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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 06/11/2015
Claúdio Humberto
ch@claudiohumberto.com.br
Claudio Humberto

“Estamos diminuindo a expectativa que governo tinha”

Relator do Orçamento, Acir Gurgacz, sobre o corte da CPMF dos planos para 2016

 

PGR investiga ‘mensalinho’ nos governos do PT

Nem só de Mensalão e Lava Jato vive a corrupção no governo. Criaram também “mensalinho”. A Procuradoria-Geral da República tem reunido procuradores para analisar centenas de processos que investigam a distribuição de dinheiro direto da União para prefeituras e ONGs amigas do governo, por meio de convênios, nos governos Lula e Dilma. A maioria envolve pequenos valores, mas há também quantias vultosas

 

Afano milionário

Esta semana, quatro procuradores e respectivas equipes passaram a limpo mais de duzentos processos, um deles no valor de R$22 milhões.

 

‘Mensalinho’ na veia

A suspeita é que o “mensalinho” em pequenos valores foi uma tentativa de não chamar a atenção dos órgãos de controle.

 

Só para os de carteirinha

A distribuição suspeita de recursos públicos beneficia só as prefeituras e entidades controladas pelo PT ou por aliados fiéis ao governo.

 

De uma tacada, 800 casos

No mais recente mutirão, na PGR, procuradores passaram o pente fino em cerca de 800 contratos de distribuição farta de dinheiro público.

 

Governo manobra para enterrar CPI do BNDES

O governo escalou o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) para impedir a prorrogação da comissão de inquérito que apura empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Trata-se de manobra para blindar o ex-presidente Lula. Nesta quinta (5), a tropa governista impediu as convocações do ex-ministro Antônio Palocci e de José Carlos Bumlai, amigo de Lula.

 

Top-top de novo

O governo está preocupado com o tráfico de influência do assessor da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Ele pode complicar Lula e Dilma.

 

Meia calabresa

“É alta a pressão para encerrar a CPI”, diz o presidente da comissão, Marcos Rotta (PMDB-AM). As atividades vão até 4 de dezembro.

 

Meia portuguesa

O presidente do banco, Luciano Coutinho, mandou funcionária para auxiliar petistas a encerrar a CPI. Ela não perde uma reunião.

 

Não é piada

Nomeada para a Suframa, a ex-deputada Rebecca Garcia abriu mão da participação como gestora de quatro empresas do pólo de Manaus. A exigência é da Comissão de Ética (sim, ela existe) do Planalto.

 

Líder falastrão

“Prevendo incidentes piores”, Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) entrou com representação no Conselho de Ética contra Sibá Machado (PT-AC), que insuflou agressão a manifestantes pró-impeachment de Dilma

 

Em família

O Solidariedade resolveu constranger Chico Alencar (Psol-RJ). Após entrar no Conselho de Ética por notas frias, o partido vai vasculhar a empresa de Cláudia Zur, ex-mulher dele, “por usar laranjas”.

 

Desabafo

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) aproveitou a visita do príncipe japonês Akishino e desabafou: chamou o nobre no canto e lamentou a situação da corrupção no Brasil. “Está imoral,” disse.

 

Ausência ilustre

O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) sentiu falta de Eduardo Cunha na comemoração de seu aniversário. Cunha está furioso com Picciani, que ousadamente articula substitui-lo no comando da Câmara.

 

Vaidade tucana

Mesmo sem mandato, o ex-deputado José Aníbal, suplente do senador José Serra, usa a estrutura da liderança tucana na Câmara para distribuir aos gabinetes seus artigos certamente prenhes de sabedoria.

 

Na pressão

Deputados fixaram na Câmara um painel de adesões ao impeachment Dilma. O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), acha que a iniciativa serve também para pressionar Eduardo Cunha a abrir o processo.

 

Destinos cruzados

Enquanto o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA) andava para anunciar Fausto Pinato (PRB-SP) relator do processo contra Eduardo Cunha, os três se encontraram no Salão Verde.

 

Pensando bem...

... a Operação Lava Jato bem que poderia ser rebatizada de “Operação Lavou, tá Novo”.

 

PODER SEM PUDOR

O desabafo de Getúlio

A poucos dias de “deixar a vida para entrar na História”, Getúlio Vargas desabafou com o seu ministro da Viação, José Américo de Almeida:

- Impossível governar este País. Os homens de verdadeiro espírito público vão escasseando cada vez mais...

- E o que o senhor acha dos homens de seu governo?

- A metade não é capaz de nada, e a outra metade é capaz de tudo...