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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 27/10/2015
Claúdio Humberto
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“Vou tentar fazer”

Eduardo Cunha sobre a análise do pedido de impeachment de Dilma até novembro

 

Lula deve depor na polícia sobre a venda de MP

O ex-presidente Lula deve ser convocado a depor no escândalo de venda de medidas provisórias, que, segundo a Polícia Federal, rendeu R$ 2,4 milhões a seu filho Luiz Cláudio Lula da Silva só no caso da MP 471, que prorrogou benefícios fiscais para montadoras de automóveis. Já investigado por tráfico internacional de influência, Lula também foi denunciado em casos de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato.

 

Convocação inevitável

As referências a Lula no escândalo da venda de medidas provisórias, dizem experientes fontes policiais, tornam inevitável sua convocação.

 

Governo era de Dilma

Foi criada em 2011 a empresa do filho de Lula que recebeu dinheiro do lobista Mauro Marcondes Machado, preso ontem. Dilma era presidente.

 

Lobista de luxo

Lula já prestou um primeiro depoimento ao Ministério Público Federal sobre a suspeita de que ser um “lobista de luxo” da Odebrecht.

 

Operação casada

O MPF apura atuação de Lula viabilizando negócios para Odebrecht no exterior em “operação casada” com belos financiamentos do BNDES.

 

Lula: demissão de Cardozo é ‘questão de honra’

Foram as maracutaias na venda de medidas provisórias que motivaram a busca da Polícia Federal na LFT Marketing Esportivo, empresa do filho de Lula, Luís Claudio Lula da Silva, que levou R$ 2,4 milhões do esquema. Mas Lula e seu séquito culpam o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), por “não controlar” a PF. Para Lula, é “questão de honra” demitir Cardozo, segundo um dos líderes do PT no Congresso.

 

A honra de Lula

“Questão de honra”, para políticos como Lula, deveria ser não permitir que a corrupção invadisse sua própria casa.

 

Ordem judicial, mané

Petistas ligados a Lula ignoram que a PF cumpre ordem da Justiça, nas prisões, nas buscas e conduções coercitivas. Nada a ver com Cardozo.

 

Falta de aviso

Lula se diz inconformado porque José Eduardo Cardozo não o “avisou” da nova fase da Operação Zelotes, deflagrada nesta segunda-feira.

 

Bye, bye, madame

O ministro Luiz Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) já avisou a presidente Dilma que só fica no cargo até dezembro. Em 2016, após uma quarentena, vai se dedicar ao próprio escritório de advocacia.

 

Dilma se acha

Repetindo a lorota de que seu impeachment representaria a “ruptura” da “adolescente” democracia brasileira, Dilma faz a releitura da frase “O Estado sou eu”, do rei Luiz XV. Para Dilma I, “A democracia sou eu”. A presidente ignora que o impeachment está previsto na Constituição.

 

Disputa por poder

A bancada do PMDB na Câmara reforçará o apoio a Michel Temer como presidente nacional do partido. É que os senadores do PMDB, Renan Calheiros à frente, querem a substituição de Temer, em 2016.

 

Prejuízo eleitoral

O presidente do PSDB, Aécio Neves, e o senador José Serra nunca se bicaram, e agora o mineiro tenta demover o paulista da ideia de mudar-se para o PMDB. É que sua candidatura presidencial perderia muito, em 2018, em São Paulo. E Serra conta mesmo com essa perda.

 

Comandante não chefia

Em claro desafio à comandante das Forças Armadas, a 3ª Divisão do Exército em Santa Maria (RS) anunciou homenagem ao coronel Brilhante Ustra, primeiro militar brasileiro reconhecido como torturador.

 

Efeito crise

A construção civil no Distrito Federal sofre com os efeitos da crise econômica. No ano passado, houve 174 novos lançamentos. Em 2015, apenas três. O mercado despenca como um caminhão ladeira abaixo.

 

Bola fora

A falta de pulso e de unidade dos partidos de oposição afastaram o PMDB do impeachment. No partido, diz-se que os tucanos precisavam tomar as rédeas do processo, o que não aconteceu.

 

Peso do governo

Líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE) vem chamando atenção por andar cabisbaixo, borocoxô. Assumir a liderança do governo Dilma não deve ser a realização de um sonho.

 

Pensando bem...

...com rejeição passando dos 55%, Lula não se aperta: poderia recomeçar a carreira política como síndico de prédio da Bancoop.

PODER SEM PUDOR

Homem de visão

Penalizado com o ostracismo e admirador do estilo de Jânio Quadros, o jornalista Boris Casoy decidiu telefonar para marcar uma visita ao ex-presidente. Durante a conversa ao telefone, Jânio avisou que estava “cego”, deixou Boris ainda mais pungido. Ao chegar para a visita, ele se espantou com Jânio exclamando de sua cadeira:

- Viva o jornalista Casoy!

Boris estranhou o fato de ter sido imediatamente reconhecido por alguém que se dizia cego, mas Jânio se apressou em explicar:

- Não enxergo, mas vejo sombras, e a sua é inconfundível!