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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 29/10/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“[A proposta] é bem intencionada, mas não creio que seja viável”

Ricardo Berzoini (articulação política), sobre a proposta de cortar o Bolsa Família

 

Delação de Marcondes desespera a família Lula

A aposta de setores do Ministério Público Federal é ao mesmo tempo o motivo de desespero e de noites mal dormidas na família Lula da Silva: Mauro Marcondes Machado, lobista acusado de comprar medidas provisórias durante o governo Lula para beneficiar o setor automotivo, abalado com a prisão, sinaliza um acordo de delação premiada. Ele foi quem fez depósitos milionários na conta do filho do ex-presidente.

 

Ele quer livrar a mulher

Mauro Marcondes Machado ficou bem abalado com a prisão da sua mulher, Cristina, e está disposto a qualquer coisa para tirá-la da cadeia.

 

Trem pagador

Donos da Marcondes & Mautoni, Mauro e Cristina fizeram pagamentos a Luiz Cláudio Lula da Silva após comprar MPs do governo do pai dele.

 

Sobrou para ela

O lobista é quem tocava os negócios da Marcondes & Mautoni, mas a sociedade formal torna Cristina Mautoni co-responsável pela malfeitos.

 

Família fragiliza o preso

A delação de Paulo Roberto Costa, que explodiu o petrolão, foi movida pelo seu desejo de livrar a mulher, filhas e genros de condenações.

 

CPI vai mexer na caixa preta das demarcações

A Câmara resolveu criar a CPI proposta pelo deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) para investigar fraudes em demarcações de áreas indígenas e quilombolas, pela Funai e Incra. É uma antiga reivindicação de milhares de famílias expulsos de suas terras em demarcações suspeitas, determinadas por ONGs, a maioria estrangeiras. É uma resposta à pressão dessas entidades contra a aprovação da PEC 215.

 

Crime de lesa-pátria

ONGs são acusadas de defender os próprios interesses, tomando dinheiro dos índios nas indenizações ou explorando a biopirataria.

 

Ação das ONGs

ONGs mandam, Funai demarca e os índios que se virem. Enquanto suas riquezas são surrupiadas, passam fome e se tornam alcoólatras.

 

Bancada do holofote

Deputados contra a transferência da demarcação para o Congresso, curiosamente, são de estados sem indígenas. Ou sem conflitos.

 

Regulamentação nacional

Relator do caso, o senador Antônio Reguffe (PDT-DF) transformou seu parecer em substitutivo ao projeto do colega Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que será apresentado nesta quinta (29), regulamentando o Uber.

 

Caminhos opostos

Rose de Freitas (PMDB-ES) tenta viabilizar candidatura à presidência do Senado. Mas Renan Calheiros (PMDB-AL) não parece inclinado a apoiá-la. Ele prefere ser substituído por Romero Jucá (PMDB-RR).

 

Ciúmes de líder

Deputados tucanos dizem que o líder da bancada, Carlos Sampaio (SP), fica enciumado quando eles aparecem na mídia, chegando a cobrar “divisão do espaço”. Até em tom de ameaça, afirmam.

 

Sangue azul

O deputado Jean Willys (PSOL-RJ) parece candidato a líder da aristocracia na Câmara. Ao ser vaiado por ativistas auto-algemados, que pedem impeachment de Dilma, ele os chamou de “gentalha”.

 

Renúncia inspiradora

Com 80% do povo querendo vê-la pelas costas, e só 8% de aprovação, certamente passa pela cabeça de Dilma repetir o gesto histórico de Getúlio Vargas, que completa 70 anos nesta quinta (29): a renúncia.

 

Contrato nebuloso

A deputada Eliziane Gama (Rede-MA) pediu atuação da Comissão de Fiscalização no contrato da Kroll com a Câmara para prestar serviços à CPI da Petrobras: “Esse contrato com a Kroll sempre foi nebuloso”.

 

Ganhando apoio

Aliado do ex-presidente Lula, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) avalia que Eduardo Cunha continuará na presidência da Câmara, “exceto se houver uma ação do Ministério Público para tirá-lo”.

 

Pressão maior

O tucano Bruno Araújo (PE) não acredita no retorno da CPMF, mesmo com a pressão de prefeitos e governadores. “Tem algo que pressiona mais que prefeito: o eleitor”, avalia. A população é contra o tributo.

 

Pensando bem...

...do jeito que se enrolaram em escândalos, parece que petistas estão mais interessados em pegar dinheiro público do que “pegar em armas”.

 

PODER SEM PUDOR

Promovido com orgulho

O destemido jornalista Paulo Silveira, ex-Última Hora, era diretor-geral da Assembléia Legislativa do Rio quando, em Brasília, Ernesto Geisel demitia o ministro do Exército, Sílvio Frota. O general saiu atirando, num manifesto em que dizia estar o governo “infestado de comunistas”. Naquele dia Paulo recebeu uma ligação do irmão Joel Silveira, outro patrimônio da imprensa brasileira:

- Aí, hein, você foi promovido!

- Promovido a quê?

- À História. Você está na lista do Silvio Frota, como “subversivo”.