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Cláudio Humberto

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Claúdio Humberto 14/05/2013
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Cláudio Humberto

“O Mercadante, dessa vez, será só um militante na eleição”
Aloizio Mercadante preferindo ser “papagaio de pirata” de Dilma a disputar mandato

Grande talento de Afif é multiplicar sua fortuna
O vice-governador paulista Guilherme Afif Domingos (PSD), nomeado ministro, está no cargo errado. Seu incomum talento para engordar a própria fortuna faz dele merecedor da presidência do Banco Central, no mínimo. Dos seus R$ 11,3 milhões declarados em 2006, passou quatro anos depois, em 2010, a somar R$ 49,2 milhões – valor 6 vezes maior que o orçamento da sua mini-Secretaria de Micro e Pequena Empresa.

Domínio público
As declarações de bens do ministro Afif Domingos estão disponíveis nas páginas da Justiça Eleitoral, na internet.

Homem de posses
Afif Domingos tem participação acionária na Sundays Participações, na Itaberaba Participações e na Manacial Corretora de Seguros.

Investimentos
Outros negócios do vice-governador de São Paulo são ações da Cesp e da Eletrobrás e aplicações nos bancos Credit Suisse e Bradesco.

Café sem leite
A bancada do PSDB-SP quer a secretaria-geral do partido, alegando que a presidência será ocupada pelo mineiro Aécio Neves. 

PGR: oposição de Gurgel favorece Rodrigo Janot
O subprocurador-geral Rodrigo Janot é favorito para substituir Roberto Gurgel na Procuradoria Geral da República, a partir de julho. Caberá a presidenta Dilma escolher o futuro chefe da PGR, mas desde o governo Lula, a votação da categoria tem sido respeitada. Torna Janot favorito absoluto, além de ter sido o mais votado, a hostilidade de Roberto Gurgel, que apóia a subprocuradora-geral Deborah Duprat, 53. 

Apoio difícil
Roberto Gurgel não é a figura mais popular no Palácio do Planalto e no PT, sobretudo após sua participação no julgamento do mensalão.

Quem é Janot
Rodrigo Janot, 56, está no Ministério Público Federal desde em 1984. Chegou a subprocurador em 2003 e integrou a lista tríplice de 2011.

Nome forte
Além de Rodrigo Janot e Deborah Duprat, a suprocuradora-geral Ela Wiecko, 64, também na lista tríplice, é considerada uma opção forte.

Garçons atentos
Foi rompido o dique da contenção da divergência entre o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e seu ambicioso secretário-executivo, Alessandro Teixeira. Até o garçom que serve cafezinho no gabinete do ministro sabe a que a situação está insustentável.

Freud não explica
Ex-segurança de Lula, Freud Godoy precisa de terapia: na CPI dos Correios disse que Marcos Valério pagou “por fora” R$ 98,5 mil à empresa Caso, em 2002. Na CPI da Bancoop: “foram contabilizados”. 

Orçamento
O líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), e o presidente da Comissão Mista do Orçamento, Lobão Filho (MA), negociaram a indicação do deputado Danilo Fortes (CE) para a relatoria do Orçamento de 2014. 

A alma do negócio
Será a cubana Comercializadora de Servicios Médicos (Servid) a responsável pelo processo de “importação” de médicos cubanos, caso a maluquice seja aprovada por decreto. Fatura alto também com o “turismo médico” na ilha, mas a grana não impediu epidemia de cólera.

Linha direta
O Estado é laico, mas Alexandre Cardoso (PSB), prefeito de Duque de Caxias, a segunda cidade mais rica do Rio, preveniu futuras encrencas nomeando um pastor “representante das igrejas” na prefeitura. 

Vanguarda do atraso
A proposta do deputado Paulinho da Força (PDT-SP), a serviço de pelegos, obrigando empresas a contratar trabalhadores portuárias apenas através de sindicatos, já é chamada de “emenda do atraso”.

Descarte
Dilma avalia que o presidente da Câmara, Henrique Alves, por sua ligação a Eduardo Cunha (RJ), e os líderes Arlindo Chinaglia (PT) e Eduardo Braga (AM) pouco ajudariam na aprovação da MP dos Portos. 

A reboque 
Aspirante ao governo do Rio, Miro Teixeira reclama que o apequenado PDT sempre fica a reboque de outros partidos. Para ele, é um desaforo uma legenda deste tamanho nem lançar um candidato a Presidência. 

Pensando bem...
...o Brasil pagou pelo menos a moldura e o vidro da foto de Chávez que Dilma recebeu do presidente mais ou menos eleito da Venezuela.

PODER SEM PUDOR
Proibido para ingênuos

Prefeito de São Paulo em 1988, Jânio Quadros pensou em Sílvio Santos para sua sucessão, e pediu ao deputado Gastone Righi para promover um almoço com ele. Jânio foi direto ao ponto, perguntando a Sílvio como ele se relacionaria com os vereadores.
- Simples: os vereadores foram eleitos pelo povo e só vou mandar projetos de interesse do povo. Eles vão aprovar tudo. Vai ser tranqüilo.
- Compreendo – pigarreou Jânio, percebendo que tratava com um principiante. Após alguns instantes de silêncio, pediu ao anfitrião:
– Gastone, meu bem, seria bom mandar servir o almoço.
E não se falou mais no assunto.
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        Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 
www.claudiohumberto.com.br