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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 18/10/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Ele orientou a bancada a ‘não levar gato ensacado para casa’”

Sibá Machado (PT-AC), relata as ordens do ‘chefe’ Lula sobre o impeachment de Dilma

 

Recorde: governo já arrecadou R$ 2,2 trilhões

Ao contrário do que alardeia a presidente Dilma, o total das receitas realizadas pelo governo federal este ano já supera o recorde histórico de R$ 2,2 trilhões, estabelecido em 2014. O valor equivale a tudo que o governo Dilma conseguiu embolsar desde janeiro com impostos, taxas, ações na justiça, multas etc e é ainda mais expressivo por ser 50% maior que os R$ 1,4 trilhão arrecadados em 2010, último ano de Lula.

 

Recorde na crise

Se mantiver o ritmo, e o mandato, até o final do ano, o governo Dilma vai chegar a R$ 2,8 trilhões embolsados do contribuinte.

 

Impostos

O Ministério da Fazenda, com a Receita Federal, continua sendo o que mais contribui para encher o cofre do governo: R$ 1,8 trilhão este ano

 

Seu dinheirinho

O governo Dilma se tornou uma máquina de arrecadar desde a posse da presidente, em 2011. Em cinco anos superou R$ 10 trilhões.

 

Impostos + sonegação

Nem a soma do Impostômetro (R$ 1,58 trilhão) e o Sonegômetro (R$ 410 bilhões) supera o que o governo já conseguiu arrecadar em 2015.

 

Dobradinha tirou Manoel Jr. da pasta da Saúde

O deputado Manoel Jr (PMDB-PB) foi o futuro ministro da Saúde até os 45 do segundo tempo. Perdeu para Marcelo Castro após atuação de Ciro Gomes (PDT) e do governador paraibano, Ricardo Coutinho (PSB). A pedido de Coutinho, Gomes falou mal de Manoel à presidente Dilma, lembrando que ele havia pedido sua renúncia. Está em jogo a prefeitura de João Pessoa, a ser disputada por PMDB, PSB e PT.

 

Deu ruim

PMDB e PSB se aliaram na eleição de Coutinho. Com a disposição do PSB em lançar candidato próprio para à prefeitura, a chapa rachou.

 

Na briga

O líder do PMDB, Leonardo Picciani, jura que Manoel Junior estava na lista de indicados a ministro da Saúde, mas a escolha foi de Dilma.

 

Desinformação

Além de falar mal de Manoel Junior com Dilma, Ciro até o chamou de “semianalfabeto”. Ele é médico com curso de pós-graduação.

 

Pau que dá em Chico

“Se Eduardo Cunha sobreviver até o fim do ano, ele será favorecido”, diz Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Segundo ele, é preciso “derrubar o presidente da Câmara” antes do recesso parlamentar, em dezembro.

 

Ei, você aí...

A liberação de emendas e a livre nomeação de aspones pelos novos ministros travam a relação do governo com aliados. “Melhorou, mas há pleitos a serem atendidos”, diz o deputado Hugo Motta (PMDB-PB).

 

Em família

O deputado Fábio Faria (PSD-RN) pode lançar a mulher, Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, para se filiar ao partido e se cacifar como candidata a vice-prefeita de São Paulo, em 2016.

 

Giles quem?

O aprendiz de feiticeiro Giles Azevedo, que nunca teve mandato, não tem sido levado muito a sério pelos principais personagens da cena política no Congresso, apesar da sua ligação a Dilma.

 

Quase líder

A deputada Eliziane Gama (MA) se apresentava como futura líder do partido Rede, na Câmara. Mas acabou desbancada pelo ex-petista Alessandro Molon (RJ), que está em seu segundo mandato.

 

Bilionário preso

Com habeas corpus negado semana passada pelo Superior Tribunal de Justiça, a prisão de Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira preferida dos governos petistas, completa hoje quatro meses.

 

Ligações amistosas

As boas relações políticas, no passado, entre Jaques Wagner (Defesa) e Eduardo Cunha são sempre lembradas por assessores dos dois. Mas nenhum afirma que elas sejam garantia para qualquer tipo de acordo.

 

Sinal dos tempos

Numa palestra em Porto Alegre, o general Antônio Mourão disse ver três opções para crise política: Dilma fica, sangrando; sai na boa e assume o vice ou não sai e vem o caos. Faltou a opção Teori Zavascki.

 

Pensando bem...

... com tanta “blindagem” no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, as autoridades em Brasília se preparam mesmo para tiroteio.

PODER SEM PUDOR

O jeito afável de ACM

ACM apoiou com mão-de-ferro a ditadura, na Bahia. Governador, proibiu uma passeata em solidariedade à greve no ABC paulista, liderada por Lula, o metalúrgico. O valente deputado Elquisson Soares, presidente do PMDB, telefonou a ACM fazendo-lhe um último apelo. Ele negou e ainda provocou:

- O que vocês acham da invasão russa no Afeganistão?

- Somos contra. Mas também somos contra à repressão no Brasil.

- O quêêê?! – gritou ACM, do outro lado da linha – Me respeite!

- Me respeite você! – devolveu o deputado.

- &*%$#@*&! – gritou ACM um palavrão impublicável.

- &*%$#@*&! – respondeu Elquisson no mesmo tom, desligando.

A passeata, claro, foi dissolvida pela pancadaria da polícia de ACM.