Senado, ficou engavetado na Casa Civil desde sua assinatura, em 2010, até setembro deste ano. Isso prejudicou as exportações, porque prevê corte de 90% do impostos nas transações entre os países.

 

Alegação cara-de-pau

“O PT agora é réu confesso e usa como desculpa a política dos fins que justificam os meios”, critica o deputado Danilo Forte (PSB-CE), sobre o governo justificar as pedaladas em prol da população carente.

 

Crítica interna

Senadores tucanos criticam o líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP), pela “excessiva” defesa que faz de Eduardo Cunha. A avaliação é que isso depõe contra o discurso ético do partido.

 

Desafio

A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou aumento salarial para desembargadores e juízes. “Vamos ver se ela [Dilma] terá coragem de vetar a proposta”, desafia um deputado governista.

 

Pensando bem...

...Dilma grita, o PT esperneia, o PSOL estrebucha, mas só o STF e a Procuradoria-Geral da República colocam Eduardo Cunha nas cordas.

PODER SEM PUDOR

Que satisfação!

Quase um ano depois da morte do chefe político nordestino Pedro Badoque, uma comissão de inquérito da ditadura sugeriu o confisco dos seus bens. Ministro da Justiça, Petrônio Portella temia uma injustiça contra a família do morto. Pediu provas. E um atestado de óbito. Dias depois, ele recebeu um ofício da Polícia Federal: “Senhor Ministro, temos a satisfação de encaminhar o laudo cadavérico do sr. Pedro Badoque” etc. Petrônio sapecou um despacho na parte de cima do papel:

- Que mórbida satisfação!