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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 17/10/2015
Claúdio Humberto
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“Não há mais sequer o ‘benefício da dúvida’”

Líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), sobre as denúncias contra Eduardo Cunha

 

Delator revela atuação de amigo operador de Lula

Os depoimentos do lobista Fernando Soares, o “Fernando Baiano”, não apenas colocam o ex-presidente Lula no esquema de corrupção investigado na Lava Jato como lança luz sobre uma das figuras mais poderosas do “lulismo”, o fazendeiro José Carlos Bumlai. O operador do PMDB confirmou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que Bumlai atuava como uma espécie de “operador” do ex-presidente.

 

Padrinho de Cerveró

Bumlai “cuidava” para Lula de assuntos envolvendo a Petrobras desde 2005. Passou por ele a escolha de Nestor Cerveró para sua diretoria.

 

Guru do setor elétrico

No setor elétrico, atribui-se a Bumlai a montagem do consórcio para construir a usina de Belo Monte – um negócio de R$ 25 bilhões. 

 

Resolvedor de problemas

Bumlai também estaria envolvido no esquema que rendeu R$ 2 milhões para Lulinha e mais R$ 2 milhões para uma nora de Lula.

 

Falta o chefe

Apesar de Lula ter sido tantas vezes citado e até denunciado, até agora a Procuradoria-Geral da República não abriu investigação contra ele.

 

Dilma ainda não cassou medalhas de mensaleiros

Condenados há mais de três anos por crimes cometidos no Mensalão, José Dirceu, José Genoino, Roberto Jefferson, João Paulo Cunha e Valdemar Costa Neto ainda mantêm as medalhas da Ordem do Mérito Aeronáutico. A honraria deveria ter sido cassada pela Grã-Mestre da Ordem, a presidente Dilma, já que o decreto 3.446/00 obriga cassação de condenados por atentado contra “erário, instituições e a sociedade”.

 

Puro mérito

Ex-ministro da Casa Civil, Dirceu recebeu das mãos do ex-presidente Lula a comenda no grau de Grande-Oficial, o segundo mais alto.

 

‘Cumpanhêros’

O ex-deputado José Genoino era réu no processo do mensalão quando foi condecorado pelo então ministro da Defesa Nelson Jobim, em 2011.

 

Alô, procuradoria

A Medalha do Pacificador dos mensaleiros só foi cassada após ofício enviado pela procuradora da República Eliana Pires Rocha ao Exército.

 

Visitante falastrão

Presidente da Comissão de Relações Exteriores, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) cancelou reunião com o secretário da Unasul, ex-presidente da Colômbia, que defendeu de Dilma: “Ernesto Samper faria melhor se dedicasse atenção à escalada autoritária em outros países”.

 

Lexotan na veia

É consenso na presidência da Câmara a tranquilidade de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Quanto mais o peemedebista é denunciado, mais ele se mostra disposto a continuar no cargo.

 

Porteira fechada

O ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, demitiu Guilherme Penin do cargo de secretário-executivo. Tentou dar carteira no ministro, mas foi obrigado a ouvir: “A porteira (fechada) é minha”.

 

Está escrito

Em Brasília, esta semana, Roberval Batista, o “Pai Uzeda”, jogou os búzios e avisou que está escrito: não apenas a presidente Dilma vai perder o emprego. “Eduardo Cunha e Renan Calheiros também vão cair”, garantiu, ele convicto, após dar consulta a um ministro.

 

Dia depois de amanhã

No Congresso, não se falava outra coisa: foi semana de alívio para o governo, com representação contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética e suspensão do impeachment. Mas a próxima deve ser dura.

 

Pega mal

Incumbido pela Comissão de Trabalho de contatar o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, o deputado Sílvio Costa (PSC-PE) deu pinote: “Não me peçam para ligar para a Petrobras!”. A risada foi geral.

 

Morrendo pela boca

Damião Feliciano (PDT-PB) espalhava que sua mulher, Lygia Feliciano, seria governadora da Paraíba por dez dias. Ao saber disso, Ricardo Coutinho suspendeu seu atestado e melou as pretensões do deputado.

 

Entrincheirados

“Não há nada pacificado, sobretudo em um clássico como os vetos ao reajuste do Judiciário”, afirma o deputado José Priante (PMDB-PA), que foi cotado para ministro e barrado pelo primo Jader Barbalho.

 

Pensando bem...

... foi uma boa semana para o governo: o termo #impeachment foi mencionado “apenas” 8 vezes por hora no Twitter.

PODER SEM PUDOR

Sem lugar para ladrões

José Calixto, primo de Leonel Brizola, fundou no noroeste do Rio Grande do Sul, em 1961, o Movimento dos Sem Terra. Ao saber que os militares não queriam a posse de João Goulart, com a renúncia de Jânio Quadros, ele reuniu cinco mil homens e marchou para Porto Alegre. No meio do caminho, com dificuldades para alimentá-los, disse em voz alta:

- Vou dar uma chance de vocês roubarem um pouco. Quem quiser roubar, dê um passo à frente.

Apresentou-se uma centena de manifestantes dispostos a “roubar”.

- Eu só queria saber quem eram os ladrões. Quem deu um passo à frente, fora da tropa! Ladrão não luta pela Pátria!

E seguiu viagem.